Principais fontes de carboidratos para cães e gatos: um nutriente essencial
Links rápidos:
- O que são os carboidratos?
- Quais são os tipos de carboidratos?
- Cães e gatos digerem carboidratos?
- A dieta de cães e gatos deve conter carboidratos?
- A relação entre a ingestão de carboidratos e a obesidade em gatos e cães
- Quais as principais fontes de carboidratos na dieta para cães e gatos?
- Os riscos da ingestão excessiva de carboidratos
- Perguntas frequentes sobre carboidratos na dieta de cães e gatos
- Ciência, tradição e cuidado definem a trajetória de mais de 50 anos da Royal Canin®
O carboidrato é um nutriente essencial para a manutenção de funções essenciais do organismo. Entenda a importância desse elemento na alimentação de cães e gatos.
A nutrição adequada é um pilar essencial para promover saúde, bem-estar e longevidade para os pets. Os carboidratos são macromoléculas classificadas como simples ou complexas e abrangem açúcares, amidos e fibras. A função mais importante desse nutriente é o fornecimento de energia para o organismo, garantindo uma fonte de glicose para as atividades celulares.
Compreenda quais são as particularidades sobre o fornecimento e a digestão dos carboidratos na dieta de cães e gatos e saiba como orientar os responsáveis pelo pet sobre a necessidade de instituir uma nutrição balanceada e de boa qualidade para seus animais, bem como alertar sobre o risco do consumo excessivo de carboidratos.
O que são os carboidratos?
Os carboidratos, constituintes energéticos predominantes nos vegetais, são macronutrientes compostos por açúcares, amidos e fibras que desempenham diversas funções essenciais no organismo dos seres humanos e dos animais (CASE et al., 2011).
Também são denominados como hidratos de carbono, pois sua estrutura é formada por moléculas de carbono, hidrogênio e oxigênio (SILVA JUNIOR et al., 2006).
O papel dos carboidratos no organismo dos cães e dos gatos
As fontes de carboidratos na dieta de cães e gatos têm como principais funções (CAMPOS-VEJA et al., 2011; RANKOVIC et al., 2019):
- fornecer energia;
- melhorar o aproveitamento de proteínas;
- auxiliar na saúde do trato gastrointestinal;
- ajudar na sensação de saciedade.
Sendo assim, os carboidratos são uma fonte importante de glicose, que é a principal fonte de energia para as células.
Quais são os tipos de carboidratos?
Os carboidratos são classificados como simples (monossacarídeos e dissacarídeos) e complexos (oligossacarídeos e polissacarídeos), com base na sua estrutura física (CASE et al., 2011).
- Monossacarídeos: são os carboidratos mais simples, constituídos por uma única molécula. Exemplos: glicose, frutose e galactose.
- Dissacarídeos: são formados pela ligação de duas moléculas de monossacarídeos. Exemplos: sacarose (glicose + frutose), lactose (glicose + galactose) e maltose (glicose + glicose).
- Oligossacarídeos: são cadeias curtas de vários monossacarídeos, geralmente de 3 a 9 unidades. Incluem: rafinose e estaquiose, presentes em alguns vegetais.
- Polissacarídeos: são cadeias longas de monossacarídeos (≥ 10). Os principais são: amido, glicogênio e celulose.

As fibras, embora consideradas polissacarídeos, são muitas vezes agrupadas como uma categoria distinta de carboidratos. Sua estrutura pode incluir componentes como celulose, hemicelulose, pectina e lignina, e é encontrada em alimentos como frutas, vegetais, grãos integrais e legumes (CAMPOS-VEJA, 2106).
Cães e gatos digerem carboidratos?
Cães e gatos são capazes de digerir e usar os carboidratos na alimentação, como todos os mamíferos. Afinal, a energia é fornecida pelo uso das proteínas, gorduras e carboidratos. No entanto, é importante notar que as duas espécies têm requisitos nutricionais específicos, e as necessidades de carboidratos podem variar (CARCIOFI, 2008; RANKOVIC et al., 2019).
Cães, por exemplo, são considerados onívoros facultativos, ou seja, podem aproveitar bem os nutrientes, inclusive carboidratos, obtidos tanto de fontes animais quanto vegetais (CASE et al., 2011; AXELSSON et al., 2013).
Gatos, por outro lado, são carnívoros estritos, o que faz com que apresentem maior atividade de enzimas responsáveis pelo metabolismo de proteínas. (VERBRUGGHE & HESTA, 2017; LAFLAMME, 2010).
Vamos entender melhor as particularidades dos gatos a seguir.
