Tópicos criticamente avaliados em dermatologia veterinária

publicado em: 22/01/2018
INTRODUÇÃO


Um tópico criticamente avaliado (ou CAT) é um breve resumo das evidências sobre um tópico de interesse, geralmente focado em uma questão clínica. É um material de pesquisa e avaliação crítica da literatura relacionada à questão focalizada, resumindo a melhor evidência disponível em um tópico. Por serem baseados em cenários clínicos de “vida real”, os CATs são interessantes para clínicos em todos os níveis.
As dermatopatias representam uma grande parte da rotina clínica do médico-veterinário e suas causas são diversas (figura 1). Embora a nutrição possua um papel relevante na dermatologia veterinária, é ainda pouco considerada como ferramenta no diagnóstico e tratamento pelo clínico.
Por isso, a Royal Canin oferece para os médicos-veterinários esse material sobre Reação Adversa ao Alimento, uma patologia mais comum do que se diagnostica. Sugerimos que seja mantido em um local facilmente acessível para que possa ser usado no auxílio à tomada de decisões clínicas. Esperamos que este material lhe auxilie no diagnóstico diferencial muitas vezes desafiador das dermatopatias em gatos e cães.

 

TÓPICO AVALIADO CRITICAMENTE SOBRE REAÇÕES ALIMENTARES ADVERSAS DE ANIMAIS DE COMPANHIA: PREVALÊNCIA DE REAÇÕES CUTÂNEAS ADVERSAS EM CÃES E GATOS.


Thierry Olivry1* and Ralf S. Mueller2
 

  DESTAQUES

Justificativa: A prevalência de Alergias Alimentares (AAs) em cães e gatos não é bem conhecida. Esta imprecisão é provavelmente devido às diferentes populações que foram estudadas. Nossos objetivos foram revisar sistematicamente a literatura para determinar a prevalência das AAs entre cães e gatos com prurido e doenças de pele.

 

Resultados: Realizamos buscas em dois bancos de dados para referências pertinentes em 18 de agosto de 2016. Entre os 490 e 220 artigos encontrados, respectivamente, nos bancos de dados do Web of Science (Índice Expandido de Citações Científicas) e do CAB Abstract, selecionamos 22 e nove artigos que reportavam dados utilizáveis para determinação de prevalência de AA em cães e gatos, respectivamente. Verificou-se que a prevalência de AA em cães e gatos varia de acordo com o tipo de diagnóstico realizado. Entre os cães levados ao médico-veterinário para um diagnóstico qualquer, a prevalência foi de 1 a 2%. Entre aqueles com doenças de pele, o  diagnóstico de AA variou entre zero e 24%. O intervalo de prevalência de AA foi semelhante em cães com prurido (9 a 40%). Aqueles com qualquer tipo de doença de pele alérgica (8 a 62%) e cães com diagnóstico de dermatite atópica (9 a 50%). Em gatos levados a um hospital universitário, a prevalência de AA foi inferior a 1% (0,2%), enquanto foi bastante homogênea em gatos com doenças cutâneas (faixa de 3 a 6%), porém maior em gatos com prurido (12 a 21%) do que em gatos com doença de pele alérgica (5 a 13%).


Conclusões: Entre cães e gatos com prurido e aqueles suspeitos de doença de pele alérgica, a prevalência de AA é alta o suficiente para justificar que esta síndrome seja descartada com uma dieta de eliminação. Este deve ser especialmente considerado em animais de companhia com prurido não sazonal ou sinais de dermatite alérgica.

 

Palavras-chave: Alergia, Dermatite atópica, Caninos, Gato, Cão, Felinos, Alergia alimentar, Coceira, Prurido.

 


 

JUSTIFICATIVA


Existe variabilidade quanto à prevalência relatada de Alergias Alimentares (AAs) em cães e gatos. Essa heterogeneidade de dados pode ser causada por uma combinação de diferenças nas populações geográficas estudadas, variabilidade em grupos de animais em que a prevalência é relatada e, talvez, no método de diagnóstico da própria AA.
 

