Gastroenterite hemorrágica em cães: principais causas e como conduzir casos
Links rápidos:
- O que é gastroenterite hemorrágica?
- Possíveis complicações da gastroenterite hemorrágica nos cães
- Passo a passo do diagnóstico de gastroenterite hemorrágica nos cães
- 7 principais causas de gastroenterite hemorrágica em cães
- Como tratar o cão com gastroenterite hemorrágica?
- A importância da nutrição para a saúde e bem-estar dos pets
- Perguntas frequentes sobre gastroenterite hemorrágica em cães
A gastroenterite hemorrágica em cães constitui uma grande parcela dos atendimentos clínicos veterinários e pode evoluir para graves complicações. Saiba detalhes da afecção e como fazer a abordagem na prática.
A gastroenterite hemorrágica em cães é uma condição aguda e potencialmente grave, caracterizada pela presença de diarreia sanguinolenta e que, geralmente, está associada a outros sinais clínicos, como vômitos. É uma condição que pode progredir rapidamente, levando a quadros de sepse, e relacionada à elevada taxa de mortalidade (BARBOSA et al., 2017).
O diagnóstico assertivo, junto ao suporte e ao manejo adequado do paciente são cruciais para o prognóstico positivo. Conheça, a seguir, mais detalhes sobre a gastroenterite hemorrágica em cães.
O que é gastroenterite hemorrágica?
A gastroenterite hemorrágica em cães consiste em um quadro de inflamação do trato gastrointestinal associado à intensa lesão de mucosa, culminando em aumento da permeabilidade epitelial, extravasamento de fluido intravascular, proteínas e hemácias para o lúmen intestinal e, consequente, hemoconcentração.
Essa ruptura da barreira mucosa predispõe a translocação bacteriana, endotoxemia e risco de sepse, configurando um quadro de alta gravidade que exige estabilização imediata. (NELSON & COUTO, 2015; HASUDA et al., 2020; BARBOSA et al., 2017).
Clinicamente, a condição manifesta-se com diarreia profusa com sangue, geralmente de início abrupto, frequentemente acompanhada por êmese, anorexia, dor abdominal e apatia. Em muitos pacientes, o comprometimento volêmico evolui rapidamente, levando à desidratação grave, alterações ácido-base e distúrbios eletrolíticos (HASUDA et al., 2020; SWANN et al., 2015)
Identificar aspecto que o sangue aparece nas fezes, melena ou hematoquezia contribui para supor qual segmento do trato gastrointestinal está comprometido. Essa informação é importante para que o médico-veterinário adote a conduta terapêutica mais adequada para cada caso (NELSON & COUTO, 2015).
Vale dizer que melena se refere a fezes escuras, digeridas, resultantes de sangramento no trato gastrointestinal superior, enquanto a hematoquezia em cães indica a presença de sangue vermelho vivo, sugerindo uma lesão originária no trato gastrointestinal inferior (parte inferior do intestino delgado, do cólon, reto ou ânus) (UNTERER et al., 2013; LEIPIG-RUDOLPH et al., 2018).
Além disso, lesões no trato gastrointestinal, incluindo esôfago, estômago e duodeno, podem resultar em hematêmese (vômito com sangue), evidenciando erosões, úlceras ou agressões químicas e infecciosas, podendo ocorrer isoladamente ou associadas ao sangramento intestinal (RODRIGUES et al., 2018).
Saiba mais sobre a diferenciação da presença de sangue nas fezes no artigo: Melena e hematoquezia: como identificar a presença de sangue nas fezes de cães e gatos?
Gastroenterite x enterite: qual a diferença?
Enterite refere-se especificamente ao processo inflamatório localizado no intestino, podendo cursar com edema de mucosa, aumento da motilidade, má absorção e diarreia, com ou sem presença de sangue (PRIYA et al., 2017).
A gastroenterite, por sua vez, caracteriza-se por inflamação simultânea de estômago e intestino, envolvendo tanto o segmento gástrico quanto enteral, o que resulta em combinação de sinais como vômito, diarreia, dor abdominal, letargia e graus variáveis de desidratação e distúrbios eletrolíticos (HASUDA et al., 2020).
