Inflamação da Glândula Adanal em cães: entenda causas, sinais clínicos e tratamento
Links rápidos:
- O que é a glândula adanal e qual a sua função?
- Por que a glândula adanal dos cães pode inflamar?
- Principais sinais clínicos de saculite em cães
- Como tratar a inflamação da glândula adanal nos cães?
- Prognóstico e possíveis complicações associadas à saculite canina
- Como prevenir a saculite em cães
- Tire mais dúvidas sobre o assunto
- A Royal Canin® alia ciência e tradição há mais de cinco décadas, promovendo saúde aos animais!
A inflamação da glândula adanal é uma condição comumente diagnosticada em cães, que gera desconforto e pode acarretar complicações. Saiba como tratar!
Entre as diversas condições que podem afetar o bem-estar dos nossos pacientes, a inflamação da glândula adanal, também conhecida como saculite anal, destaca-se como um problema frequentemente presente na rotina médica-veterinária. Comumente diagnosticada em cães, essa enfermidade pode levar a complicações caso não seja tratada adequadamente.
Neste contexto, é essencial compreender os principais aspectos da glândula adanal, sua função e as razões por trás de seu acometimento, como por que essa glândula inflama, a fim de detectar precocemente o problema e promover um tratamento eficaz.
O que é a glândula adanal e qual a sua função?
A glândula adanal, também conhecida como saco anal, consiste em uma invaginação da pele conectada por um pequeno ducto à região na qual ocorre a junção da mucosa anal com a pele.
Sua função principal é facilitar o reconhecimento social entre os animais por meio de odores específicos liberados na secreção glandular, que é o material secretado pelas glândulas apócrinas e sebáceas que fazem parte do revestimento epitelial da glândula adanal (TOMA & SCARFF, 2015).
Essa secreção possui as seguintes características: odor forte e desagradável, consistência que pode variar de líquida à viscosa e coloração amarelo-palha. A cor e a consistência da secreção da glândula adanal podem sofrer alterações, indicando, inclusive, a presença de uma inflamação (CURTI et al., 2012).
Entendendo a anatomia das glândulas adanais
As glândulas adanais, ou sacos anais, são estruturas bilaterais, localizadas simetricamente entre os músculos esfíncter anal interno e externo, com o formato aproximado de uma bolsa elipsoide medindo entre 4 e 15 mm de diâmetro em cães e gatos (TOMA & SCARFF, 2015).
Cada saco anal é revestido por um epitélio escamoso estratificado queratinizado e apresenta uma parede composta por tecido conjuntivo denso, no qual se inserem glândulas apócrinas tubuloalveolares e glândulas sebáceas acessórias. A secreção produzida por essas glândulas drena para o interior do saco, sendo eliminada por um ducto excretor que se abre na margem anal, aproximadamente na posição das horas 4 e 8 em um relógio analógico (CURTI et al., 2012).

Por que a glândula adanal dos cães pode inflamar?
A inflamação da glândula adanal está relacionada com a dificuldade em liberar passivamente a secreção glandular, o que deveria ocorrer durante a defecação. Isso leva à impactação dessa substância no saco anal, desencadeando uma inflamação.
Essa retenção pode ser decorrente de:
- mudança na quantidade e/ou na consistência do exsudato produzido pelas glândulas apócrinas e sebáceas presentes em seu epitélio;
- obstrução/estenose dos ductos excretores;
- disfunção do nervo pudendo com consequente distúrbio do esfíncter externo.
Além disso, pode ocorrer infecção bacteriana secundária devido à posição anatômica da glândula e a comunicação com a região do ânus. O hábito de lambedura dos animais também favorece o quadro.
Vale ressaltar que a inflamação da glândula adanal ainda pode ser decorrente de um processo neoplásico, mas isso geralmente é incomum em cães e gatos. Ainda assim, é importante se atentar para a idade do paciente (já que esses tumores são mais vistos em animais mais velhos), assim como realizar anamnese detalhada, buscando evidenciar a evolução dos sinais clínicos.
Quando a inflamação da glândula adanal é crônica?
Alguns pacientes apresentam frequentes recidivas, caracterizando uma inflamação crônica da glândula adanal. O quadro pode estar associado a (BEYNEN, 2019):
manejo inadequado (constante esvaziamento forçado da secreção glandular – fato muitas vezes visto durante o banho em alguns pet shops e que predispõe à inflamação);
- má nutrição (constipação intestinal pode dificultar o esvaziamento natural da glândula);
- infecções tratadas ineficazmente;
- alterações endócrinas;
- processos alérgicos;
- distúrbios comportamentais;
- causas idiopáticas.
Existe alguma predisposição racial para a inflamação da glândula adanal?