CENÁRIO CLÍNICO


Você tem dois pacientes: um West Highland White Terrier macho, inteiro, de 1 ano de idade e um gato da raça Siamês, fêmea, castrada, de 3 anos de idade. Ambos os animais apresentam prurido que se manifesta ao longo do ano. O cão também sofre episódios ocasionais de urticária, bem como episódios de fezes moles com muco. O gato tem várias áreas de perda de pelo auto-induzidas no abdômen e região medial das coxas. Você informa aos tutores de ambos os pacientes que você suspeita que todos os sinais clínicos podem ser causados por uma reação à dieta do animal de estimação. Os tutores lhe perguntam o quão frequente é esse tipo de problema.

 

PERGUNTA ESTRUTURADA


Qual é a prevalência de AA entre cães e gatos com prurido ou doenças de pele?

 

ESTRATÉGIA DE PESQUISA


Os bancos de dados de resumos do CAB e Web of Science (índice expandido de citações científicas) foram pesquisados em 18 de dezembro de 2016, usando a seguinte cadeia de busca: ((cão ou cães ou canino) ou (gato ou gatos ou felino)) e (alimentação ou dieta*) e (atopia* ou alergia* ou reação) e (prurido ou coceira ou pele) não (-) (humano* ou adulto* ou criança*). Limitamos a pesquisa a artigos publicados de 1980 à data presente; não houve restrições quanto à língua.

 

EVIDÊNCIA ENCONTRADA


Nossa pesquisa de literatura identificou 490 e 220 artigos nos bancos de dados CAB Abstract e Web of Science, respectivamente. As citações foram inicialmente avaliadas para a identificação de artigos que relatassem informações originais; os artigos de revisão não foram mais considerados. Os resumos foram então selecionados e os trabalhos potencialmente relevantes foram lidos na íntegra. A bibliografia desses artigos foi posteriormente examinada para identificação de citações pertinentes adicionais. No total, selecionamos 28 trabalhos que forneceram informações úteis1-28. Vinte e sete artigos foram identificados a partir da pesquisa da base de dados de resumos do CAB, enquanto 18 desses 27 documentos (67%) também foram encontrados nos arquivos da Web of Science; nenhum foi detectado de forma exclusiva na consulta na Web of Science, enquanto uma publicação adicional foi identificada por meio da verificação das referências de artigos selecionados4. Havia nove estudos relatando informações sobre a prevalência de AA em gatos1,3,5,10,22,24-27 e 22 em cães1-4, 6-21, 23, 28; três dados reportados utilizáveis para cães e gatos1, 3, 10. Estudos foram reportados de 19901 a 201528. Todos os jornais estavam em inglês, exceto um em francês3, um em holandês4, um em alemão9, um em italiano13 e um em português18.
 

AVALIAÇÃO DE EVIDÊNCIA


Os artigos selecionados relatavam informações de pequenos animais de todo o mundo: os gatos eram da Austrália26,27, Canadá1,3, Nova Zelândia5, Reino Unido10, EUA24,25 ou de uma pesquisa mundial22. Os cães com AA foram diagnosticados no Brasil18,19,28, Canadá1,3, República Tcheca16, Hungria14, Irã23, Itália13,20, Holanda e Bélgica4,7, Eslovênia15, Suíça9,17, Suécia12, Reino Unido6,8,10,11 e EUA2; houve também uma grande pesquisa mundial2. Apenas dois artigos continham revisões de diagnósticos realizados em clínicas veterinárias generalistas10,12, enquanto todos os outros relatos eram de pacientes atendidos em clínicas especializadas universitárias ou privadas. O método de diagnóstico da AA não foi especificado em três pesquisas1,10,18, enquanto que, em todos os outros relatórios, o diagnóstico foi feito após a observação de uma redução das manifestações de prurido após o fornecimento de uma dieta de eliminação com duração entre 6 e 8 semanas. Em todos estudos, exceto em quatro3,12,14,28, esta dieta de eliminação foi seguida por um desafio com um ingrediente suspeito de ser o alérgeno ofensor. Significativamente, em apenas quatro artigos uma dieta de eliminação foi fornecida para toda a população de pacientes estudados. Verificou-se que prevalência da AAs em cães e gatos varia de acordo com o tipo de diagnóstico realizado. Em cães (Fig. 1), a prevalência de AA foi baixa entre os cães levados ao médicoveterinário para um diagnóstico qualquer (1 a 2%) ou entre aqueles com doenças da pele (mediana: 6%, intervalo: 0 a 24%). Além disso, os intervalos de prevalência relatada de AA se sobrepõem entre cães com prurido (mediana: 18%, intervalo: 9 a 40%), aqueles com qualquer tipo de doença de pele alérgica (mediana: 20%, intervalo: 8 a 62%) e cães com lesões cutâneas sugestivas de dermatite atópica (mediana: 29%, intervalo: 9 a 50%) (Fig. 1; Arquivo adicional1). Um padrão semelhante foi encontrado em pacientes felinos (Fig. 2). Em gatos levados a um hospital universitário24, a prevalência de AA foi muito baixa (0,2%), enquanto era bastante homogênea em gatos com doenças de pele (mediana: 5%; intervalo: 3 a 6%). Foi maior em gatos com prurido (12 e 21%) do que em gatos com doença de pele alérgica (mediana: 10%, intervalo: 5 a 13%) (Fig. 2; Arquivo adicional 2).


