FIV: conheça a Imunodeficiência Viral Felina em detalhes
Links rápidos:
- O que é a FIV felina?
- Principais sinais clínicos da FIV
- Quais são as fases da FIV felina?
- O gato com FIV pode conviver com outros gatos?
- Existem gatos mais predispostos ao desenvolvimento da FIV?
- Como realizar o diagnóstico da FIV em gatos?
- Existe tratamento para a FIV felina?
- Perguntas frequentes sobre a FIV felina
A FIV é uma das principais e mais significativas doenças infecciosas na medicina felina, devido ao impacto na saúde dos gatos acometidos. Entenda os principais detalhes sobre a enfermidade e saiba como conduzir um caso suspeito.
A FIV é uma doença que acomete os gatos domésticos e outras 18 espécies de felídeos e 2 de hyaenídeos em todo o mundo (ZANI, 2017). É uma afecção muito relevante na saúde animal devido a sua forma de transmissão e a ausência de cura do felino infectado até o presente momento.
Não há comprovação científica da transmissão do vírus da imunodeficiência felina para cães e seres humanos. Porém, devido à alta complexidade da doença em felinos, o seu diagnóstico pode representar um grande desafio ao médico-veterinário.
O que é a FIV felina?
A Imunodeficiência Viral Felina (FIV), popularmente conhecida como “Aids felina” ou “FIV”, é uma enfermidade infecciosa causada por um retrovírus pertencente ao gênero Lentivirus, caracterizado por infecção persistente e evolução clínica lenta. O agente acomete exclusivamente indivíduos da espécie felina, incluindo gatos domésticos com ou sem acesso ao ambiente externo, podendo ocorrer em qualquer faixa etária e apresentando distribuição mundial (ZANI et al., 2017; AKHTAR et al., 2025).
Do ponto de vista estrutural, o vírus da FIV em gatos é do tipo RNA de fita simples, envelopado, característica que confere baixa resistência no ambiente externo (COGO et al., 2019; GONÇALVES, 2019).
Para evitar o seu reconhecimento pelas células de defesa, o vírus da imunodeficiência felina ataca os linfócitos, que são o seu alvo primário. Sendo assim, a replicação viral ocorre predominantemente em linfócitos T CD4⁺ e CD8⁺, mas também pode envolver linfócitos B, macrófagos, megacariócitos e células do sistema nervoso, contribuindo para a instalação progressiva da imunodeficiência (COGO et al., 2019; AKHTAR et al., 2025).
O gato com FIV pode permanecer assintomático por longos períodos, entretanto, à medida que a imunossupressão progride, torna-se mais suscetível ao desenvolvimento de infecções oportunistas, distúrbios neurológicos, neoplasias (linfoma) e doenças inflamatórias crônicas, podendo evoluir para quadros clínicos graves e, em casos avançados, ao óbito (COGO et al., 2019; AKHTAR et al., 2025; MELLO et al., 2025).
Atualmente, não há vacina comprovadamente eficaz e amplamente recomendada contra a FIV felina, sendo seu uso considerado controverso mesmo em países que já possuem disponibilidade vacinal. A principal limitação para o desenvolvimento vacinal reside na alta variabilidade genética dos lentivírus, na presença de vários subtipos virais (A, B, C, D e E) e na capacidade de mutação, fatores que dificultam a indução de imunidade protetora duradoura (LITTLE et al., 2020; AKHTAR et al., 2025).
FIV x FeLV
Embora a FIV compartilhe algumas semelhanças clínicas e epidemiológicas com o vírus da leucemia felina (FeLV), trata-se de agentes distintos, com diferenças importantes na estrutura viral, no mecanismo de replicação e nos requisitos bioquímicos da transcriptase reversa, o que impacta diretamente o diagnóstico, o manejo clínico e as estratégias de controle das infecções retrovirais felinas (GONÇALVES, 2019; LITTLE et al., 2020).
Prevalência da FIV felina no Brasil
No Brasil, a prevalência da FIV felina é variável entre regiões e está associada ao manejo de saúde dos gatos domésticos. Um estudo populacional realizado na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, encontrou uma prevalência de 7,1% de infecção por FIV em um total de 366 gatos de dez diferentes clínicas veterinárias. Os animais FIV-positivos eram tipicamente mais velhos e com maior probabilidade de acesso ao exterior (MELLO et al., 2025).
