A importância da ingestão hídrica para os felinos

publicado em: 30/09/2020

A ingestão hídrica é primordial para garantir a manutenção das funções orgânicas e o bom estado geral do gato. Saiba mais.

 

Por serem originários de regiões desérticas, os gatos domésticos (Felis silvestris catus) possuem características fisiológicas que auxiliam o equilíbrio de fluidos no corpo. Por exemplo, os gatos podem tolerar perdas agudas de líquidos de até 20% do seu peso corporal. Além disso, eles têm a capacidade de produzir uma urina muito concentrada para conservar o fluido corporal em caso de necessidade e o reflexo de sede é reduzido. Portanto, a ingestão espontânea de água é baixa.  

 

Ainda não está claro se essas características influenciam os problemas urinários nos gatos selvagens, porém, certamente pode ser importante para os gatos domésticos que têm uma expectativa de vida média de 16 anos. 

 

Água: uma substância essencial

 

Os gatos, como qualquer outro ser vivo, precisam de nutrientes para sobreviver. Os nutrientes são divididos em 6 categorias: água, carboidratos, proteínas, lipídeos, minerais e vitaminas. A água é o mais importante em termos de sobrevivência, uma vez que mais de dois terços do organismo é constituído por esse nutriente. Dessa forma, a água é um nutriente fundamental para a manutenção da saúde de felinos.

 

Além disso, a ingestão hídrica pode contribuir com o tratamento de algumas enfermidades que levam à desidratação e também de doenças comuns em gatos como cistite intersticial felina e urolitíase. Em ambos os casos, o incentivo à ingestão de água, de forma espontânea ou por meio de alimentação úmida, deve ser orientado e estimulado pelo Médico-Veterinário. 

 

Consumo de água por meio dos alimentos

 

A água pode ser ingerida na alimentação ou de forma espontânea. A ingestão hídrica diária recomendada para a espécie felina é de 50 ml de água/Kg de peso corpóreo (PC), o que seria de 200-250 ml/dia para um gato entre 4-5 kg PC. 

 

Se um gato consumir um alimento úmido com 80% de água, considerando uma necessidade média de 250 a 300g, o requerimento hídrico será totalmente atendido. Assim, alimentos com baixa densidade de energia e alto teor de umidade levam, consequentemente, a uma maior ingestão de líquidos e, portanto, a um aumento na quantidade de urina. Ao consumirem alimentos secos, a ingestão hídrica por meio desses alimentos será muito reduzida e o gato deverá beber água de forma espontânea para atender às suas necessidades diárias. Em um estudo experimental sobre urolitíase, os pesquisadores mostraram que um alimento com maior teor de umidade reduz o risco de cálculo de oxalato de cálcio, mas não de estruvita. 

 

A composição da urina, a densidade específica e o pH são decisivos para a formação de urólitos. Esses fatores são influenciados pelo alimento e pela ingestão espontânea de líquidos. Deve-se ter em mente que todos esses fatores são importantes. Portanto, garantir apenas o consumo diário necessário de água não prediz a concentração urinária. O conteúdo de substâncias excretadas na urina (especialmente proteína e minerais), alteram o próprio volume, pH e concentração urinários.

 

Lembre-se que os tutores devem ser sempre incentivados a garantir a ingestão hídrica diária recomendada para o gato. Isso deve ser feito pelo estímulo da ingestão de água no bebedouro e consumo de alimentos compostos por elevados teores de umidade, como os alimentos úmidos.

 

 

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Referências bibliográficas

 

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