Dirofilariose: o que é, diagnóstico e prevenção
Links rápidos:
- O que é a Dirofilariose?
- Transmissão da dirofilariose e ciclo da doença
- Principais sinais clínicos de Dirofilariose nos animais de companhia
- Diagnóstico de dirofilariose em cães e gatos
- Como prevenir a dirofilariose em gatos e cães
- Perguntas frequentes sobre Dirofilariose
- A ROYAL CANIN® atua há mais de 50 anos promovendo saúde e bem-estar aos pets
A dirofilariose, também conhecida como verme do coração, é uma parasitose que ocorre principalmente em regiões endêmicas. Entenda os detalhes da doença e saiba como abordar um caso suspeito.
A dirofilariose, ou doença do verme do coração, é uma zoonose causada pelo nematódeo Dirofilaria immitis, parasita do sistema circulatório de canídeos domésticos e selvagens, que também pode acometer humanos.
Os animais infectados geralmente desenvolvem a doença de forma lenta e silenciosa, apresentando sinais clínicos somente no estágio avançado da enfermidade. Por isso, muitas vezes, o diagnóstico é feito tardiamente, tornando o tratamento complexo e, em muitos casos, inviável.
Diante desse cenário, a atuação do médico-veterinário é imprescindível, tanto na propagação de conhecimento, educando os tutores sobre a prevenção da dirofilariose canina e felina, quanto na agilidade em promover o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
O que é a Dirofilariose?
A dirofilariose, parasitose de distribuição mundial causada por nematóides Dirofilaria immitis, é uma afecção grave, geralmente de evolução crônica, que pode ser potencialmente fatal.
O parasita adulto é responsável por causar endoarterites e hipertrofia muscular das paredes arteolares, principalmente nas artérias pulmonares caudais. O dano promovido ao longo do tempo nas artérias pulmonares, no ventrículo direito e em todas as estruturas vasculares adjacentes aos pulmões, muitas vezes, leva ao desenvolvimento da forma grave da doença.
Por exemplo, a síndrome da veia cava é uma condição grave da dirofilariose em cães e gatos na qual ocorre o deslocamento de uma massa de vermes adultos das artérias pulmonares para o ventrículo direito, acarretando a insuficiência da válvula tricúspide devido à interferência cinética e funcional. Por isso a dirofilariose é conhecida popularmente como “verme do coração” (Figura 1).
Os debris dos vermes que morrem podem causar inflamação e agregação plaquetária, resultando em tromboembolismo.

Apenas os cães podem ter dirofilariose?
Não, a afecção não acomete apenas os cães. Além dos canídeos domésticos, os canídeos selvagens, como coiotes, raposas e lobos, e os ferretes também podem ser acometidos pela dirofilariose e, por isso, são considerados reservatórios da infecção (COLLEGE OF VETERINARY MEDICINE, s.d.).
Embora a prevalência de dirofilariose canina seja maior que a dirofilariose felina, o “verme do coração” também pode acometer os gatos após picada do mosquito infectado (GENCHI & KRAMER, 2020, ALBERIGI, B. et al., 2022).
Segundo as Diretrizes dos Estágios de Vida dos Felinos AAHA/AAFP de 2021, médicos-veterinários relataram uma tendência de aumento na incidência de dirofilariose em gatos nos Estados Unidos.
Outro achado relevante vem da fauna marinha: infecções patentes por D. immitis já foram documentadas em leões-marinhos das Galápagos (Zalophus wollebaeki). Em estudo recente realizado na Ilha San Cristóbal, identificou-se a circulação ativa do parasito em colônias reprodutivas, evidenciando que pinípedes também podem atuar como hospedeiros da dirofilariose (CULDA et al., 2025).
Dirofilariose é uma zoonose?
A dirofilariose é considerada uma doença de caráter zoonótico, uma vez que a Dirofilaria immitis pode infestar humanos de forma esporádica e acidental, após a picada do mosquito infectado. As formas imaturas do parasita podem atingir um ramo da artéria pulmonar, desencadeando uma resposta inflamatória que irá eliminar os nematódeos (SIMÓN, F. et al., 2012).