Atribuímos a última observação aos gatos que ocasionalmente manifestam uma AA como prurido sem dermatite visível. No total, não houve dados suficientes para comparar a prevalência de AA em cães e gatos de diferentes localizações geográficas. Como na maioria dos resumos que incorporam resultados de estudos realizados em diferentes momentos e instituições, a principal limitação desta revisão é a probabilidade de variabilidade de métodos ou critérios utilizados para fazer o diagnóstico de AA. Uma inconsistência semelhante provavelmente também existia na forma como a dermatite atópica foi diagnosticada entre os estudos. Sempre que foram fornecidos detalhes, os AA e DA foram diagnosticados de acordo com os padrões aceitos no momento da publicação. Significativamente,  excetoemquatroestudos7,8,11,17, nem todos os animais da população relatada (por exemplo, cães com qualquer doença da pele) foram submetidos a uma dieta de eliminação. A falta deste tipo de testes, que é a escolha padrão para o diagnóstico, feitos de maneira sistemática provavelmente levou a uma menor prevalência de AA relatada em artigos onde a mudança de dieta não foi feita em todos os animais de estimação.

 

CONCLUSÃO E IMPLICAÇÕES PARA OS PROFISSIONAIS


Nossa revisão das evidências existentes sugere que a prevalência de AAs em cães e gatos varia de acordo com a população em que é calculada. Apesar da provável heterogeneidade existente entre os métodos de diagnóstico, a prevalência de AAs em animais de companhia parece ser ligeiramente semelhante. Entre cães e gatos uma doença qualquer, doença da pele, prurido ou doença de pele alérgica, a prevalência mediana de AA é inferior a 1%, cerca de 5%, entre 15 a 20% e de 10 a 25%, respectivamente; também estima-se que esteja presente em cerca de um terço dos cães com dermatite atópica.

 

ARQUIVOS ADICIONAIS

 

Arquivo adicional 1: Dados específicos sobre a prevalência de AAs entre cães com diferentes condições.

 

Arquivo adicional 2: Dados específicos sobre a prevalência de AAs entre gatos com diferentes condições.

 

 

ABREVIAÇÕES

 

AA: Alergia Alimentar.
CAT: Tópico Criticamente Avaliado.

 

 

AGRADECIMENTOS

 

Os autores agradecem a Pascal Prélaud por participar do conceito original deste CAT e pela Royal Canin pelo pagamento de taxas de publicação para este artigo.

 

CONFLITO DE INTERESSES

 

Ambos autores têm ministrado palestras e recebido financiamento de pesquisa e/ou honorários da Royal Canin (Aimargues, França), nos últimos 5 anos.

 

 

DETALHES DOS AUTORES

 

1. Departamento de Ciências Clínicas, Faculdade de Medicina Veterinária, North Carolina State University, 1060 William Moore Drive, Raleigh, NC 27607, EUA. *Contato: tolivry@ncsu.edu

 

2. Medizinische Kleintierklinik, Centro de Medicina Clínica Veterinária, Ludwig Maximilian University, Veterinärstrasse 13, 80539 Munique, Alemanha.