Raças como Cocker Spaniel, Beagle, Labrador Retriever, Poodle, Cavalier King Charles Spaniel, Chihuahua, Pinscher, Lhasa Apso, Shih Tzu, Jack Russell, Pastor Alemão, entre outras apresentam maior predisposição à saculite anal em virtude de fatores anatômicos e dermatológicos (CURTI et al., 2012; TOMA & SCARFF, 2015).
A conformação anatômica dos sacos anais, incluindo ductos excretores estreitos, maior profundidade ou posicionamento anômalo, pode dificultar a drenagem fisiológica da secreção glandular, favorecendo sua retenção e colonização bacteriana secundária (TOMA & SCARFF, 2015).
Além disso, o excesso de pelos e umidade na região perianal, que pode ser ocasionada por lambedura excessiva – muitas vezes associada à dermatite atópica, DAPE (dermatite alérgica a picadas de ectoparasitas), ou reações adversas alimentares – pode aumentar o risco de obstrução dos orifícios ductais, irritação local, microtraumas e inflamação secundária dos sacos anais (CURTI et al., 2012).
Os gatos também podem apresentar inflamação da glândula adanal?
A inflamação da glândula adanal também pode acometer gatos, porém é muito menos frequente do que nos cães, já que os animais dessa espécie dificilmente retêm o conteúdo produzido pelos sacos anais.
Um estudo realizado por Corbee e colaboradores (2022) detectou uma incidência de doença do saco anal de 15,7% em cães e 0,4% em gatos. Esse fato pode ser explicado pela diferença na composição do conteúdo do saco anal (cães apresentam maior quantidade de glândulas apócrinas do que sebáceas) e na localização da abertura do ducto anal (mais lateral em gatos).
Os sinais clínicos da saculite em gatos podem não ser tão evidentes quanto nos cães, o que faz com que o felino já apresente fistulação quando chega ao atendimento veterinário. Por isso, é importante estar atento aos comportamentos atípicos que podem indicar irritação na região anal.
Afinal, saculite e inflamação da glândula adanal são a mesma coisa?
A inflamação da glândula adanal em cães também pode ser denominada saculite anal, uma vez que essas glândulas são igualmente denominadas de sacos anais — pequenas estruturas situadas nas laterais do ânus, conforme demonstrado anteriormente.
O termo “saculite” deriva da junção de “saco” com o sufixo “-ite”, que indica processo inflamatório, refletindo, portanto, a inflamação da estrutura.
Principais sinais clínicos de saculite em cães
A inflamação da glândula adanal em cães, ou apenas saculite, pode resultar em alguns sinais clínicos como tenesmo, constipação, desconforto perineal (dor/prurido) e inchaço na região do ânus (CURTI et al., 2012).
Muitas vezes, o tutor relata que o animal está apresentando o comportamento de arrastar o bumbum no chão e/ou lamber excessivamente a região. Em alguns casos, devido ao processo doloroso, o paciente pode apresentar hiporexia/anorexia e prostração.
Diante dessas queixas, o médico-veterinário realizará exame físico detalhado, evidenciando qualquer alteração na região anal, que pode incluir (TOMA & SCARFF, 2015):
- pirexia;
- sensibilidade à palpação;
- edema/eritema ao redor da região do saco anal;
- aumento de volume na região do saco anal;
- lesões.
Além disso, o profissional deve esvaziar a glândula adanal – sutilmente, se possível -, fazendo pressão manual da região da glândula e, assim, removendo conteúdo do saco anal. O intuito aqui é verificar alterações de cor e consistência da secreção glandular.
Quando há inflamação da glândula adanal, pode-se evidenciar mudanças no aspecto do exsudato glandular, que passa a ser espesso, pastoso, de coloração acastanhada ou castanho-acinzentada. Em alguns casos, tornar-se hemorrágico ou purulento (LUNDBERG et al., 2022).
Diagnóstico diferencial de inflamação da glândula adanal
No diagnóstico diferencial da inflamação da glândula adanal é importante que o médico-veterinário considere uma lista de afecções que podem estar relacionadas aos mesmos sinais clínicos ou que podem causar lesão com aspecto semelhante à saculite em cães. Dentre elas, podemos citar (TOMA & SCARFF, 2015; RAGNI, 2012):
- reação adversa alimentar;
- dermatite atópica;
- DAPE;
- verminoses;
- intertrigo;
- dermatite por Malassezia;
- piodermite;
- neoplasia,
- hérnia perineal.
Como diferenciar inflamação, abscesso e neoplasia da glândula adanal?
A ultrassonografia perianal é um exame fundamental para a distinção entre inflamação da glândula adanal, abscesso e neoplasia, uma vez que possibilita caracterizar o conteúdo, a espessura da parede sacal e a presença de massa.