Particularidades dos felinos na digestibilidade de carboidratos
Os felinos apresentam particularidades marcantes na digestibilidade de carboidratos. A produção de amilase salivar é praticamente ausente, e a atividade de amilase pancreática e de dissacaridases intestinais (como maltase e sucrase) é significativamente menor quando comparada aos caninos. Essa limitação enzimática reduz a capacidade de hidrolisar amidos e dissacarídeos, tornando a digestão de carboidratos menos eficiente.
Além disso, os felinos apresentam baixa flexibilidade metabólica, ou seja, mesmo com maior ingestão de carboidratos, não ocorre aumento compensatório relevante na atividade das enzimas digestivas ou dos transportadores intestinais de glicose. A velocidade de absorção de glicose via SGLT1 é menor, e a digestibilidade total do amido depende fortemente do processamento térmico (VERBRUGGHE & HESTA, 2017).
Leia mais: 10 principais particularidades anatômicas e fisiológicas do sistema digestório dos gatos
A dieta de cães e gatos deve conter carboidratos?
Apesar de fontes de carboidratos na dieta de cães e gatos não serem essenciais – exceto durante o período de gravidez e lactação -, a maioria das células do organismo, normalmente, usa glicose como sua principal fonte de energia, especialmente as hemácias e as cerebrais, que necessitam de um fornecimento contínuo de glicose (CASE et al., 2011).
A glicose é tão crítica para a sobrevivência que inúmeros sistemas estão em vigor para garantir o seu fornecimento consistente a nível celular (RAND et al., 2004).
Quando o carboidrato na alimentação não é provido em quantidades suficientes, a proteína da dieta é usada como fonte primária de glicose via gliconeogênese. No entanto, esse processo constitui uma fonte de energia menos eficiente do que os carboidratos, devido à necessidade de o corpo excretar os resíduos nitrogenados (RANKOVIC et.al., 2019).
A fibra dietética também não é considerada um requisito essencial para cães. No entanto, a adição de fibras à dieta ajuda a manter um trato gastrointestinal saudável, promove movimentos intestinais regulares, regula o pH no cólon e contribui para o crescimento de bactérias benéficas no trato gastrointestinal (CAMPOS-VEGA et.al., 2016).
Carboidratos na formulação de dietas comerciais
As fontes de proteínas e carboidratos na dieta de cães e gatos devem ser de boa qualidade, adequadamente balanceadas, com o intuito de atender às necessidades nutricionais específicas de cada espécie e do indivíduo. Para isso, devem levar em conta fatores como (CARCIOFI et al., 2008; CASE et al., 2011):
- idade;
- porte;
- composição corporal;
- saúde;
- atividade física.
A relação entre a ingestão de carboidratos e a obesidade em gatos e cães
O principal contribuinte para a obesidade é um balanço energético positivo, ou seja, quando a energia consumida é maior do que a energia gasta (RANKOVIC et.al., 2019). As calorias são fornecidas não só pelas fontes de carboidratos para cães e gatos, mas, principalmente, pelas gorduras e, de forma menos representativa, pelas proteínas.
Além disso, o maior consumo de fibras alimentares, como o uso do psyllium para os cães , pode refletir na perda de peso, uma vez que esse ingrediente aumenta a viscosidade do conteúdo digestivo e ajuda na diminuição da absorção da glicose no intestino dos animais dessa espécie (KIMMEL et al., 2000; SILVA et al., 2019).
A atenção está em planejar uma dieta equilibrada para gatos e cães, pois é o excesso de calorias (seja de gorduras, proteínas ou carboidratos) em conjunto com o baixo gasto energético que contribuem para a obesidade e os problemas a ela relacionados.
Carboidratos x diabetes
Muito se fala e se tem dúvida sobre a relação entre o consumo de carboidrato e a diabetes. OLIVEIRA et. al. (2008) mostraram que o carboidrato dietético tem ainda menos impacto sobre a glicose pós-prandial e resposta à insulina em gatos saudáveis do que em cães ou humanos. No entanto, o avanço da idade e a obesidade (devido a um estilo de vida pouco ativo e ingestão excessiva de calorias) são os maiores fatores para o aparecimento do Diabetes mellitus.
Enquanto gatos saudáveis são capazes de utilizar os carboidratos oferecidos em uma alimentação de boa qualidade, gatos diabéticos não produzem insulina suficiente ou não conseguem utilizá-la normalmente. Logo, para esses casos, oferecer uma dieta com alto teor de proteína (para a manutenção da massa muscular) e baixo teor de amido, pode ser um meio eficaz de retardar a liberação de glicose na corrente sanguínea, auxiliando na redução da necessidade de insulina exógena e na melhora do controle glicêmico (RAND et al., 2004; LAFLAMME, 2010; VERBRUGGHE & HESTA, 2017).
Diabetic Feline da Royal Canin® pode ser um meio eficaz de manter os níveis sanguíneos de glicose dentro de uma faixa segura ao longo do dia, pois é um alimento que ajuda na diminuição da variação glicêmica pós-prandial.

