Tabela de vermifugação de filhotes de gatos e cães: saiba como definir o protocolo
Links rápidos:
- O que é a tabela de vermifugação de filhotes?
- Principais verminoses que acometem cães e gatos filhotes
- Exemplo de tabela de vermifugação de filhotes
- Qual tipo de vermífugo é mais indicado para os filhotes?
- Além da tabela de vermifugação para filhotes, quais outros protocolos devem ser seguidos?
- Perguntas frequentes sobre tabela de vermifugação de filhotes
- A ROYAL CANIN® preza há mais de 50 anos pelo bem-estar dos pets
Saiba como consultar a tabela de vermifugação de filhotes de cães e gatos, as diretrizes atuais sobre o uso de vermífugos e entenda a importância do exame coproparasitológico.
Apesar da grande disponibilidade de tratamentos seguros e eficazes no mercado, a infestação por parasitas internos segue sendo um tópico comum na clínica de gatos e cães, acometendo principalmente os animais que não cumprem uma rotina de avaliação com médicos-veterinários.
Na pediatria, o protocolo terapêutico contra vermes chatos e redondos pode ser facilmente consultado pelo profissional na tabela de vermifugação de filhotes de gatos e cães. Instituir o tratamento regular para parasitas diminui a contaminação ambiental com estágios infecciosos, reduzindo, assim, tanto a transmissão quanto uma possível exposição zoonótica.
Diretrizes internacionais e regionais ressaltam que o médico-veterinário deve atuar não apenas no tratamento individual, mas também como agente fundamental na educação dos responsáveis pelo pet quanto ao papel da vermifugação na prevenção de zoonoses (AAHA, 2019; TROCCAP, 2019).
O que é a tabela de vermifugação de filhotes?
A tabela de vermifugação de filhotes serve como uma fonte rápida para o médico-veterinário consultar o fármaco, sua respectiva ação, além de dosagens e via de administração para as diferentes verminoses que acometem felinos e caninos.
O uso da tabela de vermifugação de filhotes de gatos e cães pode ajudar o profissional a escolher o melhor vermífugo para filhotes de cada espécie, tratando de forma assertiva as principais verminoses que afetam os pets na fase inicial de suas vidas.
Por que é importante seguir um protocolo de vermifugação para filhotes?
O médico-veterinário conhece não somente sobre a fisiologia e as particularidades comportamentais dos filhotes, mas também sobre características de patogenia das diferentes verminoses. Este conhecimento é a principal razão para que o responsável pelo pet se sinta seguro em seguir um protocolo de vermifugação em filhotes indicado pelo profissional.
Filhotes de cães e gatos apresentam elevada suscetibilidade às infecções parasitárias, que podem ocorrer devido a inúmeros fatores, como (BEUGNET et al., 2018):
- imaturidade do sistema imunológico;
- transmissão transplacentária;
- contaminação através da ingestão do leite contaminado;
- contaminação pelo contato com outros cães/gatos adultos infectados em criadores ou abrigos de resgate.
O comportamento exploratório típico dos filhotes, caracterizado por cheirar, lamber e ingerir objetos ou alimentos encontrados no ambiente facilita o processo de infecção. Em felinos, o hábito de autocuidado e higiene pode levar à ingestão acidental de pulgas, possibilitando a infecção por cestódeos, como Dipilidium caninum, cujo estágio infectante é veiculado pelo inseto vetor (NELSON & COUTO, 2019)
As diretrizes clínicas recomendam que a vermifugação de filhotes seja iniciada precocemente, a partir dos 15 dias de vida, com reaplicações a cada 15 dias até o período de desmame, geralmente aos 45 dias. Esse intervalo está diretamente relacionado ao ciclo biológico dos principais nematódeos intestinais, permitindo a eliminação de parasitas adultos antes que atinjam maturidade reprodutiva e intensifiquem a contaminação ambiental (AAHA, 2019; TROCCAP, 2019).
Após o desmame, recomenda-se a manutenção da vermifugação mensal até os seis meses de idade e, posteriormente, a adoção de protocolos periódicos conforme o risco epidemiológico individual do animal.
Em situações clínicas específicas, como filhotes que apresentam distensão abdominal acentuada, histórico compatível com elevada carga parasitária ou sinais clínicos sugestivos de verminose intensa, pode ser indicada a redução do intervalo entre as administrações para aproximadamente 10 dias, sempre com base na avaliação clínica criteriosa do médico-veterinário (VIANA, 2007; NELSON & COUTO, 2019).
