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Guia prático sobre otite em cães: do diagnóstico ao tratamento

Guia prático sobre otite em cães: do diagnóstico ao tratamento
Publicado em 4 de novembro de 2025
Tempo de leitura: 16min
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Entenda todos os detalhes sobre a otite em cães e saiba como abordar o caso, desde a conduta diagnóstica até a instituição do melhor método de tratamento.

A otite em cães é uma das afecções mais prevalentes na clínica de pequenos animais, representando motivo frequente de consulta veterinária devido ao impacto negativo sobre o bem-estar e a qualidade de vida dos cães (LI et al., 2023).

Trata-se de um problema multifatorial, que exige abordagem diagnóstica precisa e manejo terapêutico adequado, considerando que a evolução para quadros crônicos ou complicações sistêmicas pode comprometer seriamente a saúde do paciente.

O que é otite?

Otite é definida como a inflamação do conduto auditivo, podendo acometer diferentes regiões anatômicas: orelha externa, média e interna. Essa inflamação pode ter origem infecciosa, alérgica, parasitária ou estar associada a alterações estruturais e predisposições genéticas (LÉONARD, 2024).

Raças predispostas e outros fatores que podem desencadear quadros de otite em cães

Algumas raças apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de otite em cães, especialmente aquelas com orelha pendular e canais auditivos estreitos, como Cocker Spaniel, Basset Hound, Dachshund e Labrador Retriever. Essa anatomia dificulta a ventilação e a secagem adequadas do canal auditivo, criando um ambiente propício para a proliferação de bactérias e fungos (GOTH, 2024).

Além disso, fatores ambientais como banhos frequentes, natação e higienização inadequada favorecem a umidade no conduto auditivo, aumentando o risco de infecção (LI et al., 2023).

Atenção: nem toda otite possui causa bacteriana!

Embora a infecção bacteriana seja comum, nem toda otite em cães tem essa causa base. Processos alérgicos, parasitários e até doenças imunomediadas podem desencadear a inflamação (SINGH & YADAV, 2025).

O uso recorrente e indiscriminado de antibióticos tópicos e/ou sistêmicos pode dificultar o tratamento e favorecer resistência microbiana.

Falaremos, em detalhes, sobre as principais causas da otite em cães ainda neste artigo.

Principais tipos de otite em cães

A otite em cães pode ser classificada em otite externa, média e interna de acordo com a região anatômica acometida, sendo a otite externa a mais prevalente na clínica veterinária (LI et al., 2023).

A progressão de um processo inflamatório não tratado ou malconduzido pode levar à extensão da lesão para estruturas mais profundas, aumentando a gravidade do quadro e o risco de complicações neurológicas (MORAL et al., 2025).

Abaixo, compreenda cada uma das classificações da otite e como conduzir casos.

1. Otite externa

A otite externa é a forma mais comum de otite em cães na rotina clínica, correspondendo à maioria dos atendimentos relacionados ao ouvido (LI et al., 2023).

Caracteriza-se pela inflamação do conduto auditivo externo, que se estende do pavilhão auricular até a membrana timpânica, podendo envolver o epitélio, as glândulas ceruminosas e estruturas adjacentes (GOTH, 2024).

Suas causas incluem doenças alérgicas, presença de corpos estranhos, ectoparasitas como Otodectes, alterações anatômicas que dificultam a ventilação do canal e condições de umidade que favorecem a proliferação microbiana (SINGH & YADAV, 2025).

Condutas e tratamento da otite externa em cães

O diagnóstico da otite externa deve envolver exame otoscópico e, em casos persistentes ou recorrentes, citologia e cultura microbiológica (SINGH & YADAV, 2025).

Em casos dessa otite em cães, o tratamento geralmente é tópico, podendo incluir medidas adjuvantes como ajuste alimentar e controle de doenças de base, sendo raramente necessária terapia sistêmica em casos não complicados (WATSON et al., 2025).