Assim como os felinos, os casos de Diabetes mellitus canina também se beneficiam de uma alimentação rica em proteínas e com baixo teor de amido, que possua uma formulação específica para ajudar na glucomodulação, mantendo o nível de glicemia em um intervalo seguro e evitando picos glicêmicos, como a Diabetic Canine da ROYAL CANIN®.
Inclusive, tanto para cães quanto para gatos é indicado manter o tipo de alimento e o racionamento diário o mais consistente possível.
Quais as principais fontes de carboidratos na dieta para cães e gatos?
As fontes de carboidratos na dieta para cães e gatos podem incluir açúcares simples, carboidratos de digestão rápida, carboidratos de digestão lenta e fibras. Os amidos constituem a principal fonte de energia dos alimentos comerciais.
É importante ressaltar que o processamento do amido, incluindo sua moagem e cozimento durante o processo de extrusão, é fundamental para aumentar sua digestibilidade para os carnívoros (MURRAY et. al., 2001).
Abaixo, veja detalhes sobre os principais carboidratos para a alimentação de gatos e cães.
Arroz
O arroz é uma das fontes de carboidratos mais empregadas em dietas comerciais para cães, devido à elevada digestibilidade do amido após processamento térmico e baixa incidência de efeitos gastrointestinais adversos, caracterizando uma excelente fonte de energia e apoiando a saúde gastrointestinal (CARCIOFI, 2008; MURRAY et al., 2001; ROYAL CANIN, s.d.).
Sua utilização em gatos é menos frequente, mas pode compor formulações em níveis moderados, contribuindo para energia metabólica sem elevar acentuadamente a resposta pós-prandial de glicose quando associado a proteína adequada (OLIVEIRA et al., 2008; CASE et al., 2011).
Trigo
O trigo é rico em minerais, incluindo magnésio e ferro, e fornece vários carboidratos complexos e fibras. Além disso, o glúten de trigo é uma fração rica em proteína e em aminoácidos nutritivos (ROYAL CANIN, s.d.).
É utilizado principalmente em formulações para cães, fornecendo amido e frações fibrosas com potencial fermentativo variável conforme a moagem e tratamento térmico (CAMPOS-VEGA et al., 2016; RANKOVIC et al., 2019).
Em gatos, seu uso é mais restrito, pois o aporte glicídico excessivo pode favorecer ganho ponderal e redução da oxidação proteica, especialmente em animais esterilizados (BACKUS et al., 2007; GREEN et al., 2008).
O processamento do trigo influencia a digestibilidade e resposta glicêmica, sendo mais eficiente quando ocorre desnaturação e gelatinização parcial do amido (MURRAY et al., 2001).
Milho
O milho é uma fonte de carboidratos amplamente presente em alimentos para cães, apresentando digestibilidade adequada quando extrusado (CARCIOFI, 2008; CASE et al., 2011). Também é utilizado para gatos.
O milho fornece muitos nutrientes importantes, incluindo proteínas, carboidratos, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais (ROYAL CANIN, s.d.).
Estudos demonstram que diferentes formas de processamento influenciam a fermentação e produção de ácidos graxos voláteis, modulando a saúde intestinal (MURRAY et al., 2001).
Aveia
A aveia é utilizada principalmente em alimentos específicos para cães, devido ao seu teor de fibras e efeitos sobre o metabolismo glicídico (CAMPOS-VEGA et al., 2016; KIMMEL et al., 2000).
Em cães com necessidades particulares, as fibras solúveis e insolúveis da aveia podem auxiliar no controle glicêmico e na modulação fermentativa intestinal (KIMMEL et al., 2000).
Já em alimentos específicos para gatos, a utilização de aveia é rara, dado o metabolismo predominantemente gliconeogênico e menor tolerância a carboidratos complexos (VERBRUGGHE & HESTA, 2017; LAFLAMME, 2010).
Outras fontes de carboidrato para cães e gatos
Podemos, ainda, encontrar outros itens como fonte de carboidratos na dieta de cães e gatos, como:
- batata;
- mandioca;
- cevada;
- sorgo;
- lentilha.
Os riscos da ingestão excessiva de carboidratos
Como já vimos, o carboidrato faz parte da nutrição de gatos e cães e traz benefícios. É importante usá-lo de forma balanceada e adequada para as necessidades do animal.
A ingestão excessiva de carboidratos na dieta pode representar risco metabólico e nutricional para cães e, de forma mais acentuada, para gatos, cuja fisiologia é adaptada ao metabolismo predominantemente gliconeogênico e à menor atividade de enzimas envolvidas na utilização de carboidratos (SPRINGER et al., 2009; VERBRUGGHE & HESTA, 2017).