Ocasionalmente, a infestação por D. Immitis resulta em nódulos pulmonares únicos ou múltiplos em torno de vermes adultos imaturos, que raramente causam sintomas e que geralmente são detectados em check-ups de saúde ou exames rotineiros para acompanhar outras patologias.
Saiba mais sobre as zooneses e como fazer a prevenção dessas enfermidades na ilustração abaixo:

Transmissão da dirofilariose e ciclo da doença
A dirofilariose em gatos e cães é transmitida em sua forma larval (microfilária) através da picada de hospedeiros intermediários – os mosquitos tropicais culicídeos dos gêneros Aedes, Culex, Anopheles e Ochlerotatus – que atuam como vetores, principalmente em áreas quentes e úmidas (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014; GENCHI & KRAMER, 2020).
Após o repasto sanguíneo em um hospedeiro microfilarêmico, os mosquitos vetores suscetíveis tornam-se infectados e inicia-se o desenvolvimento larval do parasito em seu interior (SIMÓN et al., 2012).
No inseto vetor, o estágio larval (L1) da Dirofilaria invade os túbulos de Malpighi. Em seguida, evolui para L2 e, finalmente, sofre uma nova metamorfose para L3, que é o estágio larval infectante. Logo depois, a L3 migra para o aparelho bucal do mosquito, onde se torna apta a ser transmitida para um novo hospedeiro (SILVA et al., 2024).
Então, com a picada do vetor infectado, as microfilárias seguem para a corrente sanguínea do animal (cão, por exemplo), onde permanecem por algum tempo antes de seguir para o coração e o pulmão. Uma vez no coração, os vermes jovens da Dirofilaria immitis se desenvolvem, crescem e liberam microfilárias L1 no sangue (COLLEGE OF VETERINARY MEDICINE, s.d.).
As microfilárias podem permanecer no sangue do animal por longos períodos — até 2 anos — enquanto os vermes adultos podem viver no animal acometido por Dirofilariose por períodos maiores ainda — até 7 anos (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014).
Confira abaixo uma ilustração didática sobre o ciclo da Dirofilaria immitis.

Principais regiões endêmicas de Dirofilariose no Brasil
A dirofilariose canina e felina apresenta maior prevalência em regiões litorâneas brasileiras, caracterizadas por clima quente, úmido e com densa população de mosquitos vetores — condições ambientais altamente favoráveis ao desenvolvimento larval de Dirofilaria immitis (LABARTHE, 2014; GENCHI & KRAMER, 2020).
Entretanto, observa-se nas últimas décadas uma expansão geográfica dos focos de infecção, incluindo regiões antes consideradas de baixo risco. Fatores como o aumento da mobilidade de cães e gatos, a internalização de animais oriundos de áreas endêmicas e as mudanças climáticas — que ampliam o período de atividade dos vetores — têm sido apontados como elementos centrais na redistribuição da doença (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2019; NONNIS et al., 2025).
A sazonalidade também influencia o risco epidemiológico. Durante períodos mais chuvosos e quentes, como o verão, há incremento significativo na densidade populacional de mosquitos vetores, resultando em maior probabilidade de transmissão e, consequentemente, aumento da incidência de casos clínicos e subclínicos (COLLEGE OF VETERINARY MEDICINE, s.d.; AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014).
Em 2014, um estudo de Labarthe et al. concluiu que a prevalência geral de dirofilariose em cães na costa brasileira (região nordeste, sudeste e sul) é de 23%, sendo as maiores frequências detectadas nas cidades de Ilha de Itamaracá (49,5%), Armação de Búzios (62,2%) e Guaraqueçaba (31,8%). Outro fato relatado foi uma maior prevalência em regiões com natureza mais bem preservada.
Já em 2025, Araújo et al. conduziu um levantamento que reforça a importância epidemiológica do estado do Rio de Janeiro para a dirofilariose, demonstrando que municípios de diferentes altitudes — inclusive regiões anteriormente classificadas como não endêmicas — apresentaram cães positivos para D. immitis.
