TRATAMENTO DA ENTEROPATIA INFLAMATÓRIA CANINA

publicado em: 19/11/2018

 

 

     KENNETH SIMPSON
     BVM&S, PhD, Dipl. ACVIM, Dipl. ECVIM-CA
       
     College of Veterinary Medicine (Faculdade de Medicina Veterinária),
     Cornell University (Universidade de Cornell), Estado de Nova Iorque,
     Estados Unidos.
     Revista Focus Brasil Edição Gastroenterologia



 

    INTRODUÇÃO

A enteropatia inflamatória é o termo aplicado a um grupo de doenças intestinais crônicas (enteropatias), caracterizado por sinais gastrintestinais (GI) persistentes ou recorrentes e inflamação do trato GI. A enteropatia inflamatória envolve uma interação complexa entre a genética do hospedeiro, o microambiente intestinal (principalmente bactérias e constituintes da dieta), o sistema imunológico e os “deflagradores” ambientais de inflamação intestinal. As etapas específicas que levam à enteropatia inflamatória, bem como as bases de variação fenotípica e as respostas imprevisíveis ao tratamento, não são conhecidas.


 





A abordagem terapêutica ao quadro de enteropatia inflamatória é influenciada por fatores como:


A.  Suspeita de algum problema relacionado com a raça;
B.  Gravidade da doença, caracterizada pelos sinais clínicos, pelas concentrações de albumina e cobalamina e pelo aspecto endoscópico;
C.  Tipo de infiltrado celular;
D.  Presença de bactérias ou fungos; e
E.  Existência de alterações estruturais, como atrofia, ulceração, linfangiectasia e/ou cistos nas criptas.


A intervenção terapêutica é voltada não só para corrigir as deficiências nutricionais (p. ex., cobalamina), mas também para neutralizar os processos de inflamação e disbiose.



 

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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