2. Otite média

A otite média ocorre quando o processo inflamatório ou infeccioso atinge a cavidade da bula timpânica, localizada medialmente à membrana timpânica e conectada à faringe pela tuba auditiva (LU et al., 2025).

Frequentemente surge como complicação de uma otite externa não controlada, mas também pode estar associada a alterações anatômicas que favorecem o acúmulo de secreções, sobretudo em raças braquicefálicas, como o Bulldog Francês. Nesses pacientes, a conformação craniana predispõe à drenagem ineficaz da tuba auditiva, aumentando a susceptibilidade ao desenvolvimento de otite média (KIM et al., 2025).

Condutas e tratamento da otite média nos cães

O diagnóstico da otite média envolve exame de otoendoscopia (vídeo-otoscopia) detalhado para avaliação da membrana timpânica, citologia auricular e, quando indicado, exames de imagem como radiografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética para avaliar a bula timpânica e estruturas adjacentes (LU et al., 2025; ALVES-NORES et al., 2024).

Quando a otite em cães é caracterizada como média, o tratamento tópico isolado não é suficiente, sendo necessária a associação com terapia sistêmica e, em alguns pacientes, procedimentos cirúrgicos como bula osteotomia ventral sob guia fluoroscópica. Casos refratários podem ainda responder positivamente à imunoterapia alérgeno-específica (KIM et al., 2025).

3. Otite interna

A otite interna envolve estruturas profundas do ouvido, incluindo a cóclea, o vestíbulo e o nervo vestibulococlear, sendo frequentemente associada a sinais neurológicos como head tilt, nistagmo e ataxia (MORAL et al., 2025).

Geralmente ocorre como extensão de uma otite média não tratada ou de origem hematogênica.

Condutas e tratamento da otite interna canina

O diagnóstico da otite interna exige avaliação clínica detalhada, considerando, além das manifestações clínicas, exames complementares, incluindo otoscopia, citologia auricular e, preferencialmente, exames de imagem avançados como tomografia computadorizada ou ressonância magnética para visualizar cóclea, vestíbulo e nervo vestibulococlear (ALVES-NORES et al., 2024; MORAL et al., 2025).

O manejo terapêutico desse tipo de otite em cães pode envolver cirurgias radicais, como ablação total do conduto auditivo externo em situações irreversíveis. Importante ressaltar que a decisão terapêutica deve considerar a gravidade clínica e a resposta ao tratamento clínico inicial.

Devido ao acometimento de estruturas sensoriais e nervosas, a intervenção cirúrgica é indicada em casos refratários ou quando há risco de complicações graves, como meningite otogênica (ALVES-NORES et al., 2024).

Principais sinais clínicos de otite em cães

Entre os sinais clínicos observados em quadros de otite em cães estão:

  • balanço de cabeça;
  • head tilt;
  • prurido auricular;
  • eritema;
  • secreção;
  • ulceração;
  • dor à palpação;
  • manifestações neurológicas em quadros mais graves (MORAL et al., 2025).
Imagem mostra úlceras graves no canal auditivo de um cão com otite
Figura 1: Otite purulenta com úlceras graves no canal auditivo. Fonte: GOTH, 2024.

Possíveis complicações da otite canina

A demora no início do tratamento ou o manejo terapêutico não adequado de um quadro de otite em cães pode resultar em complicações como otohematoma, estenose do conduto e até meningite otogênica, com risco de sequelas neurológicas graves (MORAL et al., 2025).

Otite aguda x otite crônica: como identificar e conduzir o caso?

A otite em cães é considerada crônica quando há episódios recorrentes a cada 2 ou 3 meses (GOTH, 2024).

Muitos cães apresentam recidivas e, frequentemente, são tratados empiricamente com antibióticos ou antifúngicos sem investigação da causa subjacente. Nesses casos, a identificação do fator primário — seja alergia, alterações anatômicas, corpo estranho ou doença sistêmica — é essencial para um manejo eficaz e para prevenir recidivas, complicações e resistência terapêutica.

