População felina cresce no brasil e mercado pet segue essa tendência

População felina cresce no brasil e mercado pet segue essa tendência

Número de gatos domésticos deve chegar a quase 30 milhões de indivíduos até 2022. Veja como médicos-veterinários podem se adaptar a este cenário.

Nos últimos anos, os gatos vêm conquistando o coração dos brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente a população de gatos domésticos no país é de 23,9 milhões de indivíduos. A previsão é de que este total chegue a 30 milhões de indivíduos até 2022.

Embora o cão ainda seja maioria dentre os animais de estimação (são 54,2 milhões no total), a população felina cresce proporcionalmente mais do que a população canina. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), a quantidade de gatos cresceu 8,1% em 2019, enquanto a quantidade de cães cresceu apenas 3,8%.

Cada vez mais as pessoas se rendem à vontade de ter um animal de estimação em casa, dando preferência aos gatos. Alguns fatores motivam este cenário, como:

  • Estilo de vida moderno com rotina de trabalho agitada, na qual tutores passam a maior parte do dia fora de casa;
  • Verticalização das cidades e espaços residenciais cada vez mais compactos, compatível com pets de pequeno porte;
  • Características comportamentais e de personalidade dos felinos, que são menos dependentes dos seres humanos e podem passar a maior parte do dia sozinhos;
  • Personalidade dócil e afetuosa, o que faz dos gatos ótimos animais de estimação.

Estes fatores fazem com que gatos se adaptem melhor ao ritmo de vida de seus tutores, e por este motivo os felinos vem se popularizando tanto nos últimos anos.

O crescimento da população felina segue uma tendência mundial. Uma pesquisa realizada pela Euromonitor International revela que o mercado de cuidados com pets cresceu 66% na última década, e em âmbito global, o faturamento do setor foi de 124,6 bilhões de dólares. O mercado brasileiro também está bastante aquecido. Segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), em 2018 foram movimentados 34,4 bilhões de reais na indústria pet no país. Para 2020, a expectativa é de que este valor alcance os 40 bilhões de reais. Em 2019, uma pesquisa do Guiabolso apontou que os consumidores estavam gastando 7,4% a mais com pets do que no mesmo período em 2018.

Com isso, é importante que empresas se adaptem a essa nova demanda por meio da criação de produtos e serviços voltados aos felinos. Seguindo essa tendência, em Setembro de 2019 realizamos no Brasil a campanha Meu Gato no Vet, na qual o público teve a oportunidade de visitar “A Casa do Gato” em São Paulo/SP, um espaço físico focado em explorar o universo felino e a forma como estes animais interagem com o mundo. A campanha teve foco na importância dos cuidados com a saúde destes animais e apresentou diversas atrações, desde simulações de experiências sensoriais dos felinos, até salas de entretenimento com realidade virtual, que proporcionaram uma experiência inédita ao público visitante.

Como médicos-veterinários podem se adaptar a essa tendência? 

Como profissionais dedicados à saúde destes animais, médicos-veterinários podem adotar algumas medidas para acompanhar as tendências de crescimento do mercado focado em gatos, como por exemplo:

  • Atualizações constantes na prática da medicina felina. O conhecimento científico sobre a espécie felina é cada vez mais difundido no Brasil por meio de cursos, especializações, eventos e congressos voltados exclusivamente ao estudo da espécie. Gatos possuem particularidades e necessidades específicas, e por isso o médico-veterinário deve ficar atento e estar altamente capacitado a prestar atendimento personalizado a estes pacientes.
  • Orientar tutores acerca das particularidades nutricionais e do comportamento alimentar dos felinos, orientando na escolha do alimento mais adequado para o animal de acordo com sua idade, raça e sensibilidades.
  • Conscientizar o tutor acerca da importância de levar seu gato para check-ups periódicos, pois gatos demonstram menos sintomas quando estão doentes. Por este motivo, muitas enfermidades silenciosas podem se desenvolver e passar despercebidas pelos tutores. Um estudo demonstrou que 42% dos tutores de gatos adiam a visita ao consultório e utilizam a internet como fonte de informação sobre a saúde de seus pets, o que pode acarretar prejuízos à saúde do animal.
  • Aumentar a qualidade do atendimento na clínica veterinária por meio da certificação Cat Friendly Practice®, criada pela American Association of Feline Practitioners (AAFP), ou seja, promover ajustes estruturais na clínica para que a visita do paciente seja o mais tranquila e agradável possível. Dentre as modificações propostas, estão recepção e consultórios exclusivos para a espécie, com enriquecimento ambiental e distribuição de difusores de feromônio sintético felino, além de profissionais especializados no atendimento da espécie. A certificação ‘Cat Friendly’ assegura que a clínica tem um alto nível de comprometimento e excelência na prática da medicina felina.

Na ROYAL CANIN®, temos como missão oferecer um mundo melhor para os pets. Reconhecemos as necessidades particulares dos felinos domésticos e estamos sempre atentos para oferecer soluções inovadoras que proporcionem bem-estar, qualidade de vida e longevidade aos gatos de estimação.

Referências bibliográficas

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2020.

Paixão por felinos: como o mercado pet se adaptou para os gateiros. Exame, 2020. Disponível em: <https://exame.com/negocios/paixao-por-felinos-como-o-mercado-pet-se-adaptou-para-os-gateiros/> Acesso em 03 Ago 20.

De olho em boom de gateiros, Royal Canin lança sua maior campanha. Disponível em: <https://exame.com/marketing/de-olho-em-boom-de-gateiros-royal-canin-lanca-sua-maior-campanha/> Acesso em 03 Ago 20.