Border Collie: principais características físicas, de saúde e cuidados com a raça
Links rápidos:
- A origem do Border Collie
- Características gerais dos cães da raça Border Collie
- Atenção à saúde do Border Collie: conheça algumas doenças que podem acometer o pet
- Principais cuidados com cães da raça Border Collie: como orientar os tutores?
- A Royal Canin atua há mais de 50 anos proporcionando saúde e bem-estar aos pets
Considerado um dos cães mais inteligentes do mundo, o Border Collie é famoso pela agilidade e capacidade de domínio de rebanhos. Conheça as principais características dessa raça e saiba como orientar seus tutores!
O Border Collie é reconhecido por sua inteligência para aprendizagem, ser altamente focado em suas tarefas e ser leal aos seus tutores. Por isso, é comum vê-lo em ambientes de trabalho, como pastor de animais de fazendas, em circuitos de agility, em competições de dança e outras atividades que colaboram para o gasto de energia.
São cães extraordinários, mas que precisam de manejo adequado e nutrição personalizada para que suas necessidades físicas e mentais sejam adequadamente atendidas. Por isso, é importante que o médico-veterinário conheça as particularidades da raça e saiba orientar corretamente seus tutores, a fim de promover saúde e qualidade de vida para esses pacientes.
A origem do Border Collie

O Border Collie originou-se no Reino Unido, na região fronteiriça entre a Escócia e a Inglaterra, a partir de várias linhagens de cães de pastoreio.
“Collie” era o termo rural para qualquer coisa no antigo idioma gaélico, logo um “cão collie” era um cão útil. E como essa raça surgiu em uma região de fronteira, foi batizada de “Border Collie” (JAMES, 2021).
Somente no ano de 1995, a raça Border Collie foi totalmente reconhecida pelo American Kennel Club.
Introdução e criação da raça Border Collie no Brasil
A introdução do cachorro Border Collie no Brasil ocorreu nas décadas finais do século XX. Inicialmente, era um cão designado a atividades de pastoreio em fazendas. Com o tempo, a espécie foi ganhando popularidade em competições de agility, obediência e como animal de companhia.
Características gerais dos cães da raça Border Collie
O Border Collie apresenta características físicas e comportamentais únicas. Vamos entender um pouco mais sobre a raça.
1. Características físicas
De porte médio, a raça Border Collie possui conformação corporal atlética, com costelas bem arqueadas, musculatura bem desenvolvida e alta resistência física. Os machos medem 53 cm na cernelha, com peso entre 13,5 e 25kg. Já as fêmeas são levemente menores, apresentando a mesma variação de peso corporal.
A cabeça é larga, com focinho moderadamente curto e forte que se afina até a ponta do nariz. Suas orelhas possuem inserção afastada, tamanho mediano, eretas ou semieretas. A cauda é discretamente longa, com osso indo até a altura do jarrete.
A pelagem do Border Collie pode ser curta ou moderadamente longa, com dupla camada resistente às intempéries. Diversas combinações de cores são permitidas, mas o branco nunca deve ser dominante.

2. Comportamento do Border Collie
O temperamento do Border Collie é marcado por alta energia, obediência, vigilância e sensibilidade. É conhecido por ser uma raça de cão extremamente dócil e alegre.
Eles são geralmente amigáveis, afetuosos e têm uma natureza gentil, o que os torna uma ótima opção para famílias com crianças. Além disso, demonstram grande tolerância para lidar com as brincadeiras e a energia infantil.
Veja, na tabela a seguir, um resumo das características gerais do Border Collie:

A inteligência e capacidade de aprendizado fazem com que a raça se destaque!