4 principais causas de otite em cães

A otite em cães é uma condição multifatorial, e sua ocorrência está frequentemente relacionada a fatores predisponentes, ambientais e sistêmicos. Compreender a origem da inflamação é essencial para a escolha de condutas terapêuticas eficazes e para a prevenção de recorrências.

Como já citamos, nem sempre a afecção está relacionada a bactéria. Compreenda, a seguis, as principais causas da otite canina.

1. Otite alérgica

A otite alérgica é a forma mais prevalente de otite em cães, geralmente associada à dermatite atópica, alergias alimentares ou sensibilização a alérgenos ambientais (WATSON et al., 2025; KIM et al., 2025).

Os pacientes frequentemente apresentam prurido auricular, eritema, secreção ceruminosa e recorrência de otites externas, podendo acometer ambos os ouvidos.

O prognóstico é favorável quando a causa primária é identificada e controlada, prevenindo episódios recorrentes e complicações secundárias. O diagnóstico baseia-se em anamnese detalhada, exame clínico com otoscopia, citologia auricular e, quando necessário, testes de alergia ou dietas de eliminação alimentar (KIM et al., 2025).

O tratamento envolve manejo da causa alérgica e controle da inflamação auricular, podendo incluir o uso de anti-inflamatórios esteroidais tópicos e/ou sistêmicos para reduzir inflamação e prurido.

Além disso, mudanças no manejo nutricional podem ser necessárias, dependendo da causa base. Cães com alergia alimentar, por exemplo, podem precisar de um alimento formulado para a redução de intolerâncias a ingredientes e nutrientes, com fontes de proteínas hidrolisadas e fontes de carboidratos selecionadas, como o Royal Canin® Hypoallergenic.

Já em casos de atopia, o alimento Royal Canin® Skin Care é o mais indicado, pois possui um complexo sinérgico de antioxidantes para auxiliar a neutralizar os radicais livres, dando suporte à função da pele no caso de dermatoses e queda excessiva de pelos.

Alimentos que podem ser indicados para cães com otite, pendendo da causa do problema e da orientação do médico veterinário

2. Otite bacteriana

A otite em cães de causa bacteriana geralmente ocorre de forma secundária a processos alérgicos, inflamatórios ou alterações anatômicas do ouvido, sendo frequentemente uma infecção oportunista que se desenvolve quando o equilíbrio natural do conduto auditivo é alterado (SINGH & YADAV, 2025; LÉONARD, 2024).

Entre os agentes mais comuns estão Staphylococcus spp., Pseudomonas spp. e Streptococcus spp.

O prognóstico é positivo quando a causa primária é identificada e tratada precocemente, evitando recorrências e complicações, como progressão para otite média ou interna. O diagnóstico baseia-se em anamnese detalhada, exame clínico com otoscopia, citologia auricular e, em casos refratários ou recorrentes, cultura e antibiograma, fundamentais para guiar a escolha terapêutica adequada.

Já o tratamento envolve:

  • uso de antibióticos tópicos como primeira escolha para infecções localizadas;
  • uso de antibióticos sistêmicos em casos graves ou quando há comprometimento da membrana timpânica;
  • uso de corticoides tópicos ou sistêmicos, quando há inflamação significativa associada;
  • controle da causa subjacente, essencial para prevenir recidivas;
  • cuidados de higiene auricular, que incluem a remoção de cerúmen e detritos que favorecem a proliferação bacteriana.

É importante ressaltar que a otite bacteriana frequentemente se desenvolve como consequência de um problema inicial não tratado, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e manejo adequado do paciente, antes que a inflamação evolua para infecção secundária.

3. Otite fúngica

A otite fúngica em cães também ocorre, na maioria das vezes, de forma secundária e geralmente é causada por Malassezia spp, cuja proliferação se favorece em ambientes úmidos ou com acúmulo de cerúmen (LÉONARD, 2024).