Além disso, levantamentos realizados pela Fiocruz reforçam que a Baixada Fluminense e as áreas costeiras do estado seguem como importantes zonas de transmissão, exigindo capacitação contínua de médicos-veterinários e ações de vigilância (VIEIRA et al., 2020).
Principais sinais clínicos de Dirofilariose nos animais de companhia
Os sinais clínicos da dirofilariose variam de acordo com a severidade da enfermidade, que está relacionada com a carga parasitária e o nível de atividade física do animal.
Segundo documento da American Heartworm Society, podemos evidenciar os seguintes sinais clínicos na dirofilariose canina (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014.):
- leve: assintomático ou apresenta tosse;
- moderada: tosse, intolerância ao exercício, presença de sons anormais no coração e nos pulmões;
- severa: tosse, intolerância ao exercício, dispneia, sons anormais no coração e nos pulmões, hepatomegalia, síncope, ascite;
- síndrome da veia cava: aparecimento súbito de letargia e fraqueza, acompanhado de hemoglobulinemia e hemoglobinúria.
Já na dirofilariose felina, as manifestações clínicas podem incluir (QUIMBY et al., 2021; AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014):
- anorexia;
- perda de peso progressiva;
- vômitos intermitentes;
- tosse;
- dispneia/taquipneia;
- intolerância ao exercício;
- fraqueza generalizada;
- ataxia, convulsões e cegueira súbita devido ao tromboembolismo.
Nessa espécie, o parasita pode causar a doença respiratória associada à dirofilariose (HARD), que é uma reação inflamatória do tecido pulmonar aos estágios larvais imaturos da Dirofilaria immitis, semelhante à asma (ALBERIGI et al., 2022)
Diagnóstico de dirofilariose em cães e gatos
O diagnóstico da dirofilariose canina e felina pode ser realizado através de testes de detecção de antígeno (ELISA ou ensaios imunocromatográficos) e microfilária (teste de Knott). Porém, quando a infecção é recente (período de 5 a 6 meses após a inoculação do parasita), o resultado pode ser falso negativo (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014; SILVA et al., 2024).
A dirofilariose em gatos é mais difícil de ser diagnosticada quando comparada a afecção em cães, uma vez que felinos infectados geralmente possuem menor carga de vermes, infecções por um único sexo e infrequência de microfilaremia. Por isso, o teste de Knott deve ser utilizado com cautela em pacientes dessa espécie (QUIMBY et al., 2021).
Em estágios mais avançados da dirofilariose canina e felina, é possível diagnosticar a doença por meio do ecocardiograma. A parede do corpo da Dirofilaria immitis adulta é altamente ecogênica e produz imagens com traços paralelos que podem ser observados no exame de imagem (COLLEGE OF VETERINARY MEDICINE, s.d.).
Dessa forma, o ecocardiograma pode fornecer evidência definitiva de dirofilariose, bem como permitir a avaliação das consequências patológicas cardíacas da doença (Figura 2). No entanto, esse não é um método eficiente para fazer o diagnóstico em cães e gatos infectados com baixa carga parasitária, nos quais os nematóides podem estar localizados nos ramos periféricos das artérias pulmonares (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014).

Fonte: Sociedade Americana de Dirofilariose, 2014.
Diagnóstico diferencial
Ao atender um caso suspeito de dirofilariose, o médico-veterinário deve excluir outras afecções que podem causar manifestações clínicas semelhantes. Dentre essas enfermidades, podemos citar:
- insuficiência cardíaca congestiva;
- bronquite crônica;
- asma felina;
- doenças pulmonares intersticiais;
- tromboembolismo pulmonar;
- neoplasias torácicas;
- doenças infecciosas (erliquiose, babesiose, fiv, felv, entre outras);
- anemias e distúrbios hematológicos.
- Tratamento da Dirofilariose em gatos e cães
A dirofilariose em gatos e cães pode ser tratada, mas vale ressaltar que o prognóstico do paciente é melhor quando o diagnóstico é precoce. A melarsomina é uma medicação eficaz contra o parasita, porém ela não é comercializada no Brasil atualmente e é contraindicada em felinos devido ao risco de reações fatais (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014).
