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Hipercolesterolemia em cães: saiba como identificar e tratar

Hipercolesterolemia em cães: saiba como identificar e tratar
Atualizado em 12 de novembro de 2025
Tempo de leitura: 14min
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Alterações no metabolismo de lipídeos podem resultar em colesterol alto em cães. Saiba quando a hipercolesterolemia canina deve ser investigada e como abordar o paciente acometido.

O colesterol é um componente orgânico essencial ao bom funcionamento do organismo. Esta molécula está presente na estrutura das membranas celulares e da bainha de mielina, além de ser precursora de hormônios e sais biliares. Entretanto, tanto humanos quanto os pets podem ser acometidos por alterações nos níveis de colesterol.

Entenda a hipercolesterolemia em cães, veja como conduzir o diagnóstico, o tratamento dessa enfermidade e a importância do manejo nutricional adequado.

O que é hipercolesterolemia?

A hipercolesterolemia em cães é definida como a elevação das concentrações plasmáticas de colesterol. Distúrbios em qualquer aspecto do metabolismo de lipídeos (síntese, absorção, transporte ou excreção de lipoproteínas) podem resultar em hiperlipidemia, caracterizada por hipercolesterolemia associada ou não à hipertrigliceridemia (aumento sérico dos triglicérides).

Embora a hipercolesterolemia isolada seja mais frequentemente observada em seres humanos, em cães ela tende a ocorrer em associação à hipertrigliceridemia (SCHENCK, 2012).

Hiperlipidemias idiopáticas ou primárias em cães são um grupo de distúrbios metabólicos de etiologia diversa, mais comuns em certas raças, como veremos adiante. Já as hiperlipidemias secundárias estão associadas a outras enfermidades sistêmicas (XENOULIS et al., 2020).

Tipos de colesterol: entenda as diferenças entre HDL, LDL e VLDL

As lipoproteínas são frações lipídicas compostas por apoproteínas, colesterol e triglicerídeos e são divididas, principalmente, em lipoproteínas de alta densidade (HDL), lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL), de acordo com a proporção de seus componentes (BORIN-CRIVELLENTI et al., 2021).

A quantificação e a diferenciação dessas frações lipoproteicas, embora menos disponíveis na rotina clínica veterinária, podem fornecer informações prognósticas sobre a hipercolesterolemia em cães e orientar intervenções terapêuticas mais precisas (CHOI, 2024).

Saiba detalhes de cada uma delas.

HDL

HDL, ou High-Density Lipoprotein, é considerada a fração protetora do perfil lipídico, sendo responsável pelo transporte reverso do colesterol dos tecidos periféricos para o fígado, onde poderá ser metabolizado e excretado via bile.

Em cães, a HDL é a principal lipoproteína circulante, o que os tornam menos sensíveis ao aumento do colesterol e mais resistentes ao desenvolvimento de aterosclerose.

LDL

LDL, ou Low-Density Lipoprotein, transporta colesterol do fígado para os tecidos periféricos e representa uma fração significativamente menor do colesterol total em cães.

VLDL

VLDL, ou Very Low-Density Lipoprotein, é responsável por transportar triglicerídeos do fígado para os tecidos. Logo, o aumento de VLDL está associado à hipertrigliceridemia.

Afinal, quando o colesterol alto em cães deve representar um sinal de alerta?

A hipertrigliceridemia e a hipercolesterolemia em cães podem ocorrer no estado pós-prandial, mas sua presença em jejum é considerada indicativa de anormalidades no metabolismo de lipídeos.

Portanto, valores de triglicerídeos e colesterol em jejum acima do valor de referência para a espécie canina devem ser considerados clinicamente relevantes, exigindo uma investigação minuciosa do médico-veterinário responsável pelo caso.

Fatores que podem predispor à hipercolesterolemia

A hipercolesterolemia em cães pode estar relacionada a condições primárias, como a predisposição genética, doenças metabólicas concomitantes ou ainda manejo alimentar.

Predisposição racial

Algumas raças caninas apresentam predisposição genética à hiperlipidemia primária. Entre elas, destacam-se cães da raça Schnauzer, que podem apresentar aumento dos lipídeos séricos relacionado à hipercolesterolemia e/ou hipertrigliceridemia idiopáticas (FURROW, 2022; SCHENCK, 2012).

A hipercolesterolemia primária foi relatada em várias outras raças, incluindo Beagle, Pastor de Shetland, Doberman, Rottweiler, Briard, Collie, cão da Montanha dos Pirineus, Poodle miniatura, Cocker Spaniel Inglês (HUANG et al., 2025; SCHENCK, 2012).

Doenças associadas

A hiperlipidemia, com hipercolesterolemia e/ou hipertrigliceridemia, pode ser o resultado de anormalidades lipídicas secundárias a uma série de alterações metabólicas associadas a doenças sistêmicas.