Já mencionamos, mas inteligência para aprendizagem da raça Border Collie merece um destaque à parte. Esse cão conhecido pela agilidade mental, pelas habilidades de resolução de problemas e pelo desejo inato de trabalhar em estreita colaboração com seus tutores e treinadores.
A rápida compreensão de comandos e respectiva execução são características que tornam fácil o seu treinamento, fazendo com que esses cães se destaquem em atividades que envolvem obediência, agilidade, pastoreio, busca e resgate, entre outras.
Essa fama em relação à capacidade de aprendizado é consequência de uma habilidade natural para reconhecer expressões faciais, gestos corporais e mudanças no tom de voz dos humanos.
Atenção à saúde do Border Collie: conheça algumas doenças que podem acometer o pet
O cachorro Border Collie pode apresentar predisposições para certas enfermidades devido a fatores genéticos. Conhecer essas condições é importante para que o médico-veterinário possa oferecer cuidados adequados e preventivos ao paciente dessa raça.
A seguir, vamos detalhar as doenças comuns no Border Collie.
1. Displasia coxofemoral e de cotovelo
O Border Collie tem propensão a apresentar distúrbios ortopédicos, como a displasia coxofemoral canina e a displasia canina do cotovelo. Sabe-se que estas afecções são decorrentes de características multifatoriais que incluem componentes genéticos e ambientais.
A displasia coxofemoral é resultado de uma má formação da articulação do quadril que envolve a cabeça do fêmur, a cápsula articular e o acetábulo. Essa alteração modifica a biodinâmica articular com consequente degeneração das estruturas envolvidas.
Os principais sinais clínicos que os pacientes afetados podem apresentar são:
- sensibilidade dolorosa;
- claudicação (que pode aumentar após exercício);
- dificuldade/diminuição da atividade física;
- alterações na deambulação.
O diagnóstico definitivo é realizado a partir de 24 meses de vida através da radiografia, mas a técnica de raio-x Penn-Hip pode detectar a alteração antes mesmo disso.
O tratamento para a displasia coxofemoral pode ser clínico ou cirúrgico. O primeiro pode envolver o uso de analgésicos, anti-inflamatórios, controle de peso, acupuntura e fisioterapia. Já o segundo, quando indicado, pode ser um procedimento realizado por meio de diversas técnicas cirúrgicas, dentre as quais a implantação da prótese total de quadril é a mais utilizada.
Já a displasia do cotovelo consiste em uma anormalidade óssea na articulação úmero-rádio-ulnar que atinge principalmente animais entre 4 e 8 meses de vida, em fase de crescimento, desenvolvendo um processo de osteoartrose.
Essa enfermidade, que possui uma incidência bem menor que a displasia coxofemoral, pode ser decorrente de incongruência articular, fragmentação do processo coronoide medial da ulna, não união do processo ancôneo ou osteocondrite dissecante.
Os sinais clínicos dessa afecção podem incluir:
- claudicação;
- relutância em apoiar o membro afetado:
- sensibilidade dolorosa;
- crepitação articular;
- atrofia muscular;
- efusão articular.
O diagnóstico é realizado através da correlação de exames ortopédicos e radiográficos de ambos os cotovelos, já que é comum que o problema ocorra bilateralmente.
E o tratamento da displasia de cotovelo também pode ser terapêutico, conforme o descrito para a coxofemoral, ou cirúrgico.
2. A relação da raça Border Collie com a alteração no Gene MDR1
O gene MDR1 (Multidrug Resistance 1) é responsável pela codificação da glicoproteína P, que transporta diversos fármacos, limitando sua absorção e promovendo sua excreção. Não somente o Border Collie, mas também outras raças de cães de pastoreio como Collie, Pastor Australiano, Pastor de Shetland, Pastor Alemão, Old English Sheepdog, entre outras, podem apresentar uma mutação genética do MDR1, que acarretará a formação de uma glicoproteína P afuncional.
Os animais que apresentam a mutação do gene MDR1 podem ter maior sensibilidade a algumas classes medicamentosas. Tal sensibilidade dependerá da condição de zigosidade dos alelos (homozigose ou heterozigose), o que também influenciará no desenvolvimento dos sinais clínicos de intoxicação após o uso dessas drogas e sua gravidade.
Portanto, é importante que o médico-veterinário e o tutor estejam cientes dos fármacos que podem representar risco para cães dessas raças. Alguns medicamentos não deevem ser utilizados, como:
- ivermectina;
- milbemicina;
- selamectina;
- abamectina;
- doramectina;
- loperamida;
- metoclopramida;
- enrofloxacina;
- eritromicina;
- espiramicina.
Outros fármacos devem ser usados com cautela e doses mínimas. São eles:
- acepromazina;
- butorfanol;
- fentanil;
- morfina;
- estradiol;
- fenitoína;
- cimetidina;
- ondansentrona;
- rifampicina;
- cetoconazol;
- itraconazol;
- metronidazol;
- digoxina;
- quinidina;
- verapamil;
- vincristina;
- vimblastina.
3. Anomalia do olho do Collie
A anomalia do olho do Collie é um defeito congênito e hereditário no fundo do olho, associado à mutação genética no gene NHEJ1. Essa condição é mais frequentemente observada em cães de pastoreio, como o Border Collie, mas também pode afetar ocasionalmente outras raças como o Beagle e o Dachshund (MENDES et al., 2024).
No exame oftalmoscópico do fundo de olho, o sinal patognomônico é a hipoplasia da coroide na porção central inferior, que se apresenta como uma mancha pálida. Outras anormalidades como descolamento de retina, hifema e tortuosidade dos vasos sanguíneos da retina são complicações que também podem ser observadas.
A anomalia do olho do Collie pode ser diagnosticada a partir de 5 meses de vida. É uma enfermidade que não tem cura, mas existem tratamentos para as complicações associadas.
Principais cuidados com cães da raça Border Collie: como orientar os tutores?
O médico-veterinário deve ter ciência das doenças as quais o Border Collie é predisposto e ainda orientar os tutores de cães dessa raça sobre os principais cuidados no dia a dia do animal.
Consultas de rotina
Assim como todos os pacientes, o cão Border Collie deve receber acompanhamento veterinário regular desde filhote, possibilitando que o profissional promova uma abordagem individualizada, instruindo mudanças no manejo, quando necessário, e detecte precocemente qualquer alteração na saúde do paciente.
Manejo ambiental e realização de atividades físicas
O Border Collie é uma raça atlética, que exige constante prática de atividade física. Portanto, é fundamental fornecer a esses cães oportunidades regulares para atividades como caminhadas, corridas, jogos de busca ou sessões de treinamento mais intensas.
Quanto ao espaço em casa, são cães ativos, que se beneficiam de ter espaço suficiente para se moverem livremente.
Embora possam se adaptar a viver em apartamentos, é importante proporcionar-lhes tempo adequado ao ar livre e em áreas em que possam correr e explorar com segurança, permitindo-lhes o gasto adequado de energia.
Estímulos mentais através de atividades desafiadoras e enriquecedoras também podem ser importantes para a manutenção da saúde do Border Collie, evitando que o animal desenvolva distúrbios comportamentais ou comportamentos destrutivos.
Nutrição: como deve ser a alimentação dos cães da raça Border Collie?
O manejo nutricional para o Border Collie deve ser realizado com uma fórmula nutricional completa e balanceada, que forneça a energia necessária para a manutenção das funções vitais do organismo, da saúde da pele e pelagem e do peso corporal ideal. Tudo isso considerando a idade do cão, seu estilo de vida e sensibilidades potenciais.
Atendendo a todas essas necessidades, a ROYAL CANIN® oferece a linha Medium, especialmente formulada de acordo com a idade para cães que apresentam peso corporal entre 11 e 25kg. São 4 apresentações da alimentação seca: Medium Puppy (2 a 12meses), Adult (12 meses a 7 anos), Adult 7+ (a partir de 7 anos) e Adult 10+ (a partir de 10 anos), e 2 apresentações da alimentação úmida: Puppy e Adult.
Os alimentos Medium são compostos por nutrientes de alta qualidade, como proteínas de alta digestibilidade, e enriquecidos com EPA e DHA. A versão Puppy colabora ainda para um crescimento saudável através do fornecimento adaptado de proteínas, energia, cálcio e fósforo.
Já a Adult ajuda na manutenção adequada da pelagem e das funções orgânicas, enquanto a Adult 7+ é adaptada para apoiar a vitalidade do animal que iniciou o processo de envelhecimento, com um complexo exclusivo de antioxidantes.
Para completar a linha, a Adult 10+, além de colaborar para o suporte ao envelhecimento saudável, possui nutrientes que ajudam na manutenção da qualidade das articulações e dos ossos.