A doxiciclina desempenha papel fundamental na redução das bactérias Wolbachia, endossimbiontes intracelulares essenciais para o metabolismo, reprodução e viabilidade de D. immitis (SIMÓN et al., 2012; SILVA et al., 2024). Esse conceito integra o protocolo multimodal desenvolvido por Thomas Nelson et al. (2017), que combina doxiciclina, ivermectina e melarsomina, resultando em menor reação inflamatória e menor risco de tromboembolismo pulmonar.
Em casos de alta infestação por vermes adultos, pode ser indicada a intervenção cirúrgica para retirada dos mesmos (Figura 3), que deve ser realizada por profissional capacitado. Todavia, a eliminação dos parasitas nesse estágio se torna um complexo desafio, cujo prognóstico muitas vezes é desfavorável (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014).

Fonte: Sociedade Americana de Dirofilariose, 2014.
Prognóstico
O prognóstico da dirofilariose canina e felina varia amplamente e depende de fatores como carga parasitária, estágio clínico no momento do diagnóstico e resposta inflamatória do hospedeiro (COLLEGE OF VETERINARY MEDICINE, s.d.).
Costuma ser mais favorável quando o diagnóstico é estabelecido precocemente, antes do desenvolvimento de lesões vasculares e cardiopulmonares significativas (SILVA et al., 2024).
O prognóstico é reservado em cães que desenvolvem síndrome da veia cava, insuficiência cardíaca direita ou tromboembolismo pulmonar severo. Além disso, a morte dos vermes — espontânea ou induzida — pode precipitar crises respiratórias graves, contribuindo para maior letalidade (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014).
Em gatos, o prognóstico é mais imprevisível, uma vez que o diagnóstico tende a ocorrer tardiamente, muitas vezes após dano pulmonar significativo associado à Heartworm-Associated Respiratory Disease (HARD) (QUIMBY et al., 2021; ALBERIGI et al., 2022).
Como prevenir a dirofilariose em gatos e cães
Devido à complexidade do tratamento e ao prognóstico clínico do paciente, que dependem diretamente do estágio no qual a dirofilariose é diagnosticada, a prevenção é a melhor maneira para combater a doença.
O protocolo preventivo deve ser instituído pelo médico-veterinário de acordo com o risco de exposição de cada paciente. Embora as regiões litorâneas e cidades endêmicas ainda representem maior risco de infecção para os animais, a dirofilariose também está presente em diversas regiões não-litorâneas, e isso deve ser levado em consideração pelo profissional (LABARTHE et al., 2014; ARAÚJO et al., 2025; GENCHI & KRAMER, 2020).
A prevenção da dirofilariose canina e felina consiste em (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014):
- instituir o manejo para evitar a picada do vetor, com o uso de ectoparasitas que protejam contra os mosquitos;
- e/ou prescrição para administração periódica de fármacos antiparasitários (lactonas macrocíclicas) como forma de quimioprofilaxia contra as microfilárias, ou seja, que matem as microfilárias inoculadas na corrente sanguínea do cão ou do gato durante o repasto.
As opções de fármacos disponíveis atualmente no Brasil incluem milbemicina oxima, ivermectina, selamectina e moxidectina em apresentação spot-on, todas eficazes na prevenção da doença quando utilizadas de forma contínua e conforme orientação das diretrizes internacionais (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014; SILVA et al., 2024).
Existe ainda no mercado coleiras para a proteção contra ectoparasitas e uma medicação injetável (vulgarmente chamada como “vacina de dirofilariose”) que age contra as microfilárias que possam ser inoculadas, protegendo o animal por 12 meses (AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014). Essas medidas são de uso restrito para cães. Por isso, é importante que o médico-veterinário sempre consulte as bulas antes de qualquer prescrição.