Vermifugação de filhotes e o controle de zoonoses
A vermifugação adequada de filhotes de cães e gatos desempenha papel essencial no controle de zoonoses parasitárias de importância em saúde pública. Diversos endoparasitos comumente diagnosticados em animais jovens, como Toxocara spp. e Ancylostoma spp., apresentam potencial zoonótico (STULL et al., 2007; MARQUES et al., 2012).
Além disso, aderir a uma tabela de vermifugação de filhotes com protocolos de controle parasitário bem estabelecidos está associado à redução global da prevalência de parasitos em populações caninas e felinas, reforçando o impacto positivo das medidas preventivas tanto na saúde animal quanto na saúde humana (GIANNELLI et al., 2025).
Principais verminoses que acometem cães e gatos filhotes
Os principais vermes aos quais os filhotes de gatos e cães estão suscetíveis são os seguintes (BEUGNET et al., 2018):
Vermes redondos – Nematódeos:
- Toxocara;
- Ancylostoma;
- Trichuridae;
- Strongyloides;
Vermes Chatos – Cestódeos:
- Echinococcus;
- Dipylidium;
- Taenia.
Saiba mais sobre as principais doenças parasitárias em filhotes caninos e felinos.
Exemplo de tabela de vermifugação de filhotes
A tabela de vermifugação de filhotes de gatos e cães contém diferentes bases encontradas comercialmente e deve ser utilizada de acordo com as orientações dos fabricantes. Veja um exemplo de tabela de vermifugação de filhotes:
Tabela 1: Tabela de vermifugação com vias de aplicação, dose e eficácia dos produtos anti-helmínticos comumente utilizados contra verminoses em gatos e cães. Fonte: Adaptado de VIANNA, 2007; BEUGNET et. al., 2018; TROCCAP, 2019.
Qual tipo de vermífugo é mais indicado para os filhotes?
A partir do uso da tabela de vermifugação de filhotes é possível identificar a melhor escolha para prescrever ao paciente dessa faixa etária, de acordo com o verme identificado. Isso porque existem princípios ativos que não devem ser prescritos para animais com menos de 6 meses de idade, além de algumas particularidades de diferentes raças.
Após a definição do médico-veterinário a respeito da base medicamentosa a ser utilizada, ele deve prescrever o vermífugo, podendo escolher entre as apresentações:
- suspensão oral;
- pasta;
- tópico (pour-on ou spot-on);
- comprimido.
Esse processo deve ser discutido com o responsável pelo pet, uma vez que a facilidade ou dificuldade de administração pode comprometer o resultado do tratamento.
Limitações da vermifugação empírica em filhotes
A vermifugação empírica, caracterizada pela administração rotineira de anti-helmínticos sem a identificação dos parasitas envolvidos, apresenta limitações importantes. Embora essa prática seja amplamente utilizada como estratégia inicial de controle parasitário, sua aplicação indiscriminada pode comprometer a eficácia do tratamento e resultar em resistência farmacológica (NELSON & COUTO, 2019; BEUGNET et al., 2018).
Uma das principais limitações da vermifugação empírica está relacionada à diversidade de endoparasitos que acometem filhotes de gatos e cães, os quais apresentam ciclos biológicos, períodos pré-patentes e susceptibilidade farmacológica distintos.
Sendo assim, seguir uma tabela de vermifugação de filhotes sem a correta identificação do verme envolvido na infestação pode não contemplar adequadamente todas as espécies parasitárias presentes, resultando em falhas terapêuticas. Além disso, a administração de fármacos em intervalos inadequados pode não coincidir com as fases do ciclo parasitário, reduzindo a efetividade do controle parasitário (TROCCAP, 2019; AAHA, 2019).
Em resumo, vermifugar sem saber qual parasita pode estar presente pode representar um risco, causando resistências e tendo um tratamento ineficaz.
A importância do exame coproparasitológico na rotina veterinária
O exame coproparasitológico é essencial, pois permite a identificação da presença de parasitas em vários sistemas de órgãos, já que esses organismos podem chegar até as fezes do animal por diferentes caminhos, entre eles:
- ovos e larvas de vermes pulmonares podem ser expelidos do trato respiratório para a faringe, engolidos e eliminados nas fezes;
- ovos de ectoparasitas (ácaros e piolhos) podem ser lambidos da pele, engolidos e encontrados em amostras fecais.
Esse exame é realizado através da análise de amostras fecais, nas quais são verificadas a presença de parasitas (adultos ou partes deles) e/ou elementos parasitários (ovos, larvas, cistos, oocistos). Pode ser feito de maneira simples, seriada, ou ainda pode incluir testes específicos para giárdia, parvovirose e outras enfermidades, direcionando o médico-veterinário para a conduta terapêutica mais adequada ao caso.