Apesar de existirem estimativas regionais como a do estudo citado anteriormente, a FIV é largamente subdiagnosticada por várias razões: muitos gatos permanecem assintomáticos por longos períodos (fase crônica subclínica), sinais clínicos são inespecíficos quando presentes, e a sensibilidade/especificidade dos testes rápidos pode variar conforme o estágio da infecção e a amostra analisada.
Além disso, diferenças genéticas entre subtipos e variações metodológicas (ELISA/POC versus PCR, tipo amostral) podem levar a resultados discordantes e a falsos negativos em determinadas situações.
Tudo reforça o quão desafiador é para o médico-veterinário lidar com um caso de FIV e a importância de se manter informado e atualizado sobre a afecção.
Como ocorre a transmissão do vírus da FIV?
A FIV pode ser propagada por via venérea ou inoculação da saliva através das mordeduras e arranhaduras entre felinos acometidos e não acometidos. Também pode haver transmissão entre mães e filhotes pelo contato direto da amamentação ou via transplacentária. Há ainda a transmissão por fômites (objetos), portanto é essencial que seja realizada a esterilização correta dos materiais utilizados em procedimentos cirúrgicos, por exemplo (AKHTAR et al., 2025; GONÇALVES, 2019; LITTLE et al., 2020).
A propagação ocorre de forma mais frequente em animais de gatis ou aglomerações, quando não há o devido controle no local. Além disso, indivíduos que possuem contato direto com outros felinos não testados ou positivos e animais que tenham acesso à rua e se envolvam em brigas frequentemente também tem maiores chances de ser acometidos (LITTLE et al., 2020; MELLO et al., 2025).
Então o risco é mais elevado em gatos com acesso a rua?
Sim. O risco de transmissão da FIV é significativamente mais elevado em gatos com acesso à rua. Isso ocorre porque a principal via de transmissão da enfermidade é a inoculação do vírus presente na saliva, especialmente por meio de mordeduras profundas durante brigas, comportamento comum entre gatos não castrados e com livre acesso ao ambiente externo (LITTLE et al., 2020; MELLO et al., 2025).
Além disso, após a infecção, o gato com FIV pode permanecer assintomático por anos, atuando como fonte silenciosa de disseminação do vírus. Esse período de latência dificulta a identificação precoce dos animais infectados e favorece a manutenção da transmissão em populações com acesso irrestrito à rua.
Dessa forma, a manutenção dos gatos em ambiente indoor, associada à testagem sorológica e ao manejo sanitário adequado, é considerada a estratégia mais segura e eficaz para reduzir o risco de transmissão da FIV felina (AKHTAR et al., 2025; LITTLE et al., 2020). Falaremos mais sobre isso ao longo deste artigo.
Principais sinais clínicos da FIV
Os sinais clínicos da FIV podem ser inespecíficos, variando de acordo com a fase e forma com que a infecção se apresenta no paciente. Além disso, infecções oportunistas secundárias recorrentes ou crônicas, devido a imunossupressão, podem tornar o animal soropositivo suscetível ao adoecimento com maior dificuldade de recuperação.
O indivíduo pode apresentar perda de peso, anorexia, letargia, febre e linfadenomegalia e outros sinais passíveis de serem identificados durante a consulta. Alterações em exames laboratoriais também podem ser observadas, e incluem anemia e linfopenia com neutropenia. Ainda pode ser identificada a presença de micoplasmose associada (LITTLE, 2020).
Algumas doenças secundárias que podem surgir em decorrência das complicações relacionadas às infecções crônicas e imunossupressão são (GONÇALVES, 2019):
- enterite;
- dermatites;
- gengivite, úlceras na cavidade oral e periodontite (animais que apresentam recorrência devem ser testados para diagnóstico diferencial de FIV e FeLV);
- doenças respiratórias crônicas;
- criptosporidiose;
- maior tendência ao desenvolvimento de toxoplasmose;
- encefalite (acomete aproximadamente 5% dos indivíduos, podendo apresentar distúrbios comportamentais, demência, convulsões e dificuldade de locomoção.
Quais são as fases da FIV felina?
Assim como acontece com a FeLV, a FIV em gatos possui diferentes fases durante o percurso da doença, porém a viremia tende a ser um pouco mais branda do que na FeLV (LITTLE, 2020).