O diagnóstico baseia-se em exame clínico com otoscopia, citologia auricular e avaliação da possível causa subjacente, como dermatite atópica, alergia alimentar ou má ventilação do conduto auditivo. Exames adicionais, como cultura, podem ser indicados em casos refratários.

O prognóstico costuma ser favorável quando a causa primária é identificada e manejada adequadamente, prevenindo recorrências e complicações secundárias.

O tratamento inclui:

  • uso de agentes antifúngicos tópicos, como primeira escolha para controle local;
  • uso de corticoides tópicos ou sistêmicos, quando há inflamação significativa associada;
  • controle da umidade e higiene auricular, removendo detritos e cerúmen;
  • manejo da causa subjacente, como alergias ou alterações anatômicas, fundamental para evitar recidivas.

Assim como na otite bacteriana, a otite fúngica é oportunista, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e manejo da condição primária, antes que a inflamação evolua para infecção secundária ou crônica.

4. Otite causada por ectoparasitas (ácaros)

A otite em cães causada por ectoparasitas é frequentemente associada à infestação por Otodectes cynotis, ácaros que se alojam no conduto auditivo externo, alimentando-se de cerúmen e células epiteliais (LI et al., 2023).

Esse tipo de otite é mais comum em cães jovens, mas pode acometer animais de qualquer idade, especialmente em situações de alto contato com outros cães ou ambiente contaminado.

O diagnóstico baseia-se em exame clínico com otoscopia detalhada, citologia auricular ou exame direto do cerúmen, que permite identificar os ácaros.

O prognóstico é geralmente favorável quando o tratamento é realizado de forma completa e adequada, com controle ambiental para prevenir reinfestação.

O tratamento inclui:

  • uso de acaricidas tópicos;
  • higiene auricular, removendo cerúmen e detritos;
  • controle ambiental, com limpeza de locais de descanso e contato com outros animais, para evitar reinfestação.

Qual o melhor tratamento para otite em cães?

O melhor tratamento da otite em cães é aquele direcionado à causa primária, considerando a espécie, o histórico clínico e o perfil do tutor. No entanto, o manejo eficaz pode também requerer tratamento de suporte, voltado para o rápido alívio dos sinais clínicos e prevenção de complicações secundárias (WATSON et al., 2025; LÉONARD, 2024).

Por exemplo, cães com otite alérgica frequentemente apresentam prurido intenso, que pode predispor a infecções bacterianas ou fúngicas secundárias. Nesses casos, o médico-veterinário deve instituir a administração de fármacos para o controle do prurido, proporcionando conforto imediato ao paciente.

Além disso, em pacientes que não permitem manipulação caseira, terapias de aplicação única podem ser alternativas adequadas (LORENTE-MÉNDEZ & ALONSO-MIGUEL, 2025).

Tratamento multidisciplinar: quando o caso deve ser encaminhado ao dermatologista?

Casos de otite crônica, refratária ou associada a dermatopatias devem ser encaminhados ao dermatologista veterinário, especialista responsável pelo manejo de doenças auriculares complexas (GOTH, 2024).

Como prevenir a otite canina

A prevenção da otite em cães envolve estratégias que visam reduzir fatores predisponentes e manter a saúde do conduto auditivo, diminuindo, inclusive, a incidência de otites recorrentes.

Entre as medidas recomendadas estão:

  • higiene adequada do conduto auditivo: limpeza periódica com produtos específicos indicados por médico veterinário, removendo cerúmen, detritos e secreções acumuladas sem traumatizar o canal. A frequência deve ser individualizada, geralmente de cada 7/14 dias, ajustando conforme predisposição do animal e orientação profissional (LI et al., 2023);
  • controle da umidade: secagem completa após banhos, natação ou imersão em água, evitando ambientes que favoreçam proliferação de bactérias e fungos (GOTH, 2024);
  • manutenção da saúde dermatológica: controle de dermatites, alergias e outras condições cutâneas, pois a inflamação da pele está frequentemente associada a otites secundárias (WATSON et al., 2025);
  • alimentação completa e balanceada: ajuda no bom funcionamento do sistema imunológico;
  • monitoramento clínico regular: avaliação periódica por médico veterinário, permitindo detecção precoce de alterações no ouvido e rápida intervenção.

