PIF: guia prático sobre a Peritonite Infecciosa Felina
Links rápidos:
- O que é a PIF?
- Características do coronavírus felino (FCoV)
- Como acontece a transmissão da PIF?
- Tipos de PIF (Peritonite Infecciosa Felina)
- Principais sinais clínicos de PIF em gatos
- O diagnóstico da PIF pode representar um grande desafio
- Diagnóstico diferencial de PIF: quais outras doenças devem ser descartadas?
- Existe tratamento para a Peritonite Infecciosa Felina (PIF)?
- A importância do controle e da prevenção da PIF
- Além da PIF: outras doenças infectocontagiosas de relevância para a saúde dos gatos
- Perguntas frequentes sobre a PIF (Peritonite Infecciosa Felina)
- A Royal Canin® alia ciência e tradição há mais de 50 anos, promovendo saúde e bem-estar aos animais
A peritonite infecciosa felina (PIF) é uma doença grave cujo diagnóstico continua sendo um desafio para o médico-veterinário. Conheça os detalhes sobre essa enfermidade.
A peritonite infecciosa felina (PIF) é uma doença viral que acomete, com mais frequência, gatos filhotes ou jovens e possui duas apresentações clínicas: PIF úmida (ou efusiva) ou PIF seca (não efusiva). Seu diagnóstico ainda é considerado um quebra-cabeças, pois para isso é preciso juntar diversos dados da anamnese, do histórico clínico, de exames laboratoriais gerais e, quando possível, da pesquisa de anticorpos ou de testes moleculares para a detecção do vírus.
Outro fator que torna a PIF uma afecção ainda mais desafiadora é que os gatos acometidos, muitas vezes, chegam ao atendimento veterinário já com manifestações clínicas graves, apresentando-se bastante debilitados e necessitando de intervenções clínicas e nutricionais para melhorar seu quadro geral e retardar o avanço da doença.
Para apoiar a sua rotina clínica, neste artigo destacamos uma abordagem completa sobre a PIF em gatos, desde conceitos essenciais ao manejo de pacientes.
O que é a PIF?
Considerada uma das mais importantes doenças infecciosas fatais em gatos, a peritonite infecciosa felina (PIF) surge como consequência de uma mutação do coronavírus felino (FCoV).
Como já adiantamos, seu diagnóstico é bastante complexo para o médico-veterinário. Também costuma ser devastador para o tutor. Estima-se que cerca de 0,3% a 1,4% das mortes de felinos em instituições veterinárias são causadas por PIF (THAYER et al., 2025).
A doença ocorre com maior frequência em gatos jovens, de até 2 anos, que possuem histórico de terem convivido em grandes colônias, como gatis de criação ou abrigos.
Há indícios de que algumas linhagens e raças sejam mais predispostas (como Abissínios, Bengals, Ragdolls) e outras, menos predispostas (como Siameses, Persas, Exóticos de Pelo Curto). Mas, gatos sem raça definida também podem desenvolver PIF. Fatores de estresse estão frequentemente envolvidos no histórico de gatos com PIF (KIPAR e MELI, 2014; KENNEDY, 2020).
Características do coronavírus felino (FCoV)
Como mencionamos acima, a PIF em gatos é causada pela mutação do coronavírus felino (FCoV), um RNA vírus envelopado da família Coronaviridae, gênero Alphacoronavirus (KMETIUK et al., 2020).
O FCoV pode causar basicamente uma doença entérica (chamada, então, de Coronavírus Entérico Felino – FECV), que é considerada mais branda e até assintomática, ou sofrer mutações pontuais específicas no genoma do RNA e, dessa forma, desenvolver o quadro grave e multissistêmico conhecido como PIF.
Essas mutações pontuais no genoma do FCoV alteram o tropismo pelas células entéricas para um tropismo por macrófagos e monócitos. Dessa forma, o vírus passa a ser capaz de sobreviver e se replicar nessas células, espalhando-se para órgãos e tecidos.
Como consequência, ocorre a ativação da resposta imune humoral, resultando no depósito de imunocomplexos (complexos antígeno-anticorpo) ao longo dos vasos, causando uma vasculite profunda e generalizada (BERLINER, 2021).
Apesar do FCoV ser bastante comum em gatos, a ocorrência da PIF felina não segue esse padrão, pois apenas uma minoria dos gatos infectados por FCoV desenvolve a peritonite infecciosa felina (KENNEDY, 2020).