Entre as principais causas secundárias de hipercolesterolemia em cães, destacam-se:

  • hipotireoidismo: devido a aumentos tanto na LDL quanto na HDL;
  • hiperadrenocorticismo: resulta na estimulação da lipólise por glicocorticoides, o que leva à hipercolesterolemia e ao aumento da esteroidogênese adrenal;
  • hipoadrenocorticismo: embora um efeito oposto do que acontece no hiperadrenocorticismo seja intuitivo, tanto a hipocolesterolemia quanto a hipercolesterolemia foram relatadas em cães com hipoadrenocorticismo (HUANG et al., 2025);
  • diabetes mellitus: quando mal controlado, está associado à hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia e aumento dos ácidos graxos de cadeia longa séricos;
  • doença glomerular ou síndrome nefrótica: cursa com hipoalbuminemia e aumento compensatório da produção hepática de lipoproteínas;
  • hepatopatias: associadas à diminuição do catabolismo do colesterol;
  • pancreatite: devido ao comprometimento do metabolismo de gorduras;
  • obesidade: o excesso de gordura corporal afeta o metabolismo lipídico;
  • administração de medicamentos: fenobarbital; glicocorticoides etc.

Um estudo recente demonstrou que a relação colesterol total/HDL maior que 3 pode ser um indicativo de doença endócrina (como doença de Cushing, hipotireoidismo e mucocele da vesícula biliar) concomitante ao colesterol alto em cães e gatos. Porém, estudos futuros com amostras maiores podem revelar o papel do HDL nessas doenças metabólicas (CHOI, 2024).

Manejo nutricional inadequado

O excesso de ingestão calórica, particularmente por meio de dietas ricas em gordura e pobres em fibras, é um fator agravante para hipercolesterolemia em cães, especialmente quando associado à oferta indiscriminada de petiscos, restos de comida ou dietas caseiras sem formulação por médico-veterinário capacitado.

Além disso, alimentos de baixa qualidade nutricional, com desequilíbrio nos teores de ácidos graxos e adição de lipídios de baixa digestibilidade, podem desencadear ou agravar distúrbios no metabolismo lipídico (SCHENCK, 2012).

Além do colesterol total e frações: outras possíveis alterações em exames de cães com colesterol alto

A análise do perfil lipoproteico, a partir da dosagem do colesterol total e de suas frações lipoproteicas (HDL, LDL, VLDL), representa uma etapa fundamental no diagnóstico e acompanhamento de quadros de hipercolesterolemia em cães (XENOULIS et al., 2020).

No entanto, como a hipercolesterolemia pode ser primária ou, mais frequentemente, secundária a doenças sistêmicas, a avaliação global do paciente é imprescindível.

Sendo assim, o médico-veterinário pode solicitar outros exames complementares, como testes hematológicos, bioquímicos, urinários e diagnóstico por imagem, para que seja possível identificar se há condições concomitantes à hipercolesterolemia.

Os achados laboratoriais que podem estar presentes são:

  • aumento da glicemia e frutosamina: úteis na triagem para diabetes;
  • alterações em ALT, ALP, GGT, bilirrubinas e ácidos biliares: podem indicar colestase ou hepatopatias;
  • aumento concomitante de ureia, creatinina, albumina e colesterol: pode indicar síndrome nefrótica, especialmente quando há proteinúria significativa;
  • proteinúria persistente (avaliada por UPC): pode sinalizar glomerulopatia associada (FURROW, 2022).

O exame ultrassonográfico também é uma ferramenta valiosa na avaliação de casos de hipercolesterolemia em cães, podendo demonstrar alterações hepáticas e alterações renais.

O tratamento da hipercolesterolemia em cães deve ser multimodal

O primeiro objetivo do médico-veterinário deve ser identificar possíveis causas adjacentes que levem a desequilíbrios no metabolismo de lipídeos, a fim de instituir a melhor abordagem terapêutica para o seu paciente.

O tratamento para hipercolesterolemia em cães envolve a combinação da prescrição de dietas de suporte com baixos níveis de gordura, suplementação de ácidos graxos ômega-3  e controle da causa subjacente (BORIN-CRIVELLENTI et al., 2021).

Veja quais são os passos importantes para o tratamento e o manejo da hipercolesterolemia em cães.

1. Descarte ou identificação de doenças primárias

Como citado anteriormente, enfermidades crônicas como hipotireoidismo,  pancreatite, diabetes mellitus, hiperadrenocorticismo, obesidade, hepatopatias e doenças renais podem levar à hiperlipidemia, com hipertrigliceridemia e/ou hipercolesterolemia em cães.