 

 

Recebido em 13 de outubro de 2016. Aceito em 10 de fevereiro de 2017 e publicado online em 15 de fevereiro de 2017.



 

TÓPICO AVALIADO CRITICAMENTE SOBRE REAÇÕES ALIMENTARES ADVERSAS DE ANIMAIS DE COMPANHIA: DURAÇÃO DAS DIETAS DE ELIMINAÇÃO


Thierry Olivry1*, Ralf S. Mueller2 e Pascal Prélaud3

 

 DESTAQUES
Justificativa: Os testes alimentares de provocação restritiva ou dietas de eliminação continuam sendo a escolha padrão no diagnóstico de alergias alimentares (AA) em cães e gatos. Atualmente, não há consenso sobre a duração dos testes de dieta de  eliminação que permitiriam a maior sensibilidade do diagnóstico de AA em animais de companhia. Resultados: A busca, revisão e  análise das evidências disponíveis até a data de 14 de  dezembro de 2014 sugerem que, após iniciar uma dieta de eliminação por 5 semanas em cães e 6 semanas
em gatos, mais de 80% dos pacientes haviam conseguido uma remissão dos sinais clínicos da AA. O aumento da duração da dieta teste para 8 semanas leva a uma remissão completa em mais de 90% de cães e gatos com AA.

Conclusões: Para diagnosticar AAs em mais de 90% de cães e gatos, os testes de dieta de eliminação devem durar pelo menos 8 semanas.

Palavras-chave: Alergia, Dermatite atópica, Caninos, Gato, Cão, Dieta de eliminação, Felinos, Alergia alimentar, Coceira, Prurido.

 

JUSTIFICATIVA


O padrão atual para o diagnóstico de alergias alimentares (AAs) em cães e gatos envolve a realização de testes de provocação de restrição alimentar, mais comumente chamados de dieta de eliminação. Ao longo do tempo, as recomendações para a duração ideal das dietas de eliminação variaram de 3 a 12 semanas; atualmente, não há um consenso sobre a duração desses testes para o diagnóstico preciso de AAs.
 

CENÁRIO CLÍNICO


Seu paciente é um Pastor Alemão, macho, castrado, de 2 anos com muito prurido. Durante a consulta, você observa máculas eritematosas, manchas e pápulas no abdômen, axilas e períneo; ele também sofre de diarreia intermitente. Como este cão já faz um controle de pulgas adequado, você suspeita que reações alimentares causam todos esses sinais. Você gostaria de realizar um teste de eliminação para confirmar isso. Você se pergunta quanto tempo essa dieta de eliminação deve durar.
 

PERGUNTA ESTRUTURADA


Em cães e gatos suspeitos de ter uma AA, por quanto tempo um teste de dieta de eliminação deve durar para uma maior sensibilidade do diagnóstico?
 

ESTRATÉGIA DE PESQUISA


Os bancos de dados de resumos do CAB e Web of Science (Índice expandido de citações científicas) foram pesquisados em 16 de dezembro de 2014, usando a seguinte cadeia de busca: ((cão ou cães ou canino) ou (gato ou gatos ou felino) e (alimentação ou dieta*) e (reação ou alergia* ou hipersensibilidade) e (teste ou restrição ou eliminação) e (pele ou cutânea ou coceira ou prurido)). Limitamos a pesquisa a 25 anos (1980 a 2014) e excluímos notas de anais de congresso e capítulos de livros.
 

EVIDÊNCIA ENCONTRADA


Nossa busca na literatura identificou 108 e 78 citações nos bancos de resumos do CAB e Web of Science, respectivamente; sendo 45 artigos comuns a ambos os bancos de dados. Os resumos foram lidos e os artigos pertinentes foram lidos na íntegra. Dois tipos de artigos originais forneceram dados relevantes para a questão de interesse: estes artigos ou relatavam grandes séries de casos de cães ou gatos com AAs ou relatavam o efeito do fornecimento de uma ou mais dietas teste para animais de companhia com AAs. Entre esses trabalhos, cinco1-5 e três1, 3, 6, respectivamente, forneceram dados específicos sobre o tempo necessário para a  melhora das manifestações de AA em cães e gatos alimentados com uma dieta de eliminação.
 