Muitos estudos têm buscado analisar o agente etiológico propriamente dito e o que faria a conversão da forma menos letal do FCoV na sua forma agressiva, que causa a PIF em gatos. Porém, ainda não há clareza exata de quais propriedades moleculares predispõem ao desenvolvimento da doença. Acredita-se que tanto o vírus quanto o hospedeiro e o meio atuem nessa equação.
Cabe ressaltar que os vírus Coronaviridae são considerados espécie-específicos, apesar de existirem relatos pontuais de infecções acidentais, ocasionais ou experimentais do SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, em cães, felídeos e furões. Contudo, até o momento, não há evidências de que gatos, cães ou furões transmitam SARS-CoV-2 para humanos ou para outros animais fora do laboratório (KMETIUK et al., 2020).
Como acontece a transmissão da PIF?
A transmissão do FCoV ocorre por via fecal-oral e pela inoculação oronasal do vírus, que pode acontecer de forma direta ou através de fômites (caixas sanitárias, entre outros).
Gatos podem ser persistentemente infectados e eliminar o vírus nas fezes de forma contínua ou intermitente, apesar de serem clinicamente normais. Isso indica que gatos saudáveis portadores do coronavírus felino podem ter papel importante na epidemiologia de PIF (KIPAR e MELI, 2014).
Apesar da replicação inicial do FCoV acontecer nas células epiteliais intestinais, após a mutação para o vírus responsável pela PIF em gatos, o agente ganha a capacidade de entrar e se multiplicar em macrófagos e monócitos, o que permite a disseminação sistêmica do vírus.
Um fator interessante é que, enquanto a capacidade de replicação nos macrófagos/monócitos aumenta, a habilidade de replicação do vírus nos enterócitos diminui. Esta pode ser uma das razões pelas quais o vírus da PIF felina não é eliminado, ou é em níveis muito baixos (KENNEDY, 2020).
A influência do sistema imunológico no desenvolvimento da PIF
A competência imunológica do paciente é um fator determinante no desenvolvimento da PIF, influenciando tanto no desenvolvimento da enfermidade quanto nas manifestações clínicas observadas.
Episódios que comprometem a resposta imunológica podem atuar como fatores desencadeantes do aparecimento da PIF em gatos previamente infectados pelo FCoV. Situações como estresse ambiental intenso, mudanças de rotina, introdução de novos animais no grupo, gestação, desmame, administração de imunossupressores, vacinação, procedimentos anestésicos e enfermidades concomitantes, incluindo retroviroses (FIV/FeLV), podem comprometer a função imune e favorecer a mutação viral.
A indução de uma resposta imune celular eficaz pode impedir a evolução da doença, enquanto uma resposta humoral exacerbada, porém ineficaz, é característica dos casos em que a PIF se manifesta. Nesses pacientes, observa-se a formação e a deposição de imunocomplexos, desencadeando reações de hipersensibilidade do tipo II e III, com consequente elevação das globulinas séricas e da proteína plasmática total (GERALDO JR, 2021).
Conforme veremos detalhadamente a seguir, o tipo de resposta imune mais ativa está relacionado à variação dos sinais clínicos, resultando na classificação de duas formas de PIF felina: forma efusiva ou forma não efusiva.
Tipos de PIF (Peritonite Infecciosa Felina)
Aproximadamente 50% dos gatos com PIF desenvolvem a doença efusiva, enquanto os outros 50% apresentam uma manifestação granulomatosa menos efusiva (BERLINER, 2021). Entenda cada um deles.
1. PIF úmida (efusiva)
A PIF úmida ou efusiva está correlacionada a uma resposta imune celular fraca, associada a uma intensa resposta humoral do tipo Th2 (ativação de linfócitos B e produção de anticorpos) (GERALDO JR, 2021).
A evolução clínica do quadro tende a ser rápida, secundária a uma vasculite generalizada (KENNEDY, 2020).
2. PIF seca (não efusiva)
Já a PIF seca ou não efusiva está correlacionada a uma resposta imune celular pouco adequada (tipo Th1) (GERALDO JR, 2021).
O quadro clínico tende a uma evolução mais insidiosa, e as manifestações clínicas variam conforme o órgão acometido por lesões piogranulomatosas focais (KENNEDY, 2020).
Principais sinais clínicos de PIF em gatos
Os sinais clínicos da PIF em gatos variam de acordo com o tipo de resposta imune mais ativa.
Sendo assim, alguns dos achados da PIF úmida são:
- acúmulo de líquido em cavidades (principalmente abdominal);
- filhotes subdesenvolvidos;
- febre intermitente;
- inapetência, êmese e diarreia;
- linfadenopatia;
- alças intestinais espessadas;
- dispneia, taquipneia e mucosas cianóticas (em casos de efusão pleural).
