Barulho de fogos de artifício: dicas para proteger os pets no Ano Novo e em comemorações
Links rápidos:
- Por que o barulho de fogos de artifício prejudica os cães e os gatos?
- Como orientar os responsáveis pelos pets em casos de emergências?
- Barulho de fogos de artifício: 10 dicas para proteger os pets no réveillon 2026
- O que fazer se o pet fugir durante a queima de fogos?
- Afinal, o que diz o projeto de lei sobre a soltura de fogos de artifício no Brasil?
- A nutrição como aliada em situações de estresse
- Perguntas frequentes sobre barulho de fogos para cães e gatos
- A Royal Canin promove saúde e bem-estar aos pets há mais de cinco décadas
O barulho de fogos de artifício pode ser muito prejudicial para a saúde dos animais, gerando desconforto, estresse prolongado e quadros de ansiedade. Veja como orientar os responsáveis pelo pet sobre esse tema!
Os medos e as fobias que os cães e gatos podem sentir quando ouvem ruídos muito altos e repentinos, como os de trovões, barulho de fogos de artifício, tiros e bombas geram estresse recorrente e situações de ansiedade.
Segundo Landsberg et al. (2015), cerca de 17 a 49% dos cães podem ter aversão ao ruído. A perturbação causada pelo barulho excessivo pode trazer diversos prejuízos para a saúde dos animais.
Entretanto, existem formas eficazes para protegê-los, visando minimizar o desconforto auditivo, prevenir o surgimento de doenças (que podem eventualmente surgir em virtude de alterações hormonais e imunológicas provocadas pelo estresse prolongado) e promover o bem-estar.
Por que o barulho de fogos de artifício prejudica os cães e os gatos?
O barulho de fogos de artifício pode gerar um impacto negativo na saúde dos cães e gatos uma vez que o som alto e repentino é interpretado como um estímulo potencialmente ameaçador, desencadeando respostas de estresse agudo relacionadas à combinação de fatores sensoriais, emocionais e comportamentais que, em muitos casos, levam ao desenvolvimento de fobia sonora (STRAIN, 2011).
A fobia a barulhos intensos caracteriza-se por uma reação exacerbada do sistema nervoso, frequentemente associada à ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Essa ativação promove a liberação de cortisol e adrenalina, resultando em taquicardia, hiperventilação, tremores, salivação excessiva e, eventualmente, comportamento de fuga (SOUZA & CAROLINE, 2019).
Em situações mais graves, podem ocorrer estados de choque ou até óbitos, seja por eventos diretos (como acidentes e atropelamentos) ou por exacerbação de condições pré-existentes (CRMV-SP 2020).
Adicionalmente, o estado de alerta contínuo gerado pelo barulho de fogos de artifício pode levar a alterações comportamentais como automutilação, vocalização intensa e recusa alimentar (SOUZA & CAROLINE, 2019).
Sendo assim, os períodos de queima de fogos coincidem com um aumento expressivo na procura por atendimentos emergenciais veterinários. Muitos casos envolvem animais que, na tentativa de buscar refúgio, ficam presos em locais perigosos ou se machucam ao tentar escapar do ambiente que percebem como ameaçador.
Como é a capacidade auditiva dos animais?
A audição é um dos sentidos mais desenvolvidos em cães e gatos, desempenhando papel fundamental na comunicação, detecção de predadores e localização de presas.
A sensibilidade auditiva superior desses animais resulta de adaptações anatômicas e fisiológicas no sistema auditivo, que permitem a percepção de frequências sonoras muito além do alcance humano.
Cães podem captar sons até 40 mil hertz, enquanto os gatos possuem um alcance auditivo ainda maior, até 65 mil hertz. Para comparação, a audição humana é limitada a uma faixa de até 20 mil hertz (HOROWITZ, 2010).
A maior sensibilidade do sistema auditivo permite que cães e gatos percebam sons de alta frequência que passam despercebidos para os humanos, facilitando as funções de guarda e caça – fatores essenciais para a defesa e a sobrevivência de determinadas espécies que possam ser presas fáceis quando em vida livre.
Essa característica também pode fazer com que os pets se sintam mais incomodados com sons mais altos, como barulho de fogos de artifício, do que os humanos.
Como orientar os responsáveis pelos pets em casos de emergências?
Durante eventos com barulho de fogos de artifício e sons agudos e repentinos, muitos animais podem entrar em estado de pânico, apresentando comportamentos de fuga que os colocam em situações de risco. Entre os acidentes mais frequentes estão cortes profundos ao atravessar portões ou grades, fraturas devido a quedas ou atropelamentos (CRMV-RR, 2021).
O estresse agudo induzido pelo susto também pode levar a alterações fisiológicas significativas. A ativação do sistema nervoso promove a liberação de adrenalina, que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, sobrecarregando o sistema cardiovascular (SOUZA & CAROLINE, 2019).