Na saculite, ou inflamação da glândula adanal, os sacos anais geralmente estão aumentados, com conteúdo anecóico a discretamente ecogênico e paredes levemente espessadas. Quando se trata de um abscesso, observa-se coleção heterogênea, possivelmente com septações e reações perilesionais. Já a detecção de massas sólidas, vascularização anômala e contornos irregulares orientam para neoplasia (NÝVLTOVÁ-PÍRKOVÁ et al., 2024; CORBEE et al., 2022).
A citologia aspirativa também pode ajudar na distinção das afecções, evidenciando inflamação neutrofílica, bactérias comensais ou oportunistas e raramente células atípicas na saculite anal; neutrofilia com grande carga bacteriana e debris celulares em quadros de abscesso; e células grandes pleomórficas, nucléolos proeminentes, grande número de mitoses, sugerindo neoplasia (JAMES et al., 2010; LUNDBERG et al., 2022; BERGERON et al., 2024).
Como tratar a inflamação da glândula adanal nos cães?
O tratamento para inflamação da glândula adanal pode variar de acordo com a gravidade e cronicidade do caso.
Geralmente, a abordagem terapêutica envolve o método conservativo, que consiste no esvaziamento manual do saco anal (falaremos os detalhes desse procedimento logo abaixo). Após o esvaziamento, pode ser feita a prescrição de compressas/duchas mornas em conjunto com o uso de pomadas/cremes que contenham agentes anti-inflamatórios, antibióticos e antifúngicos (LUNDBERG et al., 2022).
Outros casos podem requerer a administração de medicamentos sistêmicos, como analgésicos e anti-inflamatórios.
Um estudo realizado por Lundberg et.al. (2022) concluiu que um total de 3 procedimentos, realizados a cada 17 dias, de lavagem do saco anal seguida de infusão, por meio de cateter, com pomada comercial contendo corticosteroide, antibiótico e antifúngico, é eficaz para solucionar a saculite em cães.
Quando a terapia medicamentosa não é eficaz, em casos de neoplasias ou em casos que apresentem recidivas frequentes, é indicada a excisão cirúrgica dos sacos anais (saculectomia), que pode ser realizada através das técnicas de remoção aberta ou fechada (JIMENO SANDOVAL et al., 2021).
A antibioticoterapia sistêmica pode ser necessária em casos de saculite anal na qual se observa a produção de exsudato purulento e a abscedação da glândula adanal (BERGERON et al., 2024). Porém, lembre-se que antibióticos sistêmicos devem ser usados criteriosamente, de preferência após o exame de cultura e antibiograma, a fim de evitar problemas de resistência bacteriana.
Quando o esvaziamento da glândula adanal é indicado e como fazer o procedimento?
O esvaziamento das glândulas adanais é indicado em casos de inflamação da glândula adanal leve a moderada, impactação glandular e secreção retida (TOMA & SCARFF, 2015).
O procedimento deve ser realizado por um médico-veterinário que, com o paciente em estação ou em decúbito lateral, irá palpar o saco anal com o polegar e o indicador lateralmente ao ânus, aplicando pressão suave em direção à abertura do ducto excretor, o que irá liberar o conteúdo glandular (CURTI et al., 2012).
Prognóstico e possíveis complicações associadas à saculite canina
O prognóstico da saculite em cães é geralmente favorável, especialmente quando o diagnóstico é precoce e o manejo clínico é iniciado de forma adequada.
Por outro lado, a inflamação da glândula adanal não tratada precocemente pode levar a complicações, incluindo abscessos e fístulas. Além disso, as secreções e as lesões cutâneas podem atrair moscas e, consequentemente, ocasionar o depósito de larvas que irão desenvolver uma miíase (JIMENO SANDOVAL et al., 2021).
Por isso, é importante que a palpação retal seja instituída na rotina, durante o exame físico completo do médico-veterinário. Também é fundamental que o paciente seja submetido à avaliação veterinária assim que forem detectados sinais de incômodo na região anal, possibilitando o início do tratamento mais adequado de maneira rápida, evitando o agravamento do quadro.
Como prevenir a saculite em cães
Um dos pilares da prevenção da inflamação da glândula adanal em cães é a nutrição adequada e balanceada, ajustada individualmente para cada paciente segundo espécie, idade, nível de atividade física e condições clínicas preexistentes. Dietas que promovem boa consistência fecal e transitividade intestinal adequada reduzem a constipação crônica, um fator predisponente importante para a retenção de secreção nos sacos anais e subsequente inflamação (BEYNEN, 2019; CURTI et al., 2012).