Portanto, o profissional deve fazer uma abordagem clínica visando a identificação da causa real da hiperlipidemia, adotando medidas terapêuticas para controlar a condição diagnosticada.

A afirmação de uma hipercolesterolemia primária só pode ser feita após a exclusão das causas que podem estar associadas ao aumento de lipídeos sanguíneo.

2. Manejo nutricional: dieta com baixo teor de gordura

Um estudo realizado por Xenoulis et al. (2020) analisou o efeito de uma dieta comercialmente disponível com baixo teor de gordura, usando como base a versão seca da Royal Canin® Gastrointestinal Low Fat, sobre as concentrações séricas de triglicerídeos e colesterol, além dos perfis lipoproteicos em cães Schnauzer miniatura com hipertrigliceridemia.

Ao final do estudo, os pesquisadores concluíram que o alimento low fat da Royal Canin® foi eficaz na redução significativa das concentrações séricas tanto de triglicerídeos e quanto de colesterol nos cães após 2 meses de uso.

Dessa forma, foi verificada também a diminuição significativa das lipoproteínas ricas em triglicerídeos, como a VLDL, e da fração LDL1 (large buoyant LDL), resultando em melhora do perfil lipoproteico dos cães estudados.

Em resumo, na hipercolesterolemia em cães, a principal modificação dietética envolve a troca da dieta para uma que tenha como base alimentos com baixo teor de gordura (< 25 g/1000 kcal) e teor moderado de proteína (geralmente maior do que 18% ou 60 g/1000 kcal) (SCHENCK, 2012).

Por outro lado, dietas com teor baixo de proteína poderiam causar aumento na concentração sérica de colesterol, e, portanto, não seriam recomendadas, a menos que a presença de outras condições adjacentes justificassem seu uso (MARKS, 2012).

Para completar, outros estudos demonstram que a inclusão de nutrientes funcionais, como fibra de Psyllium, pode auxiliar na redução dos valores de colesterol e triglicérides em cães. Além disso, o uso de ácidos graxos ômega-3 na alimentação também apresentam efeitos benéficos na redução da hipercolesterolemia em cães (SCHENCK, 2012).

Opções de alimentos Royal® Canin

A escolha do alimento correto irá depender também da presença ou não de doenças subjacentes. Como apontado no estudo de Xenoulis e colaboradores, uma opção de que pode ser indicada pelo médico-veterinário é a Royal® Canin Gastrointestinal Low Fat.

Este é um alimento coadjuvante com o objetivo de auxiliar na regulação do metabolismo lipídico em caso de hiperlipidemia e como compensação pela má digestão. Ele possui ingredientes de alta digestibilidade, baixo teor de gordura e alto teor de ácidos graxos essenciais.

Alimentos Royal Canin Gastroinestinal Low Fat podem ser usados em casos de hipercolesterolemia em cães

Já em casos de hipercolesterolemia em cães relacionados à obesidade, a linha SATIETY pode ser introduzida, pois é formulada para reduzir o excesso de peso, contendo baixa densidade energética, também auxiliando na melhora dos níveis de colesterol.

Alimentos Satiety podem ser usados em casos de hipercolesterolemia em cães relacionados à obesidade

Vale ressaltar que, após instituir uma dieta de baixo percentual calórico por 6 a 8 semanas, é aconselhado realizar uma nova avaliação do paciente, repetindo as mensurações séricas de lipídeos. Caso a hipercolesterolemia persista, o médico-veterinário pode considerar mudanças na abordagem clínica.

3. Manejo ambiental e exercícios

A hipercolesterolemia canina, especialmente quando associada à obesidade, deve ser abordada de forma multifatorial, incluindo não apenas ajustes dietéticos, mas também intervenções comportamentais e ambientais (CARROLL, s.d.).

O estímulo à atividade física regular, associado a um ambiente enriquecido que favoreça o gasto energético, pode contribuir significativamente para a perda e controle do peso corporal, melhorando o metabolismo lipídico e reduzindo os níveis de colesterol sérico (CARROLL, s.d.).

4. Medicamentos

A intervenção medicamentosa para o tratamento de hipercolesterolemia em cães somente é empregada quando o conjunto de medidas que inclui manejo nutricional, manejo ambiental e suplementação com ômega-3 não são suficientes para melhorar ou normalizar os valores de colesterol (BORIN-CRIVELLENTI et al., 2021).

Atualmente, os fibratos (bezafibrato, fenofibrato) são os medicamentos mais usados no tratamento da hipercolesterolemia em cães.

A niacina também tem ações antilipêmicas, incluindo a capacidade de reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos, mas seus efeitos adversos são mais evidentes que a classe anteriormente citada (BORIN-CRIVELLENTI et al., 2021).