É essencial compreender cada fase da afecção e suas particularidades para conduzir os casos da maneira mais assertiva. Dependendo da fase da FIV, como na latente, os animais podem não apresentar sinais clínicos. Porém, em alguns casos eles podem apresentar linfadenomegalia generalizada e estomatite. Já na fase de disfunção imune progressiva, os sinais clínicos anteriores voltam e a carga viral fica mais elevada e com grande propensão para o surgimento de doenças oportunistas.
Detalhamos abaixo as fases conhecidas da doença e suas características.
Fase aguda (primária)
Na fase aguda ou primária, após a inoculação do vírus ocorre o início da replicação. Os macrófagos podem identificá-lo e impedir a viremia. Porém, caso não haja a identificação viral, com cerca de 15 dias após a inoculação já é possível identificar a FIV no exame do tipo PCR (AKHTAR et al., 2025; LITTLE et al., 2020).
Essa fase pode durar por até 3 meses e nela os sinais clínicos podem aparecer de forma branda ou não, porém geralmente são autolimitantes (AKHTAR et al., 2025; GONÇALVES, 2019).
Fase assintomática (latente ou subclínica)
O indivíduo pode passar meses ou anos da sua vida na fase assintomática ou latente. Esse período pode se prolongar por até 10 anos, considerando alguns fatores, como a idade do animal, a exposição a doenças secundárias e a utilização de imunossupressores. Nessa etapa, ocorre a diminuição gradual de linfócitos T CD4+ e aumento de linfócitos T CD8+ (AKHTAR et al., 2025; ZANI et al., 2017).
O indivíduo pode não apresentar os sinais clínicos nessa fase. Portanto, é essencial que, caso não tenha sido testado ou haja suspeita da doença, o gato seja testado para confirmação do diagnóstico (LITTLE et al., 2020).
Fase clínica da FIV (disfunção imune progressiva)
A fase de disfunção imune progressiva é considerada como a fase terminal da doença, pois há um acúmulo muito grande dos complexos-imunes. A fase é sintomática e com a apresentação da carga viral mais elevada. Nesse momento, as doenças oportunistas, a imunossupressão e, também, as neoplasias podem surgir, aumentando os riscos do animal vir a óbito (AKHTAR et al., 2025; GONÇALVES, 2019; COGO et al., 2019).
Todavia, a FIV felina ocorre de forma mais branda do que a FeLV, uma vez que a fase latente pode ser muito prolongada (LITTLE et al., 2020).
O gato com FIV pode conviver com outros gatos?
Felinos não testados ou positivos para FIV não devem ter qualquer contato com gatos que não tenham sido testados ou estejam infectados pelo vírus da imunodeficiência felina devido ao elevado risco de propagação da doença. Já os indivíduos positivos para a doença podem conviver com outros felinos soropositivos (LITTLE et al., 2020; AKHTAR et al., 2025).
É essencial que o médico-veterinário informe os responsáveis que possuem interesse em adquirir, adotar ou resgatar animais sobre a necessidade de realização da testagem para FIV, FeLV e outras afecções (LITTLE et al., 2020).
O profissional também poderá dar orientações sobre a forma correta de manejo do pet e do ambiente em que vive, visto que o animal soropositivo para FIV ou outras enfermidades transmissíveis deverá permanecer em ambiente em que não possua contato com outros indivíduos da mesma espécie não testados ou negativos (MELLO et al., 2025).
Existem gatos mais predispostos ao desenvolvimento da FIV?
Os animais com FeLV são predispostos a contraírem também o vírus da FIV. Entretanto, podem ser acometidos pelo vírus da imunodeficiência felina os gatos de qualquer raça e idade, sendo mais comum em animais com idade superior a cinco anos devido a fase de latência da doença (LITTLE et al., 2020).
Também são predispostos ao desenvolvimento de FIV os felinos que (LITTLE et al., 2020; MELLO et al., 2025; GONÇALVES, 2019):
- convivem com outros gatos em gatil sem o devido controle;
- não são testados para FIV e FeLV e convivem com outros animais não testados ou positivos;
- possuem acesso à rua, pois podem morder e arranhar felinos soropositivos e se contaminarem;
- não são castrados e podem adquirir a infecção por via venérea;
- são filhotes e possuem contato direto com suas mães soropositivas através da amamentação ou por terem adquirido a infecção por via transplacentária;
- realizam procedimentos clínicos e cirúrgicos em clínicas e hospitais veterinários que não seguem o processo correto de higienização e esterilização dos materiais (infecção via fômites).