O profissional deve ainda instruir aos tutores que o manejo preventivo também inclui métodos para o controle da proliferação dos culicídeos dos gêneros Ochlerotatus, Aedes, Anopheles e Culex. Afinal, essas medidas não irão proteger somente contra o “verme do coração”, mas também contra diversas outras afecções transmitidas por ectoparasitas (SIMÓN et al., 2012; AMERICAN HEARTWORM SOCIETY, 2014).
Vale ressaltar que a Sociedade Americana de Dirofilariose (diretrizes de 2014) recomenda que pesquisas de antígenos circulantes e de microfilárias sejam realizadas anualmente, com intuito de verificar se a profilaxia está sendo eficaz.
Perguntas frequentes sobre Dirofilariose
Gatos também pegam dirofilariose?
Sim. Gatos podem se infectar por Dirofilaria immitis.
Qual o melhor exame para diagnosticar dirofilariose nos animais?
Os testes de detecção de antígeno e de microfilárias são os exames indicados para diagnosticar a dirofilariose.
Existe tratamento para dirofilariose?
Sim. No Brasil, o tratamento para dirofilariose é realizado com doxiciclina e ivermectina.
São Paulo é uma região endêmica de dirofilariose?
Não tradicionalmente, mas casos esporádicos e introduzidos da doença podem ocorrer, exigindo atenção do clínico.
Quais regiões do Brasil tem mais casos de dirofilariose?
São vistos mais casos de dirofilariose principalmente nas regiões litorâneas do Nordeste, Sudeste e Sul.
Existe vacina contra a dirofilariose?
Não. Há profilaxia injetável anual para cão, mas não se trata de vacina contra a dirofilariose. É um medicamento a base de lactonas macrocíclicas de ação prolongada.
É possível diagnosticar a dirofilariose em vida?
Sim, é possível traçar o diagnóstico de dirofilariose com testes antigênicos, de detecção de microfilárias e exames de imagem.
Como diferenciar infecção ativa de exposição prévia à Dirofilaria?
A detecção de antígeno indica infecção ativa, enquanto anticorpos positivos indicam exposição prévia e não necessariamente infecção ativa.
Microfilaremia negativa exclui dirofilariose?
Não. Muitos animais — especialmente gatos — são microfilaria-negativos mesmo estando infectados com o parasita.
O que são microfilárias?
São larvas circulantes (L1) produzidas por vermes adultos e liberadas na corrente sanguínea do animal infectado.
Quais animais podem ter dirofilariose?
Cães, gatos, canídeos selvagens (coiotes, raposas, lobos), ferretes e até leões-marinhos podem contrair dirofilariose.
Qual mosquito transmite a dirofilariose?
Mosquitos dos gêneros Aedes, Culex, Anopheles e Ochlerotatus podem transmitir a dirofilariose.
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Referências:
ALBERIGI, B. et al. Feline Heartworm in Clinical Settings in a High Canine Prevalence Area. Front. Vet. Sci., v.9, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35224084/. Acesso em: 10 nov. 2025.
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AMERICAN HEARTWORM SOCIETY. Orientações atuais para prevenção, diagnóstico e controle da dirofilariose em cães. 2014. Disponível em: https://www.heartwormsociety.org/images/documents/2014_AHS_Canine_Guidelines.Portuguese.Pesquis%C3%A1vel.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
ARAÚJO, T.R. et al. Epidemiology of Dirofilaria immitis and Acanthocheilonema reconditum in dogs from non-endemic municipalities at different altitudes in the State of Rio de Janeiro, Brazil. Res. Vet. Sci., 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41067170/. Acesso em: 10 nov. 2025.
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CULDA, C.A. et al. Patent Dirofilaria immitis infection in Galapagos sea lion rookeries in San Cristóbal Island. Parasitology, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40638824/. Acesso em: 10 nov. 2025.
GENCHI, C., KRAMER, L.H. The prevalence of Dirofilaria immitis and D. repens in the Old World. Veterinary Parasitology, v.280, 2020. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0304401719302766?via%3Dihub. Acesso em: 10 nov. 2025.
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QUIMBY, J. et a. 2021 AAHA/AAFP Diretrizes dos Estágios de Vida dos Felinos. Journal of Feine Medicine and Surgery, v.23, 2021.
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