Geriatria canina: os principais cuidados e recomendações para cães idosos
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Os cães idosos requerem mais atenção em diversos pontos de saúde, uma vez que o envelhecimento ocasiona mudanças metabólicas e fisiológicas. Confira mais informações relevantes para a atuação na rotina clínica!
Com o aumento da expectativa de vida dos cães, a geriatria canina tem se tornado uma área de crescente importância na Medicina Veterinária. À medida que os cães envelhecem, surge uma série de mudanças fisiológicas, metabólicas e comportamentais que demandam atenção redobrada dos médicos-veterinários.
O cuidado com cães idosos envolve uma abordagem multidisciplinar, que deve considerar desde a nutrição até a prevenção de doenças – além do monitoramento contínuo da saúde – com o objetivo de garantir que os animais possam desfrutar de uma vida longa e com qualidade.
Por que é importante redobrar a atenção com cães idosos?
O envelhecimento canino está associado a alterações significativas no metabolismo e na função de diversos órgãos e sistemas, incluindo os sistemas renal, hepático, cardiovascular e musculoesquelético.
Com o passar dos anos, a capacidade do organismo dos cães idosos de se adaptar a estressores ambientais e a doenças crônicas diminui, tornando-os mais vulneráveis a condições como nefropatias, hepatopatias e disfunções cardíacas (BELLOWS et al., 2015).
Além disso, ainda ocorre uma redução na eficiência metabólica e na capacidade de absorção de nutrientes, o que pode levar à perda de massa muscular e ao aumento da demanda energética para manter a homeostase.
6 principais cuidados com os cães idosos: como conduzir casos de pacientes geriatras?
Para melhorar o manejo dos cães idosos, promover qualidade de vida e prevenir o agravamento de doenças preexistentes, é fundamental que o médico-veterinário adote uma abordagem multidisciplinar, incluindo a atenção redobrada em determinados pontos, como os seguintes.
1. Termorregulação
O envelhecimento é frequentemente acompanhado pela perda de massa muscular, o que pode comprometer a capacidade de termorregulação dos cães idosos.
A massa muscular atua como um isolante térmico e contribui para a produção de calor corporal. Quando reduzida, a habilidade do animal de manter a temperatura corporal adequada é afetada, especialmente em condições de frio (HENRIQUE, CAPITANI, 2021).
Assim, é importante garantir que o paciente tenha acesso a ambientes aquecidos e confortáveis, livres de correntes de ar e umidade, além de considerar o uso de roupas ou cobertores, quando necessário.
2. Manejo alimentar
A nutrição desempenha um papel essencial na geriatria canina, pois pode influenciar diretamente na longevidade e na qualidade de vida do animal.
As dietas para cães idosos devem ser formuladas com base nas necessidades específicas de cada indivíduo, considerando fatores como porte, peso, condição corporal, presença de doenças crônicas e nível de atividade física.
O uso de uma alimentação especificamente desenvolvida para cães idosos, adequadamente balanceada, com as quantidades necessárias de energia, proteínas, fósforo e antioxidantes tem como objetivo ajudar a retardar o início dos sinais do envelhecimento, assim como limitar o desenvolvimento destes sinais.
3. Cuidados com a mobilidade
As doenças osteoarticulares, como as osteoartrites e artroses, são comuns em cães idosos, muitas vezes causando dor e desconforto, ocasionando diminuição de mobilidade e a afetando diretamente a qualidade de vida do paciente.
Por isso, quando indicado, o profissional deve adotar medidas que promovam o conforto do paciente, como instruir o manejo ambiental para a adequação do ambiente em que o cão vive (evitar o acesso a escadas, pisos lisos e escorregadios, por exemplo), instituir o uso de condroprotetores e terapias complementares, como fisioterapia e acupuntura.
Vale ressaltar que o controle do peso corporal dos cães idosos também é essencial para reduzir a sobrecarga nas articulações que possam estar comprometidas, ajudando na melhora e controle dos sinais clínicos, como sensibilidade dolorosa, claudicação, redução da mobilidade, entre outros (COZZI et al., 2017).
4. Frequência de check-ups e consultas de rotina
O monitoramento contínuo da saúde dos cães idosos é essencial para a detecção precoce de alterações clínicas e laboratoriais.
Recomenda-se que os check-ups sejam realizados com maior frequência, geralmente a cada seis meses ou menos, conforme o médico-veterinário julgar necessário, a fim de acompanhar o estado geral do animal e detectar precocemente qualquer alteração.
Entre os exames recomendados, destacam-se a urinálise, hemograma, função renal e hepática, para diagnóstico precoce de doenças sistêmicas, assim como doença renal crônica, hepatopatias, anemias e processos infecciosos.
Os exames de imagem como a ultrassonografia abdominal podem ser indicados para complementar os exames sanguíneos, além de rastrear possíveis neoplasias, ajudando, também, no monitoramento das glândulas adrenais e na avaliação dos linfonodos mesentéricos.
Além disso, o ecodopplercardiograma, para avaliação cardiovascular, e a dosagem de glicose e frutosamina, para monitoramento glicêmico, são exames complementares considerados essenciais para cães idosos (PIRES, GALERA, 2010).
5. Saúde bucal
Problemas dentários, como cálculos e periodontite, são comuns em cães idosos e podem levar a complicações sistêmicas, incluindo infecções bacterianas e alterações cardíacas.
Por isso, é recomendado que, durante os check-ups, o profissional realize a inspeção da boca, instruindo a manutenção da higiene oral através da escovação e indicando, quando necessário, o procedimento de limpeza dentária profissional.
6. Atenção à saúde mental
Cães idosos podem apresentar alterações comportamentais relacionadas ao envelhecimento, como desorientação, alterações no padrão de sono, latidos excessivos, ansiedade e andar compulsivo.
Estas são características da síndrome da disfunção cognitiva canina, que compartilha semelhanças com a doença de Alzheimer em humanos (MIHEVC, MAJDIC, 2019).
Para esses casos, pode ser considerado o uso de suplemento para cães idosos, visando ajudar a amenizar os sinais clínicos e melhorar o bem-estar do animal.
Quais doenças são mais frequentes em cães idosos?
As doenças que acometem com maior frequência os cães idosos incluem as seguintes.
- Catarata;
- Afecções osteoarticulares;
- Síndrome da disfunção cognitiva.
A identificação precoce dessas condições é fundamental para o manejo efetivo e a melhoria da qualidade de vida do paciente geriatra. Segundo Krug (2016), o uso de técnicas diagnósticas adequadas, como exames laboratoriais e de imagem, contribui significativamente para o prognóstico e o planejamento terapêutico.
Alimentos Royal Canin para cães idosos
A Royal Canin® se destaca no desenvolvimento de soluções nutricionais baseadas em anos de estudos e pesquisas, com o objetivo de atender as especificidades de cada pet, visando promover saúde, bem-estar e longevidade aos nossos pacientes.
A linha Sênior Royal Canin®, especialmente desenvolvida para os cães idosos, oferece opções de alimentos balanceados para cães em diferentes fases do envelhecimento, adaptados às necessidades específicas de cada porte e raça, já que o processo de envelhecimento varia em função do tamanho do animal, fazendo com que cada exemplar atinja a fase idosa em diferentes idades, conforme podemos observar no gráfico abaixo, que traz as diferentes fases de envelhecimento para os portes pequeno, médio, grande e gigante:

Todos os nossos produtos da linha Sênior apresentam alta palatabilidade; promovem o suporte ao envelhecimento saudável, contendo EPA, DHA e um exclusivo complexo de antioxidantes para ajudar a neutralizar os radicais livres.
Além disso, incluem proteínas de altíssima qualidade e um fornecimento balanceado de fibras, auxiliando na manutenção da saúde digestiva.
Os alimentos Royal Canin estão divididos em linhas específicas de acordo com o porte do cão e fase de envelhecimento:
| Adulto Maduro | Idosos |
| X-Small Adult 8+ | X-Small Ageing 12+ |
| Mini Adult 8+; Mini Indoor Senior | Mini Ageing 12+; Mini Indoor Senior |
| Medium Adult 7+ | Medium Ageing 10+ |
| Maxi Adult 5+ | Maxi Ageing 8+ |
| Giant Adult | Giant Adult |

E para raças específicas Yorkshire Terrier 8+.

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Referências
BELLOWS, J. et al. Common physical and functional changes associated with aging in dogs. AVMA, v.246, i.1, 2015. Acesso em: 18 outubro 2024.
COZZI, B. et al. Aging and Veterinary Care of Cats, Dogs, and Horses through the Records of Three University Veterinary Hospitals. Front. Vet. Sci, v.4, 2017. Acesso em: 18 outubro 2024.
HENRIQUE, D.L.; CAPITANI, P.B. Exercícios físicos como incremento na qualidade de vida de cães idosos. Rev. Ciência Animal, v.31, n.3, 2021. Acesso em: 18 outubro 2024.
KRUG, F.D.M. Estudo da disfunção cognitiva em cães idosos. UFPEL, 2016. Acesso em: 18 outubro 2024.
MIHEVC, S.P.; MAJDIC, G. Canine Cognitive Dysfunction and Alzheimer’s Disease – Two Facets of the Same Disease? Front. Neurosci., v.13, 2019. Acesso em: 18 outubro 2024.
PIRES, G.F.R.; GALERA, P.D. Tópicos em geriatria canina Parte II: Alterações comportamentais e principais doenças dos cães idosos. MEDVEP, v.8, n.26, 2010. Acesso em: 18 outubro 2024.
