Microbioma gastrointestinal canino na saúde e na doença

publicado em: 30/10/2018
 

     JAN SUCHODOLSKI, DVM, PhD
        Dipl. ACVM Departamento de Clínica de Pequenos Animais,
     Universidade Texas A&M, Estados Unidos.

 

 

     KENNETH SIMPSON, BVM&S, PhD
        Dipl. ACVIM, Dipl. ECVIM-CA Faculdade de Medicina Veterinária,
     Universidade de Cornell, Estado de Nova Iorque, Estados Unidos.

 


A microbiota intestinal é definida como o agregado de todos os microrganismos vivos (bactérias, fungos, protozoários e vírus) que habitam o trato gastrointestinal (GI). Embora o termo microflora seja frequentemente utilizado em livros mais antigos, microbiota (do grego antigo bios, que significa “vida”) é o termo mais apropriado.
 

O reestabelecimento da microbiota tem grande importância na saúde intestinal do paciente crítico. Os médico-veterinários e doutores Jan Suchodolski e Kenneth Simpson descrevem em seu artigo diversos pontos sobre este tema.


O acesso da edição completa é feito por meio da Revista Focus Veterinary- Doenças Gastrointestinais:


PONTOS-CHAVE
 

  • Os avanços dos estudos em microbiologia revelaram uma microbiota gastrointestinal muito mais abundante, diversificada e complexa do que se pensava previamente com os métodos à base de cultura.  
  • A microbiologia contemporânea independente de cultura, formulada com base na detecção de assinaturas moleculares de bactérias como genes do RNAr 16S e 23S, possibilita uma avaliação detalhada da presença e da localização de bactérias no intestino.   
  • A microbiota intestinal desempenha um papel chave na manutenção da saúde e da imunidade.   
  • A disbiose, ou desequilíbrios na microbiota intestinal, está cada vez mais associada à doença inflamatória intestinal. 
  • Métodos independentes de cultura possibilitaram a descoberta de bactérias invasivas na mucosa em cães com colite granulomatosa.   
  • Uma combinação de disbiose e suscetibilidade do hospedeiro pode influenciar a resposta aos antibióticos observada em cães com enteropatias responsivas a esses agentes terapêuticos.   
  • A elucidação dos fatores que determinam o microbioma intestinal fornecerá novas oportunidades de profilaxia e intervenção terapêutica.