Por que e como tratar o gato obeso?

Por que e como tratar o gato obeso?

Diversos fatores justificam o tratamento da obesidade em gatos e algumas estratégias são fundamentais para atingir o peso saudável; saiba mais

A obesidade é considerada o distúrbio nutricional mais comum em animais de companhia em países industrializados. Estudos realizados em diversos países referem que cerca de 59% dos cães e 52% dos gatos se encontram acima do peso. Assim como em seres humanos, sabe-se que problemas de saúde associados ao excesso de peso aumentam quando animal está 20% acima do peso ideal.

Obesidade em gatos: fatores de risco

São considerados fatores de risco para o ganho de peso em felinos:

  • Raça: Manx, Maine Coon e Russian Blue estão as raças com predisposição à obesidade
  • Idade: entre 2 e 10 anos
  • Status reprodutivo: gatos castrados têm 3,4 vezes maior risco de serem obesos que os não castrados
  • Manejo alimentar: alimento inadequado e/ou em quantidade indiscriminada
  • Estilo de vida: sedentarismo, muito frequente em animais domiciliados, também está relacionado ao ganho de peso

Mas por que é essencial tratar o gato obeso?

A obesidade é uma enfermidade acompanhada por diversas e importantes comorbidades. Essas, por sua vez, levam a consequências clínicas que diminuem tanto a qualidade quanto a expectativa de vida do paciente.

Dentre as comorbidades mais frequentes, podemos citar:

  • Diabetes mellitus (o risco aumenta em 4 vezes em gatos obesos)
  • Doenças do Trato Urinário Inferior de Felinos
  • Doenças osteoarticulares
  • Doenças cardiorrespiratórias
  • Dermatopatias não-alérgicas
  • Lipidose hepática

Além disso, a obesidade apresenta complicações potenciais como aumento do risco anestésico, diminuição da função imune e distocia.

Como realizar o tratamento da obesidade?

A prevenção é sempre o melhor caminho quando falamos de saúde. Assim, a instituição de medidas que evitem o ganho de peso dos gatos, como o fornecimento de alimentos adequados à etapa de vida e estado reprodutivo na quantidade correta, não fornecimento de petiscos e estímulo da atividade física, são fundamentais.

O médico-veterinário deve realizar o tratamento por meio de prescrição nutricional, acompanhamento clínico a cada 21 ou 30 dias até o atingimento do peso meta e visitas igualmente frequentes a fim de controlar o peso pós-emagrecimento.

Porém, nem sempre é possível o acompanhamento assíduo do paciente e também muitas vezes o tutor não segue a prescrição nutricional à risca. Para o melhor resultado do tratamento do sobrepeso e obesidade em gatos, é indispensável o uso de alimentos coadjuvantes que auxiliem na perda de peso e, consequente, atingimento do peso saudável.

Os alimentos para emagrecimento possuem formulação especial que promove saciedade, tornando o processo de perda de peso mais fácil e saudável. Além disso, o perfil nutricional específico, com nutrientes balanceados e alta proteína, também é fundamental.

Os produtos da linha de coadjuvante ao tratamento da obesidade e controle de peso em gatos da ROYAL CANIN® apresentam todas essas características citadas acima. Dentre eles, os alimentos Satiety Feline (seco) e Satiety Weight Management (úmido) possuem também o efeito sacietogênico, uma vez que sua formulação contém uma mistura especial de fibras e proteínas que auxilia na sensação de saciedade.

Referências bibliográficas

Case, L. P. et al. Canine and feline nutrition. 3 ed. Mosby Elsevier: Missouri. p. 313 – 342, 2011.

Diez, M.; Nguyen, P. The epidemiology of canine and feline obesity. Waltham Focus, v. 16, n. 1, 2006.

German, A.; Martin, L. Feline obesity: epidemiology, pathophysiology and management. Encyclopedia of feline clinical nutrition. Royal Canin, p. 3 – 49, 2007. Disponível em: http://ivis.org/advances/rcfeline/toc.asp.

German, A. The growing problem of obesity in dogs and cats. Journal of Nutrition, v. 136, p. 1940S–1946S, 2006.

German, A. J., Woods, G. R. T., Holden, S. L., Brennan, L., & Burke, C. (2018). Dangerous trends in pet obesity. VETERINARY RECORD, 182(1), 25. doi:10.1136/vr.k2.

International Cat Care. Obesity in Cats (2018). Acessado em: 06/02/2021. Disponível em: https://icatcare.org/advice/obesity-in-cats/

Kienzle, E.; Moik, K. A pilot study of the body weight of pure-bred client-owned adult cats. British Journal of Nutrition, v. 106, s. 113–S115, 2011.

Lund, E. M et al. Prevalence and risk factors for obesity in adult cats from private US veterinary practices. Intern J Applied Research Vet Med, v. 3, n. 2. p. 88 – 96, 2005.

Lund, E. M. et al. Prevalence and risk factors for obesity in adult dogs from private US veterinary practices. Intern J Applied Research Vet Med, v. 4, n. 2, p. 177 – 186, 2006.

MAO, J. et al. Prevalence and risk factors for canine obesity surveyed in veterinary practices in Beijing, China. Preventive Veterinary Medicine, v. 112, n. 3–4, p. 438–442, 2013.

MONTOYA-ALONSO, J. A. et al. Prevalence of Canine Obesity, Obesity-Related Metabolic Dysfunction, and Relationship with Owner Obesity in an Obesogenic Region of Spain. Frontiers in Veterinary Science, v. 4, n. April, p. 2–5, 2017.

Robertson, I. D. The influence of diet and other factors on owner-perceived obesity in privately owned cats from metropolitan Perth, western Australia. Preventive Veterinary Medicine, v. 40, n. 2, p 75 – 85, 1999.

Scarlett, J. M.; Donoghue, S.; Saidla, J.; Wills, J. Overweight cats: prevalence and risk factors. Int J Obes Relat Metab Disord, v. 18, s. 22–8, 1994.