Como incluir o Escore de Condição Corporal na consulta para reconhecer a obesidade em gatos e cães

Como incluir o Escore de Condição Corporal na consulta para reconhecer a obesidade em gatos e cães

O escore de condição corporal (ECC) é uma ferramenta simples e extremamente útil no diagnóstico da obesidade em gatos e cães e pode ser facilmente encaixada na rotina clínica; saiba mais

A obesidade é, atualmente, considerada uma doença, pois afeta diretamente a qualidade e a expectativa de vida de gatos e cães. Estima-se que mais da metade da população desses animais no mundo esteja acima do peso. Portanto, torna-se fundamental o monitoramento do peso do pet desde a primeira visita ao consultório.

Para identificar se o animal está ou não com seu peso ideal, uma ferramenta prática é o Escore de Condição Corporal (ECC). Com auxílio dessa tabela, o Médico-Veterinário e tutor podem identificar de forma visual a condição do cão ou do gato.

A seguir, veja alguns passos práticos e valiosos para inserir o uso do ECC na rotina clínica e fazer uma pontuação correta e eficaz de cada animal.

Passo 1: Conheça a tabela de ECC de 1-9

Primeiramente, é importante que toda a equipe veterinária se familiarize com a tabela e suas informações. Abaixo, segue a tabela de ECC de 1-9 para cães e gatos com as respectivas características de cada escore para a correta pontuação.

Escore de Condição Corporal - cães

Escore de Condição Corporal - gatos

A escala é de leitura simples e muito visual, porém, também conta com informações relacionadas a estrutura corporal descritas juntamente com a pontuação. Assim, a subjetividade da escala é mitigada e a acuidade do escore, aumentada.

Lembre-se que essa ferramenta é complementar ao exame clínico geral e a outras estratégias para a detecção de alteração de peso.

Passo 2: Utilize a escala já na recepção

Assim que o pet chega à clínica, a equipe veterinária inicia o registro dos dados do paciente e do tutor no sistema. Nessa fase de identificação há, geralmente, a pesagem do animal e inclusão deste dado no prontuário do paciente. É nessa hora também que a equipe veterinária deve fazer a avaliação do ECC.

Essa análise ainda não deve ser compartilhada com o tutor. Simplesmente, deve-se registrar o peso e, ao lado, o ECC. É apenas uma questão de hábito, uma vez que a adequação dessa prática na rotina é simples e fácil, porém extremamente valiosa!

Passo 3: Deixe que o tutor confirme o ECC

No consultório, no início da anamnese, o médico-veterinário deve apresentar ao tutor a tabela de ECC, cobrindo as informações descritivas com um pedaço de papel, e pedir a ele para que, APENAS VISUALMENTE, aponte com qual imagem o animal dele mais se parece. Seria assim:

ECC

Após o tutor pontuar seu animal, o médico-veterinário deve mostrar a escala completa, com todas as informações descritivas para que o tutor veja claramente que ele próprio classificou o seu pet como “acima do peso ideal” (ECC 6/9), por exemplo. O médico-veterinário deve comparar o escore pontuado pela sua equipe e pelo tutor, além de fazer sua própria pontuação, chegando, então, ao ECC definitivo.

Essa estratégia facilita a abordagem da obesidade, uma vez que minimiza a relutância do tutor em admitir que seu animal está fora do peso ideal, afinal, foi ele mesmo quem classificou o pet de acordo com a tabela. Fica mais fácil de o tutor compreender que seu animal está obeso, por exemplo, e precisa de cuidados específicos.

Seguindo esses 3 passos simples e que facilmente podem ser inseridos na intensa rotina do médico-veterinário, o diagnóstico da obesidade com o uso da tabela de ECC torna-se factível.

Uma vez detectado que o pet está no escore 6 ou acima dele, inicia-se a fase de planejamento do tratamento. Nessa etapa, a nutrição apresenta um papel fundamental! ROYAL CANIN® produz alimentos coadjuvantes ao tratamento de cães e gatos com ECC ≥ 6/9 ou para a manutenção do peso, nas versões secas e úmidas. Aqui você encontra mais informações sobre os produtos Royal Canin®.