A Royal Canin atua há mais de 50 anos proporcionando saúde e bem-estar aos pets
Com foco em nutrição cientificamente embasada, a Royal Canin possui soluções específicas para diferentes raças e portes há mais de 5 décadas, oferecendo ao médico-veterinário alimentos para diferentes necessidades nutricionais, que possuem fórmulas completas e balanceadas para a alimentação ideal de gatos e cães em diferentes fases e estilos de vida.*
Conheça melhor o nosso portfólio e as nossas linhas de alimentos coadjuvantes e para animais saudáveis. Utilize a nossa ferramenta exclusiva e gratuita de Recomendação Nutricional, que tem como objetivo facilitar a escolha do melhor produto e da quantidade ideal para cada paciente.
* A escolha do alimento ideal para o paciente deve ser sempre feita pelo médico-veterinário responsável, considerando suas particularidades, condição de saúde e necessidades específicas, promovendo uma nutrição adequada, bem-estar e longevidade.
Referências:
ÁCS, V. et al. Effects of long-term selection in the Border Collie dog breed: Inbreeding purge of canina hip and elbow dysplasia. MDPI, v.10, i. 10, 2020. Acesso em: 19 maio 2025.
CBKC. Padrão Oficial da Raça Border Collie. Acesso em: 19 maio 2025.
AMERICAN KENNEL CLUB. Border Collie. Acesso em: 19 maio 2025.
JAMES, H.L. Border Collie History: The Herding Dog’s Development Through Time. American Kennel Club, 2021. Acesso em: 19 maio 2025.
MENDES, G.C.S. et al. Ophthalmoscopic and ultrasonographic findings of collie eye anomaly in a female dog – case report. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec, v.76, n.5, 2024. Acesso em: 19 maio 2025.
ROYAL CANIN. Biblioteca de Raças – Border Collie. Acesso em: 19 maio 2025.
ROYAL CANIN. The Dog Encyclopaedia – Border Collie. 2024.
SHIRABE, G.K.; BONDAN, E.F. Main genetic diseases in dogs of the Border Collie breed: a review. Research, Society and Development Journal, v. 11, n. 16, 2022. Acesso em: 19 maio 2025.