Por outro lado, as manifestações clínicas da PIF seca podem incluir:
- enterite;
- doença renal;
- doença em sistema nervoso central;
- uveíte uni ou bilateral;
- letargia;
- perda de peso e inapetência;
- febre intermitente.
O diagnóstico da PIF pode representar um grande desafio
O diagnóstico da peritonite infecciosa felina continua sendo um grande desafio para o médico-veterinário, devido à ampla variabilidade de manifestações clínicas e à ausência de um teste único, específico e de fácil acesso (KENNEDY, 2020).
Além disso, a sobreposição de sinais com outras doenças inflamatórias e infecciosas de gatos faz com que o diagnóstico da PIF seja uma tarefa complexa, que exige criteriosa correlação clínico-laboratorial (GERALDO JR, 2021; LAVIGNE et al., 2025).
Diversos estudos têm buscado elucidar aspectos da patogênese viral, compreender os mecanismos de mutação e tropismo do coronavírus felino e aprimorar as estratégias diagnósticas disponíveis (KIPAR & MELI, 2014; TASKER et al., 2023).
Mesmo diante de todas essas dificuldades, o diagnóstico precoce da PIF é fundamental para a implementação de intervenções terapêuticas oportunas e para a melhoria do prognóstico dos pacientes acometidos, contribuindo, inclusive, na taxa de sobrevida e na qualidade de vida.
Quais exames solicitar diante da suspeita de um caso de PIF?
Embora não exista um teste único e definitivo, determinadas alterações bioquímicas e achados ultrassonográficos podem sugerir PIF em gatos e direcionar a investigação (KENNEDY, 2020; TASKER et al., 2023).
No hemograma e na bioquímica sérica, é comum observar hiperglobulinemia associada à hipoalbuminemia, resultando em um baixo gradiente albumina/globulina (A/G) — frequentemente <0,4 —, achado considerado um dos marcadores laboratoriais mais relevantes para a suspeita de PIF (BERLINER, 2021; GERALDO JR, 2021).
A eletronefrose de proteínas séricas também pode auxiliar na diferenciação entre processos inflamatórios policlonais e monoclonais, enquanto o aumento de proteínas totais, sobretudo em função das globulinas α e γ, reforça o caráter inflamatório e imunomediado da doença (THAYER et al., 2022).
Nos casos de PIF úmida, a análise do líquido cavitário é uma ferramenta diagnóstica de grande valor. Tipicamente, o exsudato apresenta-se amarelado, viscoso e rico em proteínas (>3,5 g/dL), com baixa celularidade e predomínio de macrófagos e linfócitos (KENNEDY, 2020; BERLINER, 2021).
A ultrassonografia abdominal é outro exame fundamental no diagnóstico de PIF felina, especialmente na forma efusiva da doença, permitindo identificar efusões cavitárias de aspecto homogêneo e ecogenicidade moderada, além de espessamento irregular do peritônio, linfadenomegalia mesentérica e alterações granulomatosas em órgãos como fígado, rins e linfonodos (TASKER et al., 2023; LAVIGNE et al., 2025).
Na forma não efusiva, a detecção de lesões focais hipoecoicas em vísceras parenquimatosas pode auxiliar na diferenciação frente a outras enfermidades sistêmicas.
Outros exames complementares também ajudam na triagem do gato com suspeita de PIF
Em um gato com PIF, exames de imagem complementares, como radiografia torácica e abdominal, podem auxiliar na detecção de efusões cavitárias discretas, aumento de linfonodos abdominais e, em alguns casos, hepatomegalia ou esplenomegalia (GERALDO JR, 2021).
Em pacientes com sinais neurológicos ou oculares, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem revelar lesões granulomatosas, ventriculomegalia, hidrocefalia ou realce meníngeo, achados compatíveis com a forma não efusiva (THAYER et al., 2022; LAVIGNE et al., 2025).
Os exames sorológicos de PIF são confiáveis?
Provas sorológicas para detecção de anticorpos podem ser inespecíficas, pois indicam a exposição a qualquer coronavírus. Uma titulação acima de 3200 nos testes de ELISA, IFI e imunocromatografia é considerada sugestiva de PIF. Porém, gatos saudáveis infectados com FCoV também podem apresentar altas titulações, assim como gatos com PIF podem apresentar títulos baixos e até negativos (GERALDO JR, 2021; KENNEDY, 2020).
