Otite externa em cães: uma abordagem nutricional

Otite externa em cães: uma abordagem nutricional

A otite externa em cães é uma enfermidade extremamente comum na clínica com uma etiopatogenia que envolve fatores primários, predisponentes e perpetuantes; saiba mais

Os cães acometidos por otite externa recorrente são considerados portadores de uma das doenças mais frustrantes na rotina clínica. Dentre as causas mais comuns de otite estão as enfermidades alérgicas, particularmente a alergia alimentar. Mais de 75% de todos os casos de otite externa está associada à alergia.

Otite externa & nutrição

A otite externa, por si só, causa fragilidade cutânea no conduto auditivo externo. A perda de integridade da barreira epidérmica proporciona, além da desidratação da pele, também a penetração e consequente propagação de agentes contaminantes. Com isso, a prescrição de um alimento coadjuvante composto por nutrientes que fortaleçam a barreira cutânea deve fazer parte da terapêutica nos casos de otite externa.

Alimentos com proteína de altíssima assimilação, ou digestibilidade, também contribuem com o tratamento da otite externa, uma vez que auxiliam no fortalecimento da barreira epidérmica. Lembre-se que, em torno de 30% da necessidade proteica diária é destinada à renovação cutânea e crescimento do pelo.

Em certos casos, a otite externa recorrente pode ser o único sinal clínico de uma doença alérgica. Quando os problemas de alergia de contato são descartados com base no histórico e no exame clínico, reações cutâneas adversas ao alimento e dermatite atópica canina precisam ser investigadas.

A otite externa, associada a prurido e alergia alimentar, responde rapidamente quando os pacientes são alimentados com dietas compostas por proteína de altíssima digestibilidade e por ácidos graxos essenciais.

Um equilíbrio ideal da proporção de ácidos graxos ômega 3 e 6 no alimento é considerado um requisito fundamental para o tecido melhorar a homeostase e modular os processos inflamatórios. Mais em detalhes, os ácidos graxos poli-insaturados n-3, geralmente encontrados em óleo de peixe, como o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA), são conhecidos por diminuir a produção de mediadores pró-inflamatórios e inibir a atividade das células natural killer. Além disso, o ácido graxo poli-insaturado n-6, o ácido gama-linolênico (GLA) e o EPA são dotados de atividade anti-inflamatória específica. Portanto, ambos contribuem para a saúde da pele e integridade da barreira epidérmica.

O alimento completo e balanceado com proteína de altíssima assimilação deve ser fornecido por um período mínimo de quatro semanas e pode, de acordo com as recomendações do Médico-Veterinário, ser prescrito para o resto da vida do animal.

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Referências bibliográficas

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