Além da dieta, o controle de fatores predisponentes dermatológicos e sistêmicos é essencial. Animais com dermatite atópica ou reações adversas alimentares, por exemplo, apresentam maior risco de saculite recorrente devido ao prurido crônico e à lambedura excessiva da região perineal (TOMA & SCARFF, 2015).
Por fim, o monitoramento clínico regular, com palpação dos sacos adanais em consultas de rotina, permite a detecção precoce de secreção retida ou alteração do aspecto glandular, possibilitando intervenção antes que quadros agudos ou recorrentes se estabeleçam (LUNDBERG et al., 2022).
Tire mais dúvidas sobre o assunto
A seguir, reunimos as principais dúvidas sobre a inflamação da glândula adanal, ou saculite, em cães. Confira!
Qual antibiótico usar para saculite em cães?
A antibioticoterapia nem sempre é necessária e seu uso depende da gravidade da afecção. Casos leves podem ser tratados com terapia tópica, enquanto quadros complicados requerem antibióticos sistêmicos guiados por cultura e antibiograma.
Pode espremer a glândula adanal dos cães?
Não. Espremer a glândula adanal sem necessidade pode predispor a inflamações e infecções.
O que causa a inflamação das glândulas adanais em cães?
Geralmente é decorrente da retenção de secreção glandular, predisposição a infecção bacteriana secundária, constipação crônica, dermatites alérgicas ou disfunção do ducto excretor da glândula adanal.
Quais raças de cães têm maior predisposição à saculite?
Cocker Spaniel, Beagle, Cavalier King Charles Spaniel, Chihuahua, Poodle, Pinscher, Lhasa Apso, Shih Tzu, Jack Russell, Labrador Retriever e Pastor Alemão estão entre as raças predispostas a essa inflamação.
Como tratar saculite em gatos?
O tratamento para a inflamação na glândula adanal, ou saculite, pode contemplar o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos tópicos e/ou sistêmicos, além de outras estratégias de acordo com a avaliação clínica.
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Referências:
BERGERON, C.C. et al. Bacterial microbiota and proinflammatory cytokines in the anal sacs of treated and untreated atopic dogs: Comparison with a healthy control group. PLOS One, 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38814946/. Acesso em: 10 out. 2025.
BEYNEN, A.C. Diet and anal-sac impactation in dogs. Dier‐en‐Arts, n.12, p.312-313, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/337811246_Diet_and_anal-sac_impaction_in_dogs. Acesso em: 10 out. 2025.
CORBEE, R.J. et al. A Cross-Sectional Study on Canine and Feline Anal Sac Disease. Animals, v.12, n.1, 2022. Disponível em: https://www.mdpi.com/2076-2615/12/1/95. Acesso em: 10 out. 2025.
CURTI, F. et.al. Considerações clínicas e cirúrgicas das principais afecções dos sacos anais em cães: Revisão de literatura. V&Z em Minas, ano XXI, n.113, p.30-34, 2012.
JAMES, D.J.; GRIFFIN, C.E.; POLISSAR, N.L.; NERADILEK, M.B. Comparison of anal sac cytological findings and behaviour in clinically normal dogs and those affected with anal sac disease. Veterinary Dermatology, v.22, i.1, p.80-87, 2010. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.1365-3164.2010.00916.x. Acesso em: 10 out. 2025.
JIMENO SANDOVAL, J.C.; CHARLESWORTH, T., ANDERSON, D. Outcomes and complications of anal sacculectomy for non-neoplastic anal sac disease in cats: 8 cases (2006–2019). Journal of Small Animal Practice, v.63, n.1, 2021. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jsap.13414. Acesso em: 10 out. 2025.
LUNDBERG, A.; KOCH, S.N.; TORRES, S.M.F. Local treatment for canine anal sacculitis: A retrospective study of 33 dogs. Veterinary Dermatology, v.33, i.5, p.426-434, 2022. Disponível em : https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9545083/. Acesso em: 10 out. 2025.
NÝVLTOVÁ-PÍRKOVÁ, I.; PROKS, P.; MOSEROVÁ, H. Ultrasound Morphology of Presumed Normal Anal Sacs in Dogs and Cats. Animals, v.14, n.11, 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/2076-2615/14/11/1684. Acesso em: 10 out. 2025.
RAGNI, R.A. Anal sac disease and its surgical treatment. Companion Animal, v.17, 2012. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.2044-3862.2012.00201.x . Acesso em: 10 out. 2025.
TOMA, S.; SCARFF, D.H. An approach to anal sac disease. In: JACKSON, H; MARSELLA, R. BSAVA Manual of Canine and Feline Dermatology. 3 ed., p. 126-129, 2015.