Caso haja envolvimento neurológico, a avaliação sorológica do líquor pode ser útil. Estudo de 2020 publicado na Veterinary Clinics: Small Animal Practice (em inglês) refere que uma titulação acima de 640 pode ser indicativa de PIF (KENNEDY, 2020).
Testes moleculares que buscam quantificar o RNA mensageiro do vírus dependem da carga viral presente na amostra coletada. O uso de RT-PCR em amostras de efusões ou de tecidos pode ser útil, pois possui alta sensibilidade.
Por fim, embora testes sorológicos para anticorpos anti-FCoV estejam disponíveis, sua utilidade diagnóstica para a peritonite infecciosa felina é limitada, visto que a soropositividade apenas indica exposição prévia ao coronavírus felino, não permitindo distinguir infecção entérica benigna da forma mutante associada à PIF (THAYER et al., 2022; TASKER et al., 2023).
Diagnóstico diferencial de PIF: quais outras doenças devem ser descartadas?
Segundo as diretrizes de diagnóstico da AAFP/Everycat – American Association of Feline Practitioners (2022), a exclusão de diagnósticos diferenciais é uma parte essencial do processo de diagnóstico da PIF em gatos, devido à gama de sinais clínicos e manifestações patológicas da doença.
Dessa forma, o médico-veterinário deve excluir enfermidades como:
- peritonite séptica/pleurite;
- neoplasia;
- toxoplasmose;
- pancreatite;
- colangite linfocítica;
- insuficiência cardíaca congestiva;
- micobacteriose;
- trauma.
Existe tratamento para a Peritonite Infecciosa Felina (PIF)?
A PIF é considerada uma doença letal, de rápida evolução, embora relatos de sobrevida prolongada após o diagnóstico e até de recuperação clínica tenham sido documentados, especialmente com abordagens terapêuticas inovadoras.
O tratamento convencional da peritonite infecciosa felina, predominantemente paliativo, pode envolver o uso de imunossupressores como prednisolona e dexametasona, além de agentes citotóxicos como ciclofosfamida ou clorambucila, com o objetivo de atenuar a resposta inflamatória e retardar a progressão clínica (BERLINER, 2021).
Avanços no entendimento da patogênese do FCoV e na farmacologia têm impulsionado o desenvolvimento de terapias antivirais específicas. Medicações que inibem diretamente a replicação viral, especialmente aquelas atuando nas proteases do vírus, representam a maior esperança terapêutica no momento.
Compostos como GC376, GS-441524 e, mais recentemente, o molnupiravir, têm demonstrado resultados promissores em estudos pré-clínicos e clínicos, apresentando taxas de remissão clínica e melhoria da qualidade de vida dos gatos com PIF (KENNEDY, 2020; GERALDO JR, 2021; BUCHTA et al., 2025).
O GS-441524, análogo de nucleosídeo e metabólito do Remdesivir, é capaz de se inserir no RNA do vírus, prevenindo, assim, a replicação viral. Embora ainda classificado como medicamento experimental na maior parte do mundo, vem sendo utilizado com sucesso em diversos países, demonstrando potencial para transformar o prognóstico da PIF felina. Entretanto, seu alto custo e questões regulatórias dificultam o acesso em regiões como o Brasil, onde ainda não há registro oficial de sua comercialização.
Nutrição é ponto essencial em casos de PIF e outras afecções importantes
Pacientes convalescentes, como gatos com PIF, necessitam de uma nutrição adequada, evitando o surgimento/agravamento de caquexia. Nesse caso, o alimento Recovery da ROYAL CANIN® pode ser indicado, pois possui alta palatabilidade, alta densidade energética, alto teor de vitaminas, minerais e nutracêuticos.
Além disso, quando o felino não se alimenta voluntariamente por via oral, esse alimento pode ser utilizado para nutrição por tubos, pois possui consistência adequada.

A importância do controle e da prevenção da PIF
A prevenção da PIF representa um grande desafio na Medicina Felina, considerando que a doença está associada à mutação do coronavírus entérico felino dentro do organismo do hospedeiro. Porém, estratégias voltadas para a redução da carga viral ambiental e para o fortalecimento da resposta imunológica dos gatos podem desempenhar um papel essencial no controle da transmissão do FCoV.
Entre as principais medidas preventivas e de controle, destacam-se:
- evitar ambientes de superpopulação felina;
- não permitir acesso à rua;
- restringir o contato com felinos de histórico sanitário desconhecido;
- realizar quarentena de novos gatos introduzidos em residências ou instalações coletivas;
- evitar situações de estresse intenso para o gato;
- realizar periodicamente check-ups veterinários, permitindo a identificação precoce de alterações clínicas ou laboratoriais.