Possíveis complicações da gastroenterite hemorrágica nos cães
Os principais riscos associados à gastroenterite hemorrágica em cães incluem desidratação severa, devido à perda excessiva de fluidos, e anemia, resultante da perda de sangue. Em casos graves, a condição pode levar a choque hipovolêmico, uma emergência médica que requer intervenção imediata (NELSON & COUTO, 2015).
A desidratação é um dos primeiros sinais que devem ser monitorados, pois a perda de fluidos corporais pode ocorrer rapidamente devido à diarreia intensa. Além disso, a perda de sangue pode comprometer a capacidade do corpo de transportar oxigênio, agravando o estado clínico do paciente (RODRIGUES et al., 2018).
O monitoramento contínuo dos sinais vitais, bem como a realização de exames laboratoriais, é fundamental para avaliar a extensão dos riscos e consequências da gastroenterite hemorrágica canina.
Por que é essencial buscar diagnóstico e controle precoces?
O diagnóstico precoce da gastroenterite hemorrágica em cães é fundamental para a definição rápida da conduta terapêutica e para a prevenção da progressão para anemia, hipovolemia e risco de sepse (NELSON & COUTO, 2015).
A identificação precoce do padrão clínico e da velocidade de instalação dos sinais é determinante para o prognóstico e necessidade de hospitalização (SWANN et al., 2015).
Passo a passo do diagnóstico de gastroenterite hemorrágica nos cães
O processo diagnóstico estruturado é essencial na gastroenterite hemorrágica em cães, uma vez que o quadro pode gerar graves complicações, como já ressaltamos.
Uma abordagem clínica sistemática, que integra levantamento detalhado do histórico do paciente, avaliação clínica, exames complementares e exclusão criteriosa de diagnósticos diferenciais, permite que o médico-veterinário trate não somente os sinais clínicos, mas principalmente a causa base do problema, evitando subdiagnosticar diversas afecções, como hemoparasitoses, hepatopatias, enteropatias infecciosas, entre outras.
Abaixo, detalhamos um passo a passo do diagnóstico da gastroenterite hemorrágica.
1. Anamnese e exame físico
A anamnese detalhada constitui a primeira etapa do diagnóstico de gastroenterite hemorrágica em cães. Ela deve contemplar início e progressão dos sinais, características das fezes (com ou sem sangue, melena ou hematoquezia), episódios de vômito, exposição a toxinas alimentares, alterações dietéticas recentes, vacinação, possível ingestão de corpo estranho e histórico prévio de enteropatias (NELSON & COUTO, 2015).
No exame físico, parâmetros como grau de desidratação, perfusão periférica, coloração de mucosas, dor abdominal, temperatura corporal, frequência cardíaca e respiratória permitem avaliar a severidade do quadro e identificar sinais de risco para choque, sepse ou alteração metabólica (HASUDA et al., 2020; SALGADO et al., 2011).
A distinção clínica adequada reduz erros diagnósticos e orienta a necessidade de hospitalização imediata (HASUDA et al., 2020; SALGADO et al., 2011).
2. Exames complementares
Os exames complementares são fundamentais para confirmar a suspeita clínica, estimar a gravidade do caso e confirmar a enfermidade responsável pela origem da manifestação clínica dentro de um leque de diagnóstico diferencial (HASUDA et al., 2020).
Hemograma completo, avaliação de proteína total, eletrólitos, lactato e equilíbrio ácido-base permitem detectar hemoconcentração, perdas hidroeletrolíticas e risco de choque.
Já exames de imagem, como ultrassonografia abdominal, auxiliam na avaliação de espessamento de parede intestinal, presença de líquido livre, motilidade e exclusão de obstruções, corpos estranhos, intussuscepção ou eventos ulcerativos (UNTERER et al., 2013; LEIPIG-RUDOLPH et al., 2018).
A ausência dessa investigação estruturada está relacionada a atrasos terapêuticos, condutas inadequadas e evolução para complicações sistêmicas (PRIYA et al., 2017).
7 principais causas de gastroenterite hemorrágica em cães
A gastroenterite hemorrágica em cães pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo infecções, intoxicações e a presença de corpos estranhos. A identificação precisa do fator causador é essencial para o tratamento eficaz, o prognóstico do paciente e para prevenir recorrências.
Saiba quais são as causas mais frequentemente relacionadas ao quadro.
1. Intoxicação alimentar
A intoxicação alimentar é uma das causas mais comuns de gastroenterite hemorrágica em cães. Substâncias tóxicas presentes em alimentos, principalmente os consumidos pelos humanos, podem ser extremamente perigosas para os cães.