AVALIAÇÃO DA EVIDÊNCIA


Nos artigos selecionados, o diagnóstico de AA foi geralmente feito em cães e gatos com prurido não sazonal após a exclusão de outras causas relevantes de prurido e uma redução completa ou evidente (pelo menos 50%) dos sinais clínicos após a alimentação com uma dieta de eliminação, esta consistindo de ingredientes nunca usados ou hidrolisados. Os casos com redução parcial da coceira foram então confirmados como AA uma vez que houve recorrência dos sinais após a provocação com dietas ou ingredientes utilizados anteriormente. As porcentagens acumuladas de remissão completa ou quase completa de sinais clínicos de AA em cães alimentados com uma dieta de eliminação são retratadas na Fig. 1. Com base nas informações coletadas de 209 cães com AA, podemos estimar que, após 3 semanas de uma mudança de dieta, aproximadamente metade dos cães teve uma redução acentuada dos sinais clínicos. A partir de 5 semanas, os sinais voltaram ao normal em mais de 85% dos cães, e esta porcentagem aumentou para mais de 95% ao se estender o teste com alimento por 8 semanas. Menos que 5% dos cães precisaram de uma dieta de eliminação com duração de até 13 semanas para uma remissão completa dos sinais de AA. As porcentagens acumuladas de remissão de sinais clínicos em 40 gatos com AA são ilustradas na Fig. 2. Levaram aproximadamente 4, 6 e 8 semanas de uma dieta de restrição para 50, 80 e 90% de gatos, respectivamente, obterem a remissão de seus sinais clínicos.
 

CONCLUSÃO E APLICAÇÕES
PARA OS PROFISIONAIS


Para diagnosticar as AAs em pelo menos 80% de cães e gatos, a dieta de eliminação deve durar pelo menos 5 semanas em cães e 6 semanas em gatos. Aumentando a duração da dieta de eliminação para 8 semanas aumentará a sensibilidade do diagnóstico para mais de 90% dos casos em ambas as espécies.
 


O objetivo final de uma dieta de eliminação é permitir a confirmação positiva de uma AA com uma provocação com alimentos suspeitos. Como resultado, os veterinários podem optar por realizar testes de provocação com o ingrediente suspeito logo após a remissão dos sinais em um paciente, mesmo que tal remissão ocorra antes de 8 semanas após o início da dieta de eliminação.
 

ABREVIAÇÕES


AA: Alergia Alimentar.
CAT: Tópico Criticamente Avaliado.

 

CONFLITO DE INTERESSES


Nos últimos três anos, os três autores têm ministrado palestras e recebido financiamento de pesquisa e/ou honorários da Royal Canin (Aimargues, França), que financiou as taxas de publicação deste artigo.
 

CONTRIBUIÇÕES DOS AUTORES


Os três autores selecionaram o tema deste material. Para realizar a pesquisa da literatura, extraíram e resumiram a evidência e escreveram este artigo. RSM e PP verificaram a evidência e editaram o manuscrito. Todos os três autores leram e aprovaram o manuscrito final.
 

AGRADECIMENTOS


Os autores agradecem aos Drs. Philippe Marniquet, Isabelle Mougeot e Sara Soler da Royal Canin pela introdução e apoio desta série de tópicos criticamente  avaliados sobre reações adversas aos alimentos e pelo pagamento de taxas de publicação para este artigo.
 

DETALHES DOS AUTORES


1. Departamento de Ciências Clínicas, Faculdade de Medicina Veterinária, North Carolina State University, 1060 William Moore Drive, Raleigh, NC 27607, EUA.

* Contato: tolivry@ncsu.edu

2. Medizinische Kleintierklinik, Centro de Medicina Clínica Veterinária, Ludwig

Maximilian University, Veterinärstrasse 13, 80539 Munique, Alemanha.

3. Clinique Advetia, 5 rue Dubrunfaut, 75012 Paris, França.


Recebido em 18 de maio de 2015. Aceito em 12 de agosto de 2015 e publicado online em 28 de agosto de 2015

 

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