O excesso de carboidratos na dieta de gatos pode contribuir para distúrbios glicêmicos e maior risco de diabetes mellitus, particularmente quando associado a predisposição individual, sedentarismo e excesso calórico total (RAND et al., 2004; LAFLAMME, 2010).
Em cães, embora apresentem maior capacidade de digestão e utilização do amido, a oferta excessiva de carboidratos, especialmente quando de baixa digestibilidade ou processamento inadequado, pode resultar em fermentação exagerada, produção aumentada de gases, alterações fecais e desconforto gastrointestinal (MURRAY et al., 2001; CARCIOFI, 2008).
A importância de orientar os responsáveis dos pets
Alertar os responsáveis pelos pets sobre os riscos associados à ingestão de carboidratos em excesso é essencial para promover saúde e bem-estar aos animais de estimação, uma vez que o desequilíbrio nutricional pode levar ao desenvolvimento de enfermidades.
Assim, é importante promover uma alimentação equilibrada, considerando, inclusive, a quantidade administrada e a oferta de petiscos comerciais e frutas (já que essas, geralmente, são produzidas para consumo humano e podem conter excesso de frutose, com índices de glicose bem maiores quando comparadas às frutas silvestres).
Vale também ressaltar a conscientização sobre a realização de consultas regulares com o médico-veterinário, nas quais o profissional pode monitorar a saúde do pet, estabelecer protocolos preventivos e detectar precocemente uma afecção.
Perguntas frequentes sobre carboidratos na dieta de cães e gatos
Gatos podem ingerir carboidratos?
Sim, gatos podem ingerir carboidratos na dieta em níveis moderados, desde que suas exigências proteicas sejam atendidas.
Dietas ricas em carboidratos estão associadas à obesidade em cães e gatos?
O excesso de carboidratos, principalmente associado à baixa atividade física ou sedentarismo, contribui para balanço energético positivo e, consequente, ganho de peso.
Cães e gatos têm amilase?
A amilase salivar é praticamente ausente em ambas as espécies. Porém, cães e gatos possuem ação da amilase pancreática, que tem atividade mais baixa nos felinos.
A fibra alimentar é considerada um tipo de carboidrato?
Sim, a fibra alimentar é um carboidrato não digerível que pode exercer efeitos fermentativos, metabólicos e intestinais conforme sua solubilidade e estrutura.
O que é um carboidrato de cadeia longa?
São polissacarídeos, como o amido, compostos por múltiplas unidades de glicose e cuja digestibilidade depende da fonte e do processamento.
O que é um carboidrato de cadeia curta?
São carboidratos de baixo grau polimérico com maior fermentabilidade intestinal, podendo influenciar produção de ácidos graxos voláteis e resposta digestiva.
O excesso de carboidrato afeta a microbiota de cães e gatos?
Sim, o excesso ou processamento inadequado de carboidratos na dieta pode aumentar fermentação, alterar produção de ácidos graxos voláteis e modificar o perfil fecal, especialmente em cães.
Ciência, tradição e cuidado definem a trajetória de mais de 50 anos da Royal Canin®
A Royal Canin® tem como missão colocar a nutrição como base do bem-estar animal. Ao longo de décadas, a empresa mantém compromisso contínuo com inovação, conhecimento e respeito às necessidades específicas de cães e gatos, evoluindo suas formulações a partir de evidências científicas e pesquisa, sem jamais perder a essência que a consagrou: desenvolver alimentos que atendem exatamente o que cada pet precisa.
Assim, a Royal Canin® oferece uma grande linha de alimentos para diferentes necessidades nutricionais. São alimentos completos e balanceados para atender as demandas nutricionais de gatos e cães em diferentes fases e estilos de vida.
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Referências:
AXELSSON, E. et. al. The genomic signature of dog domestication reveals adaptation to a starch-rich diet. Nature, n.495, 2013.
BACKUS, R.C.; CAVE, N.J.; KEISLER, D.H. Gonadectomy and high dietary fat but not dietary carbohydrate induce gains in body weight and fat of domestic cats. Bras. J. Nutr., v.98, 2007.
CAMPOS-VEGA, R.; OOMAH, B.D.; VERGARA-CASTAÑEDA. In Vivo and In Vitro studies on dietary fiber and gut health. In: HOSSEINIAN, F.; OOMAH, B.D.; CAMPOS-VEGA, R. Dietary Fiber Functionality in Food and Nutraceuticals: From Plant to Gut, 2016. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/9781119138105.ch6. Acesso em: 26 nov. 2025.
CARCIOFI, A.C. Fontes de proteína e carboidratos para cães e gatos. Revista Brasileira de Zootecnia, v.37, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbz/a/gnxFLVHLWWGVPdYncVtHwLt/?format=html&lang=pt. Acesso em: 26 nov. 2025.
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