O chocolate, por exemplo, contém teobromina, um alcaloide que o canino metaboliza de maneira muito lenta, levando ao desenvolvimento de um quadro de intoxicação com sinais clínicos como vômito, diarreia, e, em casos graves, diarreia sanguinolenta.
Além disso, outros alimentos, como cebola e alho, contêm compostos que podem causar destruição das células vermelhas do sangue canino, resultando em anemia hemolítica e irritação gastrointestinal – que, quando severa, também pode evoluir para gastroenterite hemorrágica em cães (SALGADO et al., 2011).
As uvas, uvas passas, xilitol e macadâmia também são alimentos potencialmente tóxicos para os pets.
2. Intoxicação por fármacos, plantas ou envenenamento
A administração de alguns medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) ou, ainda, a ingestão acidental de medicamentos humanos (como o paracetamol) também podem caracterizar causas importantes de gastroenterite hemorrágica em cães. Esses medicamentos podem provocar ulcerações no trato gastrointestinal, levando a sangramentos e lesões severas.
Algumas plantas também são altamente tóxicas para os cães. A comigo-ninguém-pode, por exemplo, libera cristais de oxalato de cálcio quando mastigada pelo animal, causando desde irritações gastrointestinais até edema de palato e faringe e comprometimento da mucosa ocular.
Além disso, envenenamentos intencionais ou acidentais por rodenticidas ou inseticidas são causas frequentes de gastroenterite hemorrágica em cães, exigindo intervenção imediata para prevenir consequências fatais.
Para saber mais sobre intoxicação alimentar e por ingestão de substâncias, consulte o nosso infográfico:

3. Hemoparasitoses
Infecções por hemoparasitoses, como Babesia canis e Ehrlichia canis, podem resultar em gastroenterite hemorrágica em cães. Esses parasitas invadem e destroem as células sanguíneas, podendo levar a anemia hemolítica e disfunções hepáticas, o que pode resultar em danos gastrointestinais graves.
A infecção por hemoparasitas também compromete o sistema imunológico do cão, aumentando a susceptibilidade a outras infecções que podem agravar a condição gastrointestinal.
É importante destacar que alterações hematológicas clássicas relacionadas a hemoparasitoses, como trombocitopenia, anemia regenerativa ou pancitopenia, podem não estar presentes nas fases iniciais ou subclínicas, o que dificulta o reconhecimento precoce do envolvimento hemoparasitário.
Em muitos pacientes, achados indiretos, como esplenomegalia, constituem o primeiro indicativo de investigação direcionada, sendo confirmada a infecção apenas após a realização de testes específicos, como PCR, esfregaço sanguíneo ou sorologia.
4. Doenças infecciosas virais
Vírus como o parvovírus canino e o coronavírus entérico são frequentemente responsáveis por quadros de gastroenterite hemorrágica em cães, especialmente em filhotes e adultos não vacinados.
O parvovírus canino é notoriamente destrutivo para as vilosidades intestinais, resultando em uma diarreia hemorrágica profusa e desidratação severa. Já o coronavírus, embora geralmente menos grave que o parvovírus, pode provocar sintomas similares, especialmente quando há coinfecção com outros patógenos.
5. Infecções bacterianas
Bactérias patogênicas como Salmonella spp., Campylobacter spp., e Clostridium perfringens são causadores comuns de gastroenterite hemorrágica em cães. Em cães afetados, essas infecções bacterianas podem desenvolver inflamação aguda e necrose das células intestinais, resultando em sangramento e diarreia.
A infecção por Clostridium perfringens, em particular, pode ser associada à produção da toxina NetF, que causa danos severos à mucosa intestinal, com identificação de lesões de vilosidades, criptas e/ou lâmina própria (LEIPIG-RUDOLPH et al., 2018).
A identificação precisa do agente bacteriano, através de exames laboratoriais complementares, é essencial para a escolha do antimicrobiano adequado e a prevenção de complicações adicionais.
6. Infecções por parasitas
As parasitoses intestinais, como giardíase e coccidiose (particularmente prevalentes em animais jovens, imunocomprometidos ou que vivem em condições sanitárias precárias), também podem evoluir para gastroenterite hemorrágica em cães.
