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Oxalato de cálcio: quais as principais causas e como tratar?

Oxalato de cálcio: quais as principais causas e como tratar?
Atualizado em 30 de março de 2026
Tempo de leitura: 14min
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Os cristais de oxalato de cálcio constituem uma das causas mais comuns de urolitíases cães, gatos e humanos, e há inúmeros fatores que predispõe o aparecimento deles; entenda os detalhes! 

A urolitíase por oxalato de cálcio é uma das causas mais comuns de distúrbios do trato urinário inferior em pets. Ela resulta da agregação de cristais de oxalato de cálcio que, sob certas condições urinárias, evoluem para urólitos. Os animais acometidos podem ser assintomáticos ou apresentar sinais clínicos variados.

Um dos desafios do médico-veterinário aqui é identificar o que levou ao desenvolvimento desses cálculos urinários. Um caminho é determinar a composição do urólito, que auxilia tanto na definição do manejo adequado quanto na adoção de medidas preventivas.

A seguir, detalharemos os cristais de oxalato de cálcio e as sugestões de abordagem de animais que apresentam esse quadro.

O que é o oxalato de cálcio?

Os cristais de oxalato de cálcio são estruturas minerais microscópicas formadas pela precipitação de íons cálcio com o ânion oxálico na urina, especialmente em condições de supersaturação urinária.

Essa supersaturação ocorre quando há concentrações elevadas de solutos, como cálcio e ácido oxálico, que levam à formação de cálculos urinários que excedem sua solubilidade, favorecendo a nucleação, crescimento e agregação de cristais.

Cálculo de oxalato de cálcio em cães é uma das causas mais comuns de urólitos, particularmente em machos adultos e de raças predispostas, como Schnauzer miniatura, Bichon Frisé e Lhasa Apso (HUNPRASIT et al., 2019).

Cristalúria de oxalato de cálcio
Figura 1: Cristalúria de oxalato de cálcio. Fonte: TAYLOR et al., 2025.

Gatos também podem formar oxalato de cálcio?

Cristais de oxalato de cálcio também levam ao desenvolvimento de urolitíase em gatos. Nos últimos 30 anos, a incidência de oxalato de cálcio nessa espécie aumentou e se tornou comum, assim como a dos urólitos de estruvita.

Principais causas para a formação de cristais de oxalato de cálcio em cães

Entre os fatores que podem levar a formação de cristais de oxalato de cálcio em cães, podemos citar:

1. pH da urina ácido

O pH da urina influencia na formação de cálculos urinários. O pH urinário baixo/ácido favorece a agregação dos cristais de oxalato de cálcio em cães, influenciando na formação de urólitos.

2. Manejo nutricional inadequado

O manejo nutricional inadequado para o paciente pode causar hipercalcemia através da ingestão excessiva de:

  • cálcio;
  • proteína;
  • sódio;
  • vitamina D ou vitamina C na dieta;
  • dietas acidificantes;
  • acidificantes urinários.

A hipercalcemia resulta em hipercalciuria, e o excesso deste mineral na urina predispõe à formação dos cristais de oxalato de cálcio em cães e, consequentemente, de urólitos.

A hiperoxalúria pode ocorrer com o aumento da ingestão de precursores de oxalato na dieta. O cálcio dietético liga-se ao ácido oxálico e inibe sua absorção. Assim, a restrição de cálcio aumenta a hiperoxalúria.

Vale ainda dizer que a vitamina C (ácido ascórbico) é metabolizada em oxalato e a vitamina B6 altera o metabolismo do oxalato.

3. Hiperadrenocorticismo

O hiperadrenocorticismo primário também pode promover a hipercalciuria reabsortiva, que pode levar à formação de cristais de oxalato de cálcio em cães. A condição é caracterizada pela mobilização de cálcio do osso e mediada pelo hormônio da paratireóide.

Possíveis sinais clínicos de urolitíase por oxalato de cálcio

Os sinais clínicos que podem ser apresentados por animais que apresentem cristais de oxalato de cálcio e urolitíase incluem:

incontinência urinária;

  • estranguria;
  • polaciúria;
  • hematúria;
  • disúria;
  • infecções persistentes do trato urinário;
  • abdômen doloroso;
  • depressão;
  • letargia;
  • vômito;
  • anorexia.

Se os cálculos de oxalato de cálcio forem pequenos o suficiente para seguir trajeto pela uretra, o paciente pode apresentar sinais de obstrução urinária, o que é uma emergência médica e, possivelmente, cirúrgica.

