GRANDES DESAFIOS DA UROLITÍASE CANINA: EPIDEMIOLOGIA, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

publicado em: 07/12/2018

 

 

     MARIA CLORINDA SOARES FIOVARANTI
        Professora Titular da Escola de Veterinária e Zootecnia da
      Universidade Federal de Goiás, Goiânia

 

 

     PAULA COSTA ARIZA
        Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal 
     da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal
     de Goiás, Goiânia

 

 

 

   INTRODUÇÃO


A urolitíase é uma alteração metabólica de grande incidência que afeta gatos e cães, apresentando altos índices de recorrência. Esta afecção é caracterizada pela presença de urólitos ou cálculos urinários formados pela precipitação anormal de cristais em uma urina supersaturada. A presença destes ao longo do trato urinário inferior pode desencadear problemas como inflamação local ou mesmo obstrução e, por esse motivo, está associada a manifestações clínicas do trato urinário inferior, como disúria, polaciúria e hematúriia, proporcionando grande importância clínica. Dados relatam que 15-20% das consultas relacionadas ao trato urinário inferior em cães e gatos na América do Norte e na Europa estão relacionadas às urolitíases41.
 

 

EPIDEMIOLOGIA
 

O desenvolvimento de cálculos urinários está relacionado a diversos fatores de risco e pode apresentar tipos diferentes de agregados minerais em sua composição e o tratamento correto, bem como a prevenção da recorrência estão diretamente relacionados a esta composição. As substâncias mais frequentemente encontradas são: estruvita (fosfato de amônio magnesiano), oxalato de cálcio (mono e dihidratado), fosfato de cálcio (hidroxilapatita, carbonato apatita e brushita), uratos (sais de sódio ou amônio), sílica e cistina1,2.

Os urólitos podem ser classificados quanto sua natureza química em7 simples, quando mais de 70% da estrutura dos urólitos é formada por apenas um tipo de mineral; Compostos, urólitos com camadas justapostas de diferentes minerais; Mistos, urólitos com apenas uma camada identificável, com mais de um componente, sendo que nenhum ultrapassa 70% da constituição do urólito.

Estudos epidemiológicos, considerando à composição dos urólitos, também são necessários para definir quais fatores estão afetando uma determinada população em um dado momento, induzindo o aparecimento da enfermidade. O ideal é que esses estudos epidemiológicos sejam realizados de forma contínua, para estabelecer a dinâmica do processo de formação e as possíveis mudanças na composição dos urólitos.

Diversos fatores externos ao organismo dos cães podem interferir na composição dos cálculos urinários, bem como na epidemiologia da enfermidade em uma determinada região geográfica. Entre eles estão à popularidade das diferentes raças e do tamanho dos animais; a possível preferência da população por um ou outro sexo; as particularidades econômicas, sociais e culturais locais; as características de manejo e tipo de alimentação fornecida; a composição do solo e da água e também o acesso a atendimento médico-veterinário.

 

A formação, dissolução e prevenção de urólitos envolvem processos físicos e os principais fatores incluem

 

1. a supersaturação que resulta na formação de cristais;

2. os efeitos de inibidores de cristalização e inibidores de agregação e crescimento de cristais;

3. complexadores cristaloides;

4. efeitos de promotores de agregação e crescimento de cristais e

5. efeitos da matriz não-cristalina9.

 

A formação de urólitos também pode ser desencadeada por fármacos3,4,5, sangue seco6, fios de sutura7 e ovos de parasitas8, mas essas situações são pouco frequentes. Importante ressaltar que o desenvolvimento primário da urolitíase tem relação com a sua composição e, como o problema não se encerra com a remoção do urólito, é indispensável proceder à análise da sua composição.
 

 

DIAGNÓSTICO
 

O diagnóstico da urolitíase é realizado com base em sinais clínicos associados a exames laboratoriais e de imagem como radiografia e ultrassonografia, palpação direta ou indireta com o uso de cateter uretral e, em alguns casos, pela eliminação de pequenos urólitos durante a micção10. O tipo de manifestação clínica depende da localização do urólito, do seu número e tipo. É esperada inflamação ou infecção do trato urinário, que podem interferir com a frequência da micção e com a capacidade de eliminação da urina11, entretanto na maior parte dos casos, a urolitíase é um achado incidental.