Em resumo, fatores como a região, idade, sexo e forma como os indivíduos vivem são determinantes para a incidência e prevalência dos casos da FIV (AKHTAR et al., 2025).
Como realizar o diagnóstico da FIV em gatos?
O diagnóstico da FIV felina é um desafio para o médico-veterinário, visto que a doença apresenta diversas fases e o animal pode ser assintomático em grande parte da sua vida. Portanto, o profissional deve realizar a anamnese e um conjunto de exames clínicos e laboratoriais para fechar o diagnóstico de FIV.
Principais exames para diagnóstico da FIV felina
A sorologia é o teste essencial para o diagnóstico da infecção pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV). Os testes rápidos imunocromatográficos e os ensaios laboratoriais são amplamente utilizados na rotina clínica e recomendados por diretrizes internacionais como método inicial de triagem, especialmente em gatos com fatores de risco, sinais clínicos compatíveis ou antes da introdução em novos ambientes (LITTLE et al., 2020; AKHTAR et al., 2025).
O teste molecular (PCR) pode ser utilizado como método complementar, porém não é capaz de detectar todas as fases da infecção, uma vez que, em determinados estágios — especialmente durante a fase assintomática prolongada — o vírus pode estar alojado em tecidos linfoides ou na medula óssea, não estando presente em quantidade detectável no sangue periférico coletado para o exame. Assim, resultados negativos no PCR não excluem a infecção (LITTLE et al., 2020; ZANI et al., 2017).
A importância de retestar pacientes com resultado de FIV negativo
O reteste de pacientes com resultado negativo para FIV é uma conduta essencial na rotina clínica, especialmente em animais com histórico de exposição recente, fatores de risco conhecidos ou sinais clínicos compatíveis. Afinal, após a infecção, existe um período de janela imunológica no qual o gato ainda não produziu níveis detectáveis de anticorpos, o que pode resultar em testes sorológicos inicialmente negativos (LITTLE et al., 2020).
Além disso, durante determinadas fases da infecção, o vírus pode não estar presente em quantidade suficiente no sangue periférico, dificultando a detecção por métodos moleculares (AKHTAR et al., 2025).
Resumindo, é extremamente importante repetir a testagem sorológica após 2 a 3 meses em gatos inicialmente soronegativos, principalmente quando há histórico de exposição ou alto risco de infecção, garantindo maior segurança diagnóstica (AKHTAR et al., 2025).
Existe tratamento para a FIV felina?
Até o momento, não há tratamento 100% eficaz para o combate da FIV. Todavia, o felino infectado poderá ultrapassar os dez anos de idade após ser diagnosticado (LITTLE et al., 2020).
Embora a FIV em gatos não possua cura, o acompanhamento clínico se faz necessário em todas as fases da doença para que o animal possa ter uma boa qualidade de vida e para dar ao responsável pelo pet as devidas recomendações de cuidados (AKHTAR et al., 2025).
Durante as consultas também serão alinhados tópicos como a necessidade de testar e separar animais soropositivos de soronegativos ou não testados e restringir o acesso do animal à rua para não ter contato direto com animais fora do seu convívio (MELLO et al, 2025).
Suporte para pacientes com afecções oportunistas e imunossuprimidos
O manejo terapêutico do gato com FIV é baseado em suporte imunológico, tratamento das afecções oportunistas e manutenção de uma nutrição adequada, com o objetivo de preservar a qualidade e a expectativa de vida do paciente.
Uma das abordagens específicas é a utilização de imunomoduladores (Intérferons), como Roferon e Centron, que podem ser administrados por via parenteral ou oral, conforme avaliação clínica individual. Esses fármacos têm como finalidade auxiliar na modulação da resposta imune e na redução da replicação viral, sendo considerados uma das principais estratégias terapêuticas disponíveis para retroviroses felinas, embora ainda apresentem uso limitado na prática clínica brasileira (LITTLE et al., 2020; AKHTAR et al., 2025).
Os flavonóides já foram citados como opção de tratamento no passado, porém o uso não é mais recomendado nas literaturas atuais, uma vez que não apresentam evidências consistentes de eficácia clínica no controle da FIV (AKHTAR et al., 2025).
No caso da presença de sinais clínicos, devem ser associados tratamentos sintomáticos e específicos para as infecções secundárias, de acordo com cada paciente.