Vale ressaltar que a suplementação oral com ácidos graxos ômega-3 ajuda na redução da hipercolesterolemia e da hipertrigliceridemia a partir da diminuição da síntese de LDL e VLDL, lipoproteínas responsáveis pelo transporte de colesterol e triglicerídeos, respectivamente e, por isso, pode ser recomendada pelo médico-veterinário, dependendo do caso (CARROLL, s.d.).

Como prevenir o aumento de colesterol nos cães?

Adotar uma dieta completa e balanceada de alta qualidade colabora não apenas para evitar o desenvolvimento de hipercolesterolemia em cães, mas também para o bom funcionamento geral do organismo dos cães (SCHENCK, 2012).

Instituir uma ficha de anamnese nutricional durante a consulta clínica é uma forma de registrar o histórico da dieta do paciente e contribuir para que eventuais erros de manejo sejam identificados, permitindo que ajustes dietéticos sejam feitos de forma preventiva e não somente terapêutica.

Orientar tutores a praticar exercícios físicos frequentes com seus pets também contribui para evitar que o cão desenvolva condições patológicas que possam comprometer sua saúde e seu bem-estar.

Outras perguntas e respostas sobre hipercolesterolemia

Respondemos ainda algumas questões comuns relacionadas à hipercolesterolemia em cães.

Cães com colesterol alto sempre tem sobrepeso e obesidade?

Não. A hipercolesterolemia em cães pode ser primária ou estar associada a diversas patologias subjacentes, e não somente à obesidade. Porém, detectar sobrepeso ou obesidade na avaliação da condição corporal do paciente pode ser um alerta para um checkup completo.

Cães com hipercolesterolemia sempre terão lipemia?

Não. A hipercolesterolemia em cães nem sempre leva à lipemia (HUANG et al., 2025).

A hipercolesterolemia é sempre patológica?

Não. Nem todos os aumentos de colesterol sérico estão associados a doenças.

Cães com hipotireoidismo sempre apresentam colesterol elevado?

Não. Nem todos os cães com hipotireoidismo desenvolvem hipercolesterolemia.

Colesterol alto pode causar pancreatite em cães?

Sim. A hipercolesterolemia em cães pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de pancreatite, pois o excesso de gordura no sangue pode sobrecarregar o pâncreas, levando à inflamação.

Gatos também podem apresentar hiperlipidemia?

Sim. A hiperlipidemia também pode estar presente no paciente felino, sendo causada por predisposição genética ou por outras enfermidades, assim como nos caninos. Por isso, alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos devem sempre ser devidamente investigadas.

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Referências:

BORIN-CRIVELLENTI, S. et al. Effect of phytosterols on reducing low-density lipoprotein cholesterol in dogs. Domestic Animal Endocrinology, v.76, 2021. Acesso em: 16 jun. 2025.

CARROLL, M. Treating Hyperlipidemia in Dogs. Angell Animal Medical Center. Acesso em: 16 jun. 2025.

CHOI, K. A Pilot Study of the Total Cholesterol/High-Density Lipoprotein Ratio as a Prognostic Indicator of Hyperlipidemia-Related Diseases in Dogs and Cats. Curr. Issues Mol. Biol., v.46, n.11, 2024. Acesso em: 16 jun. 2025.

FURROW, E. Proteinúria associada à hipertrigliceridemia em Schnauzer Miniatura. Vetfocus, n.30.1, 2022. Acesso em: 16 jun. 2025.

HUANG, W.; PAULIN, M.V.; SNEAD, E.C.R. Serum cholesterol disturbances in dogs with common endocrinopathies at the time of diagnosis: a retrospective study. BMC Veterinary Research, v.21, n.138, 2025. Acesso em: 16 jun. 2025.

MARKS, S.L. Nutritional management of hepatobiliary disease. In: FASCETTI, A.J.; DELANEY, S.J. Applied Veterinary Clinical Nutrition. Wiley-Blackwell, 2012.

MEYER, H.P. et al. Hepatobiliary disease. Small Animal Clinical Nutrition, 2010.

MUNRO, M.J.L. et al. Efficacy of a micronized, nanocrystal fenofibrate formulation in treatment of hyperlipidemia in dogs. J. Vet. Int. Medicine, v.35, n.4, 2021. Acesso em: 16 jun. 2025.

SCHENCK, P. Canine hyperlipidemia: causes and nutritional management. In: PIBOT, P.; BIOURGE, V.; ELLIOT, D.A. Encyclopedia of Canine Clinical Nutrition, 2012.

XENOULIS, P.G. et al. Effect of a low-fat diet on serum triglyceride and cholesterol concentrations and lipoprotein profiles in Miniature Schnauzers with hypertriglyceridemia. J. Vet. Intern. Med., v.34, n.6, 2020. Acesso em: 20 jul. 2025.

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