A clínica inclui hematúria, sinal mais frequentemente relatado, além de estrangúria, anúria, disúria ou polaciúria, incontinência urinária e mudanças nos hábitos urinários10,12,13,14. Caso ocorra obstrução do fluxo urinário, as consequências podem ser azotemia, uremia pós-renal, destruição do parênquima renal e septicemia, podendo culminar na morte do animal10,12,13,15,16. A maioria dos casos de obstrução do fluxo urinário ocorre nos machos, devido à sua uretra mais longa e delgada13.

O exame de urina é de extrema importância na urolitíase e, além de ser preconizado para a avaliação da eficácia do tratamento, pode indicar alterações que permitem auxiliar na determinação da composição dos urólitos, considerando o tipo de cristal presente. Infelizmente, muitas vezes é mal interpretado, já que a presença de cristais na urina isoladamente não tem qualquer significado diagnóstico12,17,18.
 

 

TRATAMENTO
 

A remoção cirúrgica dos cálculos presentes no trato urinário continua a ser o tratamento preconizado para a maioria dos casos, especialmente quando não é viável a dissolução. No entanto, por ser um método invasivo e muitas vezes mutilante, tratamentos alternativos apresentam-se como opções voltadas ao bem-estar dos animais. Outros tratamentos, como urohidropopulsão e litotripsia podem ser utilizados visando à remoção dos cálculos do trato urinário.

A realização da análise dos cálculos removidos cirurgicamente é muito importante, pois a identificação da composição química e estrutural dos urólitos é de extrema utilidade para a o conhecimento das causas que levaram à deposição urinária de materiais litogênicos e por permitir a escolha do protocolo correto de manejo do paciente, de modo a evitar as recidivas7,11,21. A dificuldade no tratamento da urolitíase muitas vezes resulta da não determinação da composição dos cálculos removidos22.

O suporte nutricional coadjuvante ao tratamento convencional é imprescindível no manejo da urolitíase10,23 e contribui para a promoção de um ambiente desfavorável à formação de cálculos urinários além de auxiliar na dissolução dos urólitos de estruvita ou como manejo conservativo, além de ser útil na redução das recorrências da enfermidade19. Mais de um tipo de tratamento pode ser utilizado de maneira concomitante19,20.

O objetivo do suporte nutricional é proporcionar uma urina subsaturada, ou seja, com maior volume urinário, redução da concentração dos cristaloides litogênicos e aumento da solubilidade dos mesmos. O uso de um alimento específico (que contenha matérias-primas com baixos teores de minerais e compostos precursores de cristais), o controle do pH urinário formado (usado especialmente para a dissolução de cálculos de estruvita) e o uso de estratégias que aumentem o volume urinário podem, de forma conjunta, atuar na diminuição da recidiva de urólitos, contribuindo com a manutenção da qualidade de vida do paciente23.
 

 

SUPERSATURAÇÃO URINÁRIA
 

O grau de supersaturação da urina afeta a nucleação, o crescimento e a agregação dos cristais – os três estágios que precedem a formação de cálculos macroscópicos. Portanto, o grau de supersaturação de um determinado cristal é um bom indicador do risco de formação de seu sal na urina, apesar de não considerar a influência de promotores e inibidores orgânicos de cristalização49. Com base na saturação, podemos classificar a urina em: solução estável (subsaturada) – é aquela onde as condições físico-químicas da urina não permitem a formação de cristais; solução metaestável (moderadamente saturada) – possui como característica a não formação espontânea de cristais, mas também não promove a dissolução de precipitados já formados; ou solução instável (supersaturada) – que se caracteriza por permitir a formação e a agregação de cristais e, consequentemente, a geração dos urólitos.

A supersaturação relativa da urina (RSS) é uma metodologia que considera o pH urinário, o volume urinário e a concentração de 10 solutos, responsáveis pela formação dos principais cálculos em gatos e cães (cálcio, magnésio, oxalato, citrato, fosfato, sódio, potássio, amônio, sulfato e urato) da amostra. Tais dados são analisados por um programa de computador que calcula a concentração de um grande número de complexos formados pela interação dos diferentes íons presentes na amostra de urina em um dado pH. Assim, quanto mais baixo for o valor de RSS para um dado cristal, mais subsaturada estará a urina e menor a probalidade de um cálculo ser formado49, 50.
 


 

    CONCLUSÃO


A urolitíase é uma enfermidade com alta prevalência e recidiva frequente, a aplicação das técnicas de tratamento menos invasivas é extremamente benéfica para os pacientes. Portanto, cabe ao médico-veterinário escolher o método de tratamento mais adequado para cada caso, bem como instituir as medidas adequadas para evitar a recidiva da urolitíase.



 

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