A hidratação do animal deve ser continuamente avaliada e corrigida quando necessário, uma vez que estados de desidratação podem agravar o quadro clínico e comprometer a resposta terapêutica (AKHTAR et al., 2025; LITTLE et al., 2020).
Além disso, o acompanhamento clínico periódico é indispensável, incluindo a realização de exames laboratoriais seriados, como hemograma, bioquímica sérica e avaliações específicas conforme a apresentação clínica, permitindo a detecção precoce de alterações hematológicas, infecciosas ou metabólicas. O monitoramento contínuo possibilita ajustes precoces no manejo, melhora o prognóstico e reforça a importância do papel do médico-veterinário na condução individualizada do paciente (LITTLE et al., 2020; AKHTAR et al., 2025).
Manejo alimentar dos animais acometidos
A nutrição, por sua vez, é um pilar fundamental no suporte a gatos FIV-positivos, com o objetivo de auxiliar na manutenção da condição corporal, no suporte ao sistema imune e na prevenção de enfermidades oportunistas.
Em algum momento durante o curso da doença, o animal pode ter anorexia e emagrecimento, sendo essencial oferecer alimentos ricos em nutrientes, principalmente como forma de prevenção ao surgimento de doenças secundárias. Dessa forma, proteínas, lipídeos, fibras e demais componentes presentes na formulação do alimento irão auxiliar na manutenção e, consequente, melhora do estado de saúde do paciente.
Os alimentos úmidos podem ser valiosos, principalmente nos momentos em que os gatos estiverem debilitados, já que possuem excelente palatabilidade e uma quantidade maior de água, auxiliando também na hidratação e no trato urinário do felino.
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Perguntas frequentes sobre a FIV felina
Apenas os gatos podem pegar FIV?
A FIV pode acometer felinos domésticos e selvagens, assim como hyanídeos. Porém, não há comprovação de transmissão para cães e humanos.
Gatos com FIV podem ser vacinados?
Depende. A decisão deverá ser tomada pelo médico-veterinário que acompanha o caso, já que muitos fatores podem induzir uma imunossupressão, favorecendo o surgimento de afecções oportunistas.
Como a FIV é transmitida para os gatos?
Principalmente por inoculação da saliva em mordeduras e arranhaduras durante brigas, podendo também ocorrer transmissão venérea, vertical (transplacentária e pela amamentação) e por fômites.
Qual o melhor exame para diagnosticar a FIV?
Depende da fase da FIV. Porém, geralmente é solicitado sorologia, que uma vez negativo deve ser repetido em 60 dias. O PCR é complementar e não detecta todas as fases da infecção.
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Referências:
AKHTAR, N. et al. Feline immunodeficiency virus: current insights into pathogenesis, clinical impact, and advances in treatment and vaccine development. Front. Vet. Sci., 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41078490/. Acesso em: 15 dez. 2025.
BEALL, M.J. et al. Feline leukemia virus lifetime study: whole blood samples increase detection of low positive cats with extended long-term survival. J. Feline Med. Surg., v.27, n.11, 2025. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1098612X251379219. Acesso em: 15 dez. 2025.
COGO, A.C. et al. Defeitos imunológicos secundários. UNESP, 2019. Disponível em: https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/patologia/HELIOJOSEMONTASSIER/seminario-defeitos-imunologicos-secundarios.pdf Acesso em: 15 dez. 2025.
GONÇALVES, R.J. Vírus da imunodeficiência felina e vírus da leucemia felina. UNICEPLAC, 2019. Disponível em: https://dspace.uniceplac.edu.br/bitstream/123456789/203/1/Rayane_Gon%C3%A7alves_0002586.pdf . Acesso em: 15 dez. 2025.
LITTLE, S. et al. 2020 AAFP FELINE RETROVIRUS TESTING AND MANAGEMENT GUIDELINES. JFMS, v. 22, 2020. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/1098612X19895940 . Acesso em15 dez. 2025.
MELLO, L.S. et al. Feline immunodeficiency virus (FIV): Prevalence, risk factors, and clinical findings in domestic cats (Felis catus) from southern Brazil. Comp. Immunol. Microbiol. Infect. Dis., 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39647437/. Acesso em: 15 dez. 2025.
ZANI, A.L.S. et al. Análise de subtipos recombinantes do Vírus da Imunodeficiência Felina identificados em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. UFRGS, 2017. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/177530 . Acesso em: 15 dez. 2025.