Essas respostas podem desencadear alterações cardíacas, síncopes e até mesmo parada cardiorrespiratória, em casos extremos – principalmente em animais com predisposição a condições cardíacas (CRMV-SP, 2020).
Em casos de emergências, é importante orientar os responsáveis pelo pet sobre a abordagem rápida e eficaz, uma vez que o tempo é um fator crítico para minimizar lesões, promover melhores prognósticos e preservar a vida.
Dessa forma, o médico-veterinário deve fornecer orientações claras e acessíveis, destacando os seguintes pontos (CRMV-SP, 2020; CRMV-RR, 2021; CÃES E GATOS, 2024):
- manter a calma e priorizar a segurança: em casos de acidentes, o responsável deve evitar manuseios bruscos, que podem agravar lesões ou causar mais estresse ao animal;
- verificar sinais vitais básicos: observar a respiração, pulso cardíaco e coloração das mucosas para avaliar a gravidade do caso;
- evitar intervenções inadequadas: orientar os responsáveis a não removerem objetos perfurantes, como lanças de portões ou farpas, para evitar hemorragias severas;
- realizar transporte seguro: o animal deve ser levado ao atendimento veterinário em posição estável, evitando manipulações que possam agravar fraturas ou outras lesões internas.
Barulho de fogos de artifício: 10 dicas para proteger os pets no réveillon 2026
Não soltar fogos de artifício é a forma mais eficaz de prevenir os problemas causados pelo barulho, em tempos de festividades. Porém, como na maioria das vezes não há como ter controle sobre isso, outras estratégias eficientes podem ser recomendadas aos responsáveis pelo pet.
Algumas técnicas de relaxamento, oferta de brincadeiras como reforço positivo durante a exposição do animal ao barulho de fogos de artifício e até mesmo o uso de medicamentos, sempre sob orientação, são algumas das possibilidades que podem ser recomendadas pelo médico-veterinário após avaliação de cada caso (TOSO, 2016; SOUZA & CAROLINE, 2019).
A administração de agentes psicoativos alopáticos e homeopáticos, além de nutracêuticos, feromônios sintéticos, florais de Bach e aromaterapia são estratégias terapêuticas que podem auxiliar, por exemplo. (SOUZA & CAROLINE, 2019).
No entanto, devem ser indicadas ao paciente de forma individualizada, de acordo com a real necessidade de tratamento, feita pelo médico-veterinário, que irá definir o protocolo adequado para cada caso.
O profissional também deve alertar os responsáveis quanto ao perigo em fornecer medicamentos (incluindo os calmantes) aos animais sem a devida recomendação, já que isso pode causar quadros de intoxicação e, em alguns casos, até a morte.
Confira, abaixo, 10 dicas para proteger gatos e cães das possíveis complicações geradas por barulho de fogos de artifício.
1. Criar um ambiente aconchegante para o pet
O responsável deve preparar um local seguro para abrigar o pet, preferencialmente dentro de casa, por já ser um local ao qual o animal já está familiarizado.
Portas, janelas e cortinas devem estar fechadas para reduzir a entrada dos sons e ruídos externos. É imprescindível que elas sejam mantidas fechadas durante os eventos que produzam sons altos e repentinos, como barulho de fogos de artifício, pois o animal assustado pode fugir desnorteado, ir para a rua ou até mesmo se ferir em grades, lanças ou outros objetos.
2. Manter o comportamento calmo e positivo, passando confiança ao pet
O responsável pelo pet deve se manter junto ao animal, proporcionando tranquilidade e segurança, visando acalmá-lo.
Já há estresse e ansiedade em virtude do barulho de fogos de artifício, portanto, se a pessoa que estiver na companhia do animal demonstrar agitação, vai acabar fazendo com que o pet fique ainda mais agitado.
3. Aumentar, gradativamente, volumes de sons internos
Ligar a televisão ou tocar música e aumentar, gradativamente, o volume durante a produção de barulho de fogos de artifício, pode ajudar o pet a não sentir tanto desconforto auditivo.
4. Usar a técnica “Tellington Touch”
A técnica “Tellington Touch”, também é conhecida como “TTouch” e “toque do pano”, consiste em um método usado por responsáveis pelos pets e médicos-veterinários para amenizar fobias, traumas e o sofrimento proveniente de alterações neurológicas, ósseas e até gastrointestinais. Ela também ajuda a estimular a liberação de hormônios que contribuem para a redução do estresse do animal.
A técnica envolve massagens com a ponta dos dedos e palmas das mãos. O corpo do animal, geralmente, é envolvido de forma confortável em um pano (com o uso de bandagens ou faixas de tecido), gerando certa pressão e resultando na ativação do sistema nervoso autônomo do animal (TOSO, 2016).