Vale ressaltar que é sempre recomendado que o médico-veterinário realize uma avaliação clínica e laboratorial completa do paciente, para assegurar que o felino esteja em condições ideais para ser submetido a procedimentos como vacinação, procedimentos anestésicos e intervenções cirúrgicas.
Além da PIF: outras doenças infectocontagiosas de relevância para a saúde dos gatos
Além da PIF (Peritonite Infecciosa Felina), outras afecções podem afetar severamente a saúde dos felinos. São elas:
- panleucopenia;
- clamidiose;
- micoplasmose;
- entre outras.
Navegue pelo Guia de Doenças de Portal VET e saiba mais sobre essas e outras afecções relevantes para gatos e cães.
Perguntas frequentes sobre a PIF (Peritonite Infecciosa Felina)
Como é feito o tratamento para a PIF?
Ainda em fase de uso experimental, o principal tratamento para PIF estudado atualmente é a base de GS-441524, podendo ser administrado por via oral ou injetável.
A PIF tem cura?
A administração do GS-441524 tem se mostrado promissora na melhora/remissão dos sinais clínicos, mas a doença costuma ser letal.
Como é feito o diagnóstico da PIF Felina?
Embora o diagnóstico definitivo seja apenas pós-morten, exames como relação albumina/globulina <0,4, ultrassonografia abdominal e RT-PCR em amostras de efusões podem ser solicitados para direcionar o médico-veterinário.
Apenas gatos podem ter PIF?
Não. A PIF também pode afetar felinos selvagens, incluindo leões, leopardos e outros.
Todo gato com coronavírus felino tem PIF?
Não. O desenvolvimento da PIF depende da ocorrência da mutação do coronavírus felino.
Como acontece a transmissão da PIF?
A transmissão do vírus da PIF ocorre por via oral-fecal e oronasal. Porém, vale ressaltar que nem todos os gatos infectados desenvolvem a doença.
Peritonite em gatos é indicativo de PIF?
Nem sempre. A peritonite também pode ser causada por afeções como pancreatite, piometra, rupturas no trato urinário, gastrointestinal etc.
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Referências:
BERLINER, E.A. Peritonite Infecciosa Felina. Academy Royal Canin, 2021. Disponível em: https://academy.royalcanin.com/pt/veterinary/feline-infectious-peritonitis. Acesso em: 20 out. 2025.
BUCHTA, K. et al. Unexpected Clinical and Laboratory Observations During and After 42-Day Versus 84-Day Treatment with Oral GS-441524 in Cats with Feline Infectious Peritonitis with Effusion. Viruses, v.17, n.9, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41012609/. Acesso em: 20 out. 2025.
GERALDO JR, C.A. Peritonite Infecciosa Felina. Zoetis, 2021. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/prevencaocaesegatos/posts/peritonite-infecciosa-felina. Acesso em: 20 out. 2025.
KENNEDY, M.A. Feline Infectious Peritonitis – Update on Pathogenesis, Diagnostics, and Treatment. Veterinary Clinics: Small Animal Practice, v.50, n.5, 2020. Disponível em: https://www.vetsmall.theclinics.com/article/S0195-5616(20)30042-5/abstract. Acesso em: 20 out. 2025.
KIPAR, A.; MELI, M.L. Feline Infectious Peritonitis: still an enigma? Veterinary Pathology, v.51, n.2, 2014. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24569616/. Acesso em: 20 out. 2025.
KMETIUK, L.B. et al. O novo coronavírus e os animais de companhia. CMRV-PR, 2020. Disponível em: https://www.crmv-pr.org.br/artigosView/100_O-novo-coronavirus-e-os-animais-de-companhia.html. Acesso em: 20 out. de 2025.
LAVIGNE, E.K. et al. Spectrum of care approach to animal shelter management of feline infectious peritonitis complicated by feline leukemia vírus. Front. Vet. Sci., 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41090071/. Acesso em: 20 out. 2025.
TASKER, S. et al. Feline Infectious Peritonitis: European Advisory Board on Cat Diseases Guidelines. Viruses, v.15, n.9, 2023. Disponível em: https://www.mdpi.com/1999-4915/15/9/1847. Acesso em: 20 out. 2025.
THAYER, V. et al. 2022 AAFP/EveryCat Feline Infectious Peritonitis Diagnosis Guidelines. Journal of Feline Medicine and Surgery, v.24, n.9, 2022. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1098612X221118761. Acesso em: 20 out. 2025.