Atenção: nem todos os animais com cristais de oxalato de cálcio apresentam sinais clínicos

A presença de cristais de oxalato de cálcio na urina nem sempre está associada à manifestação de sinais clínicos evidentes. Muitos cães com cristalúria ou mesmo com urólitos formados permanecem assintomáticos por longos períodos, especialmente quando os cálculos estão localizados na bexiga e não provocam obstrução uretral, infecção secundária ou inflamação significativa da mucosa vesical (GISSELMAN et al., 2009; FOSTE, 2021).

Daí a importância das consultas de rotina e da realização de exames complementares como ferramentas essenciais na medicina preventiva. Inclusive, o médico-veterinário não deve negligenciar a solicitação de urinálise e exames de imagem abdominal, principalmente em pacientes pertencentes a raças predispostas, idosos, ou com histórico prévio de urolitíase.

Diagnóstico de urolitíase por oxalato de cálcio em cães e gatos

Para identificar a formação de cristais ou urólitos de oxalato de cálcio, inicialmente deve-se realizar uma urinálise de rotina com a avaliação do sedimento urinário. Exames de sangue possibilitam identificar condição de azotemia.

O exame de urina pode identificar tanto hematúria como cristalúria, com possível piúria. O valor do pH da urina pode auxiliar na diferenciação entre os urólitos de oxalato de cálcio e de estruvita – sendo que a urina de pH ácido possui maior predisposição a formar cálculos de oxalato de cálcio.

Quando houver a detecção de cristais de oxalato de cálcio na urina de cães, o médico-veterinário deve aprofundar a investigação de urolitíase através de exames de imagem como ultrassonografia e/ou radiografia abdominal, pois nem sempre um animal com cristalúria apresenta cálculo.

A importância da análise laboratorial microscópica dos cálculos

Como urólitos são compostos por camadas, sua composição pode ser mista ou conter somente um tipo de sedimento. Portanto, para o diagnóstico definitivo do tipo de urólito e, consequentemente, a instituição do manejo mais adequado para cada caso, o profissional deve enviar o cálculo para análise microscópica.

Diagnóstico diferencial com outras afecções também é essencial

Os diagnósticos diferenciais para presença de cristais de oxalato de cálcio em cães e/ou urolitíase, em geral, são semelhantes para qualquer causa de sinais clínicos urinários ou obstrução, incluindo:

  • infecção do trato urinário;
  • cistite;
  • ureteres ectópicos;
  • nefrolitíase;
  • pielonefrite;
  • neoplasia.

Vale ressaltar que nem todo paciente com vesícula urinária repleta à palpação abdominal e/ou que apresente dificuldade de urinar tem urolitíase ou obstrução. Logo, essas condições devem ser sempre investigadas.

Tratamento para urolitíase por oxalato de cálcio

Em casos de urolitíase por oxalato de cálcio, quando um animal apresenta cálculos vesicais grandes demais para passarem pela uretra, eles podem provocar obstruções uretrais. Havendo obstrução ou identificação de urólitos grandes na vesícula, deve ser feita a remoção deles através de cistostomia.

Além disso, quando for detectado cristais de oxalato de cálcio, fazendo com que seja sugestivo que o cálculo contenha esse mineral, a remoção cirúrgica é indicada, pois o urólito de oxalato de cálcio não é passível de dissolução.

Já quando for identificado um urólito pequeno nos exames de imagem (ultrassom ou Raio-x), a remoção pode ocorrer por meio de catéter transuretral, auxiliando sua passagem por meio de urohidropropulsão miccional ou ainda por meio de cistoscopia.

Outra opção de tratamento não cirúrgico é a litotripsia, procedimento que envolve a emissão de ondas mecânicas de alta energia para que os urólitos sejam quebrados em pedaços menores.  Tal procedimento é menos eficaz para urólitos do que para nefrólitos, devido à dificuldade de posicionamento e ao fato de que múltiplos tratamentos de litotripsia podem ser necessários para reduzir adequadamente urólitos grandes.

Manejo pós-cirúrgico para casos de urolitíase por oxalato de cálcio

Após a remoção cirúrgica, o médico-veterinário pode realizar a prescrição de antibioticoterapia de acordo com os achados do hemograma (leucocitose) e urinálise (hematúria ou bacteriúria).

O especialista também deve orientar o tutor sobre mudanças no manejo do paciente, instruindo estratégias que ajudem a promover a diluição urinária, fazendo com que se obtenha uma urina com baixa saturação, na qual não haja a agregação espontânea dos cristais de oxalato de cálcio.

Quando a dieta do cão com oxalato de cálcio deve ser ajustada?