Essa ação pode promover maior sensação de segurança e tranquilidade para os pets durante tempestades, barulho de fogos de artifício e demais eventos que promovam altos ruídos.
5. Não deixar o cão preso
O animal não deve estar preso a guias, pois pode se assustar com o barulho de fogos de artifício, ferindo-se gravemente ou até mesmo se enforcando.
Coleiras do tipo peitoral são mais seguras, mas, ainda assim, não é recomendado que o animal fique preso nesses períodos.
6. Não alimentar o animal perto do horário dos fogos
Não é indicado alimentar o animal minutos antes ou durante o barulho de fogos de artifício, pois o estresse e a agitação podem resultar em situações de engasgos.
7. Manter o pet identificado
A devida identificação pode auxiliar na localização do pet perdido em casos de fugas causadas pelo barulho de fogos de artifício. Assim, pode-se indicar o uso de:
- placas na coleira/peitoral do animal que contenham nome e telefone dos responsáveis;
- microchip (dispositivo colocado sob a pele do animal com todos os dados que identificam o responsável e o endereço).
Vale ressaltar que é altamente recomendado o uso das plaquinhas, já que qualquer pessoa consegue facilmente identificar os dados do responsável pelo animal (CRMV-RR, 2021).
8. Não deixar o pet sozinho durante a queima de fogos
Durante o barulho de fogos de artifício, recomenda-se que os responsáveis pelos pets permaneçam em ambiente seguro e apropriado, junto aos seus animais, para monitoramento e diminuição do estresse.
É importante, também, manter o animal em local que não dê acesso a varandas e piscinas, evitando acidentes graves (CRMV-SP, 2020).
9. Não deixar o gato com acesso à rua ou em áreas abertas
Uma medida essencial para proteger os gatos dos riscos associados ao barulho de fogos de artifício é garantir que eles não tenham acesso à rua ou a áreas abertas, mantendo-os seguros dentro de casa.
Inclusive, essa prática deve ser adotada de forma permanente, e não apenas durante eventos de queima de fogos, pois além de prevenir acidentes como atropelamentos e brigas com outros animais, também reduz significativamente o risco de exposição a doenças infecciosas graves, como a imunodeficiência felina (FIV), a leucemia felina (FeLV) e a peritonite infecciosa felina (PIF).
10. Saber a localização da clínica veterinária 24h ou hospital mais próximos
Em casos de emergência, é de extrema importância que o responsável esteja atento e leve o animal o quanto antes para a clínica ou hospital veterinário 24h mais próximo. O cuidado precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico e desfecho do caso.
Por isso, é altamente recomendado que se tenha registrado em local de fácil acesso o número do telefone e o endereço do local para atendimento veterinário emergencial. Isso porque que animais machucados ou em choque por consequência do barulho de fogos de artifício podem precisar de socorro imediato.
O que fazer se o pet fugir durante a queima de fogos?
O médico-veterinário pode ainda conversar com o responsável sobre o que deve ser feito em caso de fuga do animal, especialmente em casos de fobia ao barulho de fogos de artifício. É fundamental que o responsável já esteja orientado e saiba adotar uma abordagem de busca estruturada para aumentar as chances de reencontro.
Portanto, o responsável deve ser orientação a seguir os passos abaixo:
- inicialmente, deve-se fazer uma busca imediata pelas proximidades do ambiente em que o pet estava, já que muitos animais assustados se escondem em locais próximos e de difícil acesso;
- o responsável deve divulgar o desaparecimento com fotos e informações precisas em redes sociais e grupos comunitários, além de comunicar vizinhos e porteiros, é mais uma estratégia frequentemente recomendada em campanhas educativas de proteção animal;
- outra medida importante é acionar clínicas veterinárias, hospitais, abrigos e órgãos municipais, pois o número de animais resgatados durante festividades com barulho de fogos de artifício costuma aumentar significativamente.
Após o reencontro, orienta-se que o animal seja submetido a uma avaliação veterinária, mesmo quando não houver lesões evidentes, para que seja possível que o médico-veterinário identifique qualquer alteração fisiológica e possa intervir o quanto antes.
Afinal, o que diz o projeto de lei sobre a soltura de fogos de artifício no Brasil?
Está tramitando no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL 5/2022), que visa restringir, em todo o território nacional, fabricação, comércio, transporte, manuseio e uso de fogos de artifício de estampido ou de qualquer outro artefato pirotécnico que produza estampidos.
Essa medida visa o bem-estar de animais, idosos, autistas e pessoas hospitalizadas, entre outros, permitindo, no Brasil, somente o uso de fogos de artifício sem barulho.