Além da tabela de vermifugação para filhotes, quais outros protocolos devem ser seguidos?
Além do uso da tabela de vermifugação de filhotes, o médico-veterinário deve estar atendo aos seguintes pontos:
- cuidados gerais com a saúde do filhote: é preciso saber orientar o responsável sobre os cuidados necessários na casa nova, o manejo e o fornecimento dos alimentos mais adequados para a fase de vida, além de conscientizá-lo sobre a castração;
- protocolo vacinal: explicar a importância da vacina para a prevenção e propagação de doenças;
- acompanhamento de curva de crescimento: deve-se abordar a relevância do acompanhamento da curva de crescimento do animal para a identificação precoce de problemas de saúde.
Todo esse cuidado contribui para que se tenha um relacionamento de confiança entre o responsável pelo pet e o médico-veterinário. Esse vínculo de parceria, quando criado e mantido, assegura ao profissional que o cuidado com o filhote seja realizado conforme a orientação passada.
Dito isso, fica evidente que se atentar aos outros protocolos além da tabela de vermifugação de filhotes e manter o diálogo com o responsável é fundamental para garantir que o filhote comece a vida no melhor caminho para o bem-estar a longo prazo.
Perguntas frequentes sobre tabela de vermifugação de filhotes
Quando vermifugar filhotes de cães e gatos?
A vermifugação deve iniciar aos 15 dias de vida, com reaplicações a cada 15 dias até o desmame. Após isso, o processo deve ser mensal até os 6 meses, com ajustes conforme risco epidemiológico.
Qual é o melhor vermífugo para filhotes de cães e gatos?
Não há um vermífugo único ideal. A escolha depende da espécie, da idade, do peso e do parasita envolvido, respeitando os princípios ativos seguros para filhotes.
A vermifugação previne verminose?
Não. A vermifugação atua nos parasitas existentes no trato gastrointestinal do hospedeiro, sendo diferente, por exemplo, de medicações anti–ectoparasitas (pulgas, carrapatos e mosquitos), que visam prevenir a infestação.
Qual exame de fezes deve ser realizado em filhotes?
Exames como coproparasitológico simples, seriado, testes específicos como giárdia, parvovirose e outros podem ser solicitados, a depender da suspeita médica.
A tabela de vermifugação é a mesma para cães e gatos filhotes?
Não. Cães e gatos apresentam parasitos, riscos e indicações farmacológicas diferentes, exigindo tabelas e protocolos específicos para cada espécie.
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Referências Bibliográficas
AAHA – AMERICAN ANIMAL HOSPITAL ASSOCIATION. Parasite Control. 2019. Disponível em: https://www.aaha.org/resources/life-stage-canine-2019/parasite-control/. Acesso em: 17 dez. 2025.
BEUGNET, F., HALOS, L., GUILLOT, J. Textbook of clinical parasitology in dogs and cats, 2018.
GIANNELLI, A. et al. First quantitative assessment of the effects of parasite control in dogs and cats in the UK. Parasit. Vectors, 2025. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12681101/. Acesso em: 17 dez. 2025.
MARQUES, J.P. et al. Contamination of public parks and squares from Guarulhos (São Paulo State, Brazil) by Toxocara spp. and Ancylostoma spp. Rev. Inst. Med. Trop. São Paulo, v.54, n.5, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rimtsp/a/NYLvMGwN9wQzcG6xCXFz3wR/?lang=en. Acesso em: 17 dez. 2025.
NELSON, R.W.; COUTO, C.G. Small Animal Internal Medicine, 6th ed. Elsevier – Health Sciences Division, 2019.
STULL, J. W. et al. Small animal deworming protocols, client education, and veterinarian perception of zoonotic parasites in western Canada. The Canadian Veterinary Journal, n.48, v.3, 2007.
TROCCAP – CONSELHO TROPICAL PARA PARASITOS DE ANIMAIS DE COMPANHIA. Diretrizes para o diagnóstico, tratamento e controle de endoparasitos caninos nos trópicos, 2019. Disponível em: https://www.troccap.com/2017press/wp-content/uploads/2022/02/TroCCAP-Canine-Endo-Guidelines-Portuguese-v2.pdf. Acesso em: 17 dez. 2025.
VIANA, F.A.B. Guia Terapêutico Veterinário- 3ª ed. Lagoa Santa: gráfica e editora, CEM, 2007.