Também é essencial que o médico-veterinário ajuste a dieta do animal que apresenta cristais de oxalato de cálcio. Entre as principais e mais eficientes alterações, podemos citar (HUNPRASIT, 2019):

  • estímulo a ingestão hídrica;
  • modificação precoce da dieta para minimizar a formação de urólitos: o alimento coadjuvante, sozinho, não impede completamente a formação de cálculos de oxalato de cálcio, mas pode retardar a progressão da recorrência de cálculos.

Sendo assim, a prescrição de alimentos da linha urinary da Royal Canin®, formulados a partir do método RSS, possibilita que o animal produza urina com baixo potencial para a formação de cálculo de oxalato de cálcio em cães e gatos e estruvita.

alimentos da linha Urinary

Sugestões práticas de manejo de urolitíase

Aprenda mais detalhes sobre o manejo e o tratamento de animais com urolitíase em duas aulas da Jornada do Conhecimento sobre saúde urinária, treinamento intensivo e gratuito promovido pela Royal Canin® em parceria autoridades em Urologia Veterinária do Brasil do CBNUV (Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias).

Na primeira aula, o Dr. Luciano Giovanini e o Dr. Leandro Crivellenti falam justamente sobre os exames importantes para o diagnóstico da afecção e da implementação dos tratamentos específicos e inespecíficos.

Já a segunda aula é dedicada a elucidar os casos de reincidência de cálculos, as possíveis associações de métodos e a importância do acompanhamento contínuo dos gatos e cães.

Acompanhe essas aulas e a jornada completa em nossa página especial sobre Saúde Urinária de gatos e cães.

 

6 formas de prevenir a formação de cristais de oxalato de cálcio

A prevenção da formação de cristais de oxalato de cálcio em cães deve ser individualizada e contínua, especialmente em pacientes pertencentes a raças predispostas ou com histórico de recidiva.

Destacamos, abaixo, algumas medidas importantes para a prevenção dessa condição.

  • Monitoramento urinário periódico: cães idosos ou de raças predispostas devem ser avaliados anualmente, enquanto pacientes com histórico de urolitíase devem ser monitorados a cada 3 a 6 meses (MINNESOTA UROLITH CENTER, 2025; FOSTE, 2021).
  • Manutenção de urina diluída: o objetivo é manter a densidade urinária ≤ 1,020, o que reduz a concentração de solutos calculogênicos e, consequentemente, a supersaturação urinária (BARTGES, 2016; PUGH, 2017).
  • Controle do pH urinário: o pH urinário ideal para prevenção de oxalato de cálcio deve situar-se entre 6,5 e 7,5, evitando a acidificação excessiva, que favorece a precipitação de oxalato (CARVALHO, 2018; GISSELMAN et al., 2009).
  • Avaliação e controle de comorbidades: como hiperadrenocorticismo.
  • Educação contínua dos tutores: instruir sobre a importância da ingestão hídrica, dieta adequada, manejo do ambiente e realização periódica de exames.
  • Uso de dietas terapêuticas específicas: dietas formuladas para auxiliar na prevenção de urolitíase atuam reduzindo os níveis de cálcio, oxalato e sódio, promovendo diurese e equilíbrio urinário.

Confira mais perguntas e respostas sobre a formação de oxalato de cálcio nos animais

Compreenda algumas das dúvidas mais comuns sobre a formação de oxalato de cálcio nos pets.

1. Cães formam mais oxalato de cálcio do que gatos?

Não. Segundo Burggraaf et al. (2021), a incidência de oxalato de cálcio em gatos é maior do que em cães.

2. É possível dissolver cálculos de oxalato de cálcio?

Não. Ao contrário dos urólitos de estruvita, os cálculos de oxalato de cálcio não são passíveis de dissolução com dieta ou fármacos. Porém, dietas coadjuvantes específicas podem auxiliar o tratamento ao tornar a urina do animal mais diluída e, com isso, equilibrar os precursores dietéticos de cálculos.

3. Quais raças têm maior predisposição à formação de oxalato de cálcio?

Nos cães, raças como Schnauzer miniatura, Shih tzu, Yorkshire terrier, Bichon Frisé, Chihuahua, Lhasa Apso e Maltês São mais predispostas ao desenvolvimento de cristais de oxalato de cálcio. Já em gatos, as raças mais sujeitas à formação de oxalato de cálcio incluem, principalmente, as de pelo longo e semi-longo como Birmanês, Persa e Himalaia.

4. A suplementação com cálcio pode favorecer a formação de oxalato de cálcio?

O excesso de cálcio na dieta ou por suplementação sem controle veterinário pode aumentar a excreção urinária de cálcio (hipercalciúria), um dos principais fatores de risco para a formação de cristais e urólitos de oxalato de cálcio em cães (GISSELMAN et al., 2009; FOSTE, 2021).