A infestação parasitária leva a uma inflamação crônica do trato gastrointestinal, comprometendo a integridade da mucosa e permitindo que o sangue escape para o lúmen intestinal.
7. Presença de corpo estranho
A ingestão de objetos não comestíveis, como brinquedos, ossos e roupas, entre outros, pode causar lesões no trato gastrointestinal que resultam em gastroenterite hemorrágica em cães, podendo, inclusive, levar a obstruções intestinais mecânicas.
Essas obstruções impedem o fluxo normal de conteúdos intestinais, provocando isquemia e necrose da mucosa intestinal.
Radiografias abdominais ou ultrassonografias são exames complementares necessários para diagnosticar a presença de corpo estranho e determinar o tratamento adequado, que pode variar de intervenções endoscópicas a cirurgias.
Outras possíveis causas
Outras condições médicas, como neoplasias gastrointestinais e doenças autoimunes, também podem desencadear gastroenterite hemorrágica.
Neoplasias, como linfomas ou adenocarcinomas, podem invadir as paredes intestinais, provocando sangramento e inflamação severa. Já as doenças autoimunes, como a enteropatia inflamatória crônica, podem levar à destruição das células intestinais e subsequente gastroenterite hemorrágica em cães (NELSON & COUTO, 2015).
A investigação dessas causas frequentemente requer uma abordagem multidisciplinar, incluindo biópsias endoscópicas, testes imunológicos e, em alguns casos, terapias imunossupressoras.
Como tratar o cão com gastroenterite hemorrágica?
O tratamento da gastroenterite hemorrágica em cães deve ser conduzido de forma individualizada, com foco principal na estabilização hemodinâmica, através da correção das alterações hidroeletrolíticas decorrentes da perda de fluidos ricos em proteínas, e na resolução da causa subjacente.
A fluidoterapia endovenosa é considerada um dos pilares terapêuticos. Ela deve ser feita de acordo com o peso do paciente, grau de desidratação e idade, considerando, também, as perdas contínuas que ele está apresentando (vômito e/ou diarreia). Logo, o cálculo do volume total da fluidoterapia em 24 horas deve ser a soma dos três valores a seguir (CRIVELLENTI & BORIN-CRIVELLENTI, 2015):
1. Necessidade basal diária:
- adultos: 40 a 50 mL/kg/dia
- filhotes: até 70 mL/kg/dia
2. Reposição de perdas:
- peso (kg) × % de desidratação × 10
3. Perdas contínuas:
- vômito: 40 mL/kg/dia
- diarreia: 50 mL/kg/dia
- vômito + diarreia: 60 mL/kg/dia
Em alguns casos, transfusões de sangue são necessárias para corrigir a anemia.
A investigação da causa base da gastroenterite hemorrágica canina também é importante. Em casos de ingestão de corpo estranho, por exemplo, a remoção cirúrgica pode ser necessária, seguida de cuidados pós-operatórios intensivos.
O uso de antimicrobianos é reservado a casos com evidência de translocação bacteriana, sepse, neutropenia, febre ou quando enteropatógenos com potencial invasivo são identificados (LJUNGQUIST et al., 2024). Antieméticos, analgésicos e agentes gastroprotetores podem contribuir para o controle sintomático.
Pereira et al. (2022) citam, ainda, que o transplante de microbiota fecal pode auxiliar na resolução dos sinais clínicos dos pacientes acometidos por gastroenterite hemorrágica canina e pode ser utilizado como adjuvante na terapia de suporte convencional.
A monitoração contínua do paciente é essencial, com ajustes terapêuticos baseados na resposta ao tratamento e na evolução do quadro. O restabelecimento da nutrição adequada também é de suma importância para a recuperação do estado geral do paciente e fortalecimento do sistema imunológico.
A importância da nutrição para a saúde e bem-estar dos pets
A nutrição desempenha um papel fundamental na recuperação da gastroenterite hemorrágica em cães. Devido aos danos às vilosidades intestinais, a absorção de nutrientes pode estar comprometida, tornando a escolha da dieta um aspecto crítico no tratamento (BISPO, 2017).
Além disso, a manutenção de uma nutrição adequada ajuda a prevenir a perda de peso e a garantir que o cão receba todos os nutrientes necessários para a sua recuperação completa.