Perguntas e resposta sobre otite em cães

Veja as dúvidas mais frequentes sobre a otite em cães respondidas de forma simples:

A otite canina deve ser tratada com antibiótico?

Nem sempre. O uso de antibióticos só é indicado em casos confirmados de infecção bacteriana, preferencialmente guiados por cultura e antibiograma.

Excesso de secreção no ouvido do cão é um indicativo de otite?

Sim, a secreção excessiva pode ser um dos sinais clínicos de otite em cães.

Qual o exame indicado para otite em cães?

A avaliação pode incluir citologia auricular, cultura microbiológica, otoscopia e imagem avançada (TC ou RM), conforme suspeita clínica.

Qual a frequência adequada para limpar o ouvido dos cães?

A limpeza deve ser feita com produtos otológicos específicos, a cada 7/14 dias ou conforme prescrição veterinária.

Quando fazer cultura e antibiograma para otite em cães?

O exame é indicado em casos de otite crônica, recidivante ou refratária ao tratamento inicial, para guiar a escolha terapêutica adequada.

O que é o exame de otoendoscopia (vídeo-otoscopia)?

É um exame endoscópico que permite visualização detalhada do conduto auditivo e da membrana timpânica.

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Referências:

ALVES-NORES, V. et al. Evaluation of canine tympanic membrane integrity using positive contrast computed tomography canalography. Front. Vet. Sci., 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39071782/. Acesso em: 17 set. 2025.

GOTH, G.M. Otite crônica em cães – é melhor prevenir do que remediar. Vetfocus, 2024. Disponível em: https://academy.royalcanin.com/pt/veterinary/chronic-canine-otitis-prevention-is-better-than-cure. Acesso em: 17 set. 2025.

KIM, J. et al. Successful Management of Refractory Otitis Media Using Allergen-Specific Immunotherapy in a Dog. Vet. Med. Sci., v.11, n.2, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39950416/. Acesso em: 17 set. 2025.

LÉONARD, C. Desmistificando o biofilme na otite canina. Vetfocus, 2024. Disponível em: https://academy.royalcanin.com/pt/veterinary/demystifying-the-biofilm-in-canine-otitis. Acesso em: 17 set. 2025.

LI, J.P. et al. The epidemiology of canine ear diseases in Northwest China: Analysis of data on 221 dogs from 2012 to 2016. Vet. World, v.16, n.11, 2023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38152274/. Acesso em: 17 set. 2025.

LORENTE-MÉNDEZ, C.; ALONSO-MIGUEL, D. Hydrocortisone Aceponate for Chronic Otitis: Long-Term Efficacy. Vet. Dermatol., 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40757500/. Acesso em: 17 set. 2025.

LU, H.Y. et al. Fluoroscopic guidance for bulla identification during ventral bulla osteotomy in eight French bulldogs. Vet. Rec. Open., v.12, n.1, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40212726/. Acesso em: 17 set. 2025.

MORAL, M.; BLANCO, C.; LORENZO, V. Otogenic Meningitis or Meningoencephalitis in 30 Dogs: Association Between Neurological Signs, Magnetic Resonance Imaging Findings, and Outcome. Vet. Sci., v.12, n.5, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40431549/. Acesso em: 17 set. 2025.

SINGH, M.; YADAV, J.P. Microbiology of Otitis externa in dogs reveals wide variation in Staphylococcus species. Vet. Ital., v.61, n.4, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40926502/. Acesso em: 17 set. 2025.

WATSON, A. et al. Incidence Rate of Otitis Externa Episodes in Atopic Dogs Is Reduced by a Therapeutic Diet in a 6-Month Randomised, Blinded, Controlled, Clinical Trial. Vet. Dermatol., 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40785348/. Acesso em: 17 set. 2025.

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