5. Cristais de oxalato sempre evoluem para urolitíase?

Nem sempre. A evolução da presença de cristais de oxalato de cálcio em cães para urolitíase depende de fatores como: grau de supersaturação urinária, pH e densidade urinária, predisposição individual, entre outros.

6. Como saber se o cálculo urinário é misto?

Através da análise laboratorial microscópica do urólito, após a remoção cirúrgica, na qual é feita a inspeção físico-química do cálculo. O Minnesota Urolith Center, por exemplo, utiliza métodos como espectroscopia de infravermelho, que identificam a composição de cada camada do cálculo.

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Dessa forma, oferecemos ao médico-veterinário uma linha de alimentos específicos para diferentes necessidades nutricionais. São alimentos completos e balanceados para atender as demandas nutricionais de gatos e cães em diferentes fases e estilos de vida*.

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Referências:

BARTGES, J.W. Feline Calcium Oxalate Urolithiasis – Risk factors and rational treatment approaches. Journal of Feline Medicine and Surgery, n.18, 2016. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27562981/. Acesso em: 11 jul. 2025.

BROWN, S.A. Urolithiasis in Small Animals. MSD Manual Veterinay Manual, 2022. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/urinary-system/urolithiasis-in-small-animals?mredirectid=4023. Acesso em: 11 jul. 2025.

BURGGRAAF, N.D.; WESTGEEST, D.B.; CORBEE, R.J. Analysis of 7866 feline and canine uroliths submitted between 2014 and 2020 in the Netherlands. Research in Veterinary Science, v.137, 2021. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0034528821001259. Acesso em: 11 jul. 2025.

CANEJO-TEIXEIRA, R. et al. A Pilot Study on Using an Artificial Intelligence Algorithm to Identify Urolith Composition through Abdominal Radiographs in the Dog. Veterinary Radiology & Ultrasound, v.66, n.2, 2025. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/vru.70012. Acesso em: 11 jul. 2025.

CARVALHO, M. Urinary pH in calcium oxalate stone formers: does it matter? Braz. J. Nephrol. (J. Bras. Nefrol.), n.40, v.1, 2018. Disponível em: https://www.bjnephrology.org/article/ph-urinario-em-formadores-de-calculos-de-oxalato-de-calcio-issoimporta/. Acesso em: 11 jul. 2025.

CHU XU, E.M. et al. Candidate urinary biomarkers show promise for distinguishing between calcium oxalate versus struvite urolithiasis in dogs. American Journal of Veterinary Research, v.85, n.3, 2025. Disponível em: https://avmajournals.avma.org/view/journals/ajvr/85/3/ajvr.23.09.0214.xml. Acesso em: 11 jul. 2025.

FOSTE, J.D. Management Strategies – Managing Urolithiasis. Todays Veterinary Practice, 2021. Disponível em: https://todaysveterinarypractice.com/wp-content/uploads/sites/4/2021/02/TVP-2021-0304_Managing_Urolithiasis.pdf. Acesso em: 11 jul. 2025.

GISSELMAN, K. et al. Calcium Oxalate Urolithiasis. Vet Folio, v.31, n.11, 2009. Disponível em: https://www.vetfolio.com/learn/article/calcium-oxalate-urolithiasis. Acesso em: 11 jul. 2025.

HUNPRASIT, V. et al. Epidemiologic evaluation of calcium oxalate urolithiasis in dogs in the United States: 2010-2015. J Vet Intern Med, v.33, n.5, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31471926/. Acesso em: 11 jul. 2025.

MINNESOTA UROLITH CENTER. College of Veterniary Medicine. Disponível em: https://vetmed.umn.edu/urolith-center/urolith-analysis/treatment-recommendations. Acesso em: 11 jul. 2025.

PUGH, C.C. Canine Calcium Oxalate Urolithiasis. Mississippi State University – College of Veterinary Medicine, 2017. Disponível em: https://www.vetmed.msstate.edu/sites/www.vetmed.msstate.edu/files/presentations/9.23.16%20Canine%20Calcium%20Oxalate%20Urolithiasis%20%28Christine%20Pugh%29.pdf.  Acesso em: 11 jul. 2025.

TAYLOR, S. et al. 2025 iCatCare consensus guidelines on the diagnosis and management of lower urinary tract diseases in cats. Journal of Feline Medicine and Surgery, v.27, n.2, 2025. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1098612X241309176. Acesso em: 11 jul. 2025.

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