Por isso, o paciente acometido com gastroenterite hemorrágica pode necessitar de uma dieta especialmente formulada para suporte digestivo, como algumas soluções nutricionais da linha Gastrointestinal da Royal Canin®.
São alimentos formulados com o objetivo de auxiliar na redução de distúrbios agudos de absorção intestinal e na recuperação do estado nutricional saudável em animais convalescentes. Temos aqui como exemplos o alimento Gastrointestinal Canine, nas versões seca e úmida.
Além disso, Gastrointestinal Puppy possui croquete que pode ser reidratado para facilitar a ingestão de alimentos em filhotes com apetite reduzido e ajudar na transição do leite materno para alimentos sólidos.

Em quadros graves, para o restabelecimento da alimentação, que irá contribuir positivamente para a recuperação da saúde geral do paciente, favorecendo a regeneração tecidual e o fortalecimento do sistema imunológico, o alimento Royal Canin® Recovery pode ser utilizado.
A alta densidade de energia de Recovery permite atender os requerimentos energéticos enquanto ajuda a reduzir a quantidade de alimento oferecido ao paciente crítico, o alto nível de proteína ajuda a manter a massa muscular, e sua textura facilita a administração via seringas ou sondas, quando necessário.

Vale lembrar que a Royal Canin® ainda oferece uma grande linha de alimentos para diferentes necessidades nutricionais. São alimentos completos e balanceados para atender as demandas nutricionais de gatos e cães em diferentes fases e estilos de vida.
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Perguntas frequentes sobre gastroenterite hemorrágica em cães
Como tratar gastroenterite hemorrágica canina?
O tratamento é baseado na correção da causa base da gastroenterite, estabilização hemodinâmica e hidroeletrolítica, suporte sintomático e uso criterioso de antimicrobianos.
Quais as principais causas de gastroenterite hemorrágica em cães?
Hemoparasitoses, infecções virais, infecções bacterianas, verminoses e intoxicações estão entre as principais causas de gastroenterite hemorrágica em cães.
Qual a taxa de fluidoterapia para cães com gastroenterite hemorrágica?
A taxa de fluido diária é a soma da necessidade basal diária (adultos: 40 a 50 mL/kg/dia; filhotes: até 70 mL/kg/dia), da reposição de perdas (peso (kg) × % de desidratação × 10) e das perdas contínuas (vômito: 40 mL/kg/dia; diarreia: 50 mL/kg/dia; vômito + diarreia: 60 mL/kg/dia).
A gastroenterite hemorrágica canina pode evoluir para choque hipovolêmico?
Sim. A perda súbita de fluidos e proteínas pode levar rapidamente à hipovolemia grave, hemoconcentração e risco de choque, exigindo intervenção intensiva e monitorização contínua.
Cachorro com gastroenterite hemorrágica pode comer ração gastrointestinal?
Sim, após estabilização inicial, a dieta gastrointestinal é recomendada, pois auxilia na redução de distúrbios agudos de absorção intestinal e na recuperação do estado nutricional saudável.
* A escolha do alimento ideal para o paciente deve ser sempre feita pelo médico-veterinário responsável, considerando suas particularidades, condição de saúde e necessidades específicas, promovendo uma nutrição adequada, bem-estar e longevidade.
Referências:
BARBOSA, B.C. et al. Administração seriada de salina hipertônica 7,5% na terapia para sepse grave decorrente da síndrome da diarreia hemorrágica aguda em cães. Pesq. Vet. Bras., v.37, n.09, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pvb/a/q3mzDWMTFmBNYrCZYkqSMZx/?format=html .Acesso em: 24 nov. 2025.
CRIVELLENTI L, L.Z; BORIN-CRIVELLENTI, S. Casos de rotina em medicina veterinária de pequenos animais. São Paulo: MedVet, 2 ed., 2015.
BISPO, G.A. Nutrição enteral e parenteral no tratamento de cães com gastroenterite hemorrágica: revisão sistemática. UNESP Araçatuba, 2017. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/a813bfa7-f867-4999-af09-c7ac645796c1/content . Acesso em: 24 nov. 2025.
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PEREIRA, G.Q. et al. Uso de transplante de microbiota fecal em cães com diarreia crônica após parvovirose – Relato de dois casos. Revista Brasileira de Higiene e Sanidade Animal (RBHSA), v.16, n.3, 2022. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=8748979 .Acesso em: 24 nov. 2025.
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