No entanto, diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Curitiba, Cuiabá, Belo Horizonte, Santos, Joinville, João Pessoa, entre outras, já possuem lei que proíbe fogos de artifício com barulho, uma vez que, segundo o Supremo Tribunal Federal, os municípios têm legitimidade para aprovar leis que proíbam a soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que produzam estampido (CÃES E GATOS, 2024; GIOTTI et al., 2025).
A nutrição como aliada em situações de estresse
As alterações hormonais e imunológicas causadas pelo estresse recorrente e pela ansiedade que estão associadas ao medo do barulho de fogos de artifício podem deixar o pet suscetível ao surgimento de diversas doenças, gerando prejuízos à saúde ou até mesmo reduzindo a expectativa de vida do animal.
Para melhorar o estado geral de saúde do pet é importante ajustar o manejo nutricional, fornecendo alimentos com ingredientes superiores e balanceados, visando o fortalecimento do sistema imunológico e a prevenção de afecções.
Também é indicado manter a rotina alimentar ao qual o pet já está acostumado durante viagens, eventos diversos e festas.
Perguntas frequentes sobre barulho de fogos para cães e gatos
Por que alguns cães e gatos têm tanto medo de fogos de artifício?
Porque o som dos fogos de artifício geralmente é alto, repentino e imprevisível, ativando respostas de estresse e medo, especialmente em animais sensíveis a ruídos ou com predisposição à fobia sonora.
Qual o potencial auditivo dos cães e dos gatos?
Cães podem captar sons até 40 mil hertz, enquanto os gatos possuem um alcance auditivo ainda maior, até 65 mil hertz. Potencial auditivo muito superior à audição humana.
Como saber se o animal está tendo uma crise de ansiedade ou pânico durante os fogos?
Os sinais incluem tremores, vocalização intensa, salivação, procura por esconderijos, comportamento de fuga, taquicardia, respiração acelerada e desorientação.
Quais calmantes naturais são indicados para cães com medo de barulho de fogos?
Podem ser utilizados nutracêuticos, feromônios sintéticos e técnicas de relaxamento como Tellington Touch, sempre seguindo a orientação do médico-veterinário.
É proibido soltar fogos de artifício?
Diversos municípios brasileiros já aprovaram leis que obrigam o uso de fogos de artifício sem barulho.
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Referências:
CÃES E GATOS. Por que os fogos de artifício afetam tanto os animais? 2024. Disponível em: https://caesegatos.com.br/por-que-os-fogos-de-artificio-afetam-tanto-os-animais/. Acesso em: 01 dez. 2025.
CRMV-RR. Fogos de artifício barulhentos causam danos aos pets. 2021. Disponível em: https://www.crmvrr.org.br/fogos-de-artificio-barulhentos-causam-danos-aos-pets/. Acesso em: 1 dez. 2025.
CRMV-SP. Fique atento ao seu pet durante a queima de fogos de artifício. 2020. Disponível em: https://crmvsp.gov.br/fique-atento-ao-seu-pet-durante-a-queima-de-fogos-de-artificio/. Acesso em: 1 dez. 2025.
GIOTTI, F.F.; COSTA, L.A.; JUNIOR, V.P.A. Fogos de artifício e animais em risco: ausência de regulação nacional satisfatória. Consultor Jurídico, 2025. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2025-jul-11/fogos-de-artificio-e-animais-em-risco-a-ausencia-de-uma-regulacao-satisfatoria-de-ambito-nacional/. Acesso em: 1 dez. 2025.
HOROWITZ, A. A cabeça do cachorro. Rio de Janeiro: BestSeller, 2010.
LANDSBERG, G.M. et al. Assessment of Noise Induced Fear and Anxiety in Dogs: Modification by a Novel Fish Hydrolyzate Supplemented Diet. Journal of Veterinary Behavior, v. 10, n. 5, 2015. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1558787815000829?via%3Dihub. Acesso em: 1 dez. 2025.
SENADO FEDERAL. Projeto de Lei n° 5, de 2022. Disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/151508. Acesso em: 1 dez. 2025.
SOUZA, F.; CAROLINE, C. Sensibilidade a sons de fogos de artifício em cães: investigação dos fatores de risco, abordagem veterinária e efeito da acupuntura. UFRRJ, 2019. Disponível em: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/10139. Acesso em: 1 dez. 2025.
STRAIN, G.M. Canine hearing and communication. In: HORWITZ, D.F.; MILLS, D.S. BSAVA Manual of Canine and Feline Behavioural Medicine, 2 ed., 2011.
TOSO, A.D. Is Tellington-touch a relaxation technique for dogs? Dog Behavior, v.2, n.3, 2016. Disponível em: https://dogbehavior.it/dogbehavior/article/view/35. Acesso em: 1 dez. 2025.
