DESAFIOS NUTRICIONAIS DE FILHOTES DE CÃES E GATOS.

publicado em: 18/06/2018
    INTRODUÇÃO

 

Os filhotes de gatos e cães são alimentados, nas primeiras 12-24 horas de vida, com o colostro materno. Essa secreção láctea possui uma quantidade representativa de imunoglobulinas, água, nutrientes e fontes de crescimento importantes para o desenvolvimento do recém-nascido. A ingestão contínua de líquidos apropriados pelos neonatos e a produção de volume suficiente de leite pela mãe são tão importantes quanto o conteúdo (teor) do leite. O colostro só é produzido durante as primeiras 24 horas após o parto, com um pico da concentração de anticorpos 8 horas depois do parto. Após essa fase os filhotes são alimentados com o leite materno rico em gordura, proteína e água, além de um percentual de lactose. A amamentação ocorre até a 4-5ª semana de vida do filhote, período em que o filhote ainda é capaz de digerir os nutrientes do leite, mas que, por outro lado, já requer um teor energético mais elevado para seu crescimento. Dessa forma, o início do desmame torna-se necessário com a inclusão gradativa de alimentação de consistência mais firme que o leite. 
 

 

DESMAME
 

O desmame deve ser iniciado com a introdução de alimentação pastosa (“mingau”) ou úmida, intercalada com mamadas esporádicas. O mingau deve ser feito com a reidratação de um croquete com a tecnologia de reidratação, na diluição 2 partes de água à temperatura de 60ºC para 1 parte do alimento seco, por 20 minutos. No início, é consumida uma pequena quantidade do mingau semissólido, pois o leite materno continua sendo a principal fonte alimentar da ninhada. Depois de 2-3 dias de alimento na consistência de mingau, os filhotes já passam a fazer a preensão do alimento, e a diluição deve ser menor (1:1) Conforme os dentes decíduos (dentes de leite) sofrem erupção entre 21 e 35 dias após o nascimento, os filhotes felinos e caninos adquirem a capacidade de mastigar e consumir alimento sólido em torno de 5-6 semanas de vida. O desmame nutricional é concluído normalmente com 6 semanas de vida, embora algumas cadelas e gatas possam permitir que seus filhotes mamem até 8 semanas de vida ou mais. Após o desmame o filhote é submetido à alimentação seca apropriada para essa etapa da vida. Nesse mesmo período ocorre a fase de socialização dos filhotes sendo da 4-12ª semana de vida no cão e entre a 3- 8ª semana de vida no gato. Durante esse período, o tempo dedicado à alimentação e ao sono se reduz progressivamente, observando-se o início das atividades dos filhotes como a interação intra-espécie e inter-espécie. 

O perfil nutricional do alimento para o filhote deve atender às necessidades do animal de acordo com suas características fisiológicas, como: sistema imunológico frágil, digestão mais sensível e ossos e músculos em desenvolvimento. 


SISTEMA IMUNOLÓGICO FRÁGIL

 

No período crítico (janela imunológica) a imunidade passiva não é mais suficiente para proteger o filhote que ainda não possui as suas próprias defesas naturais (imunidade ativa). Nessa fase é fundamental que a alimentação do filhote contenha antioxidantes para a proteção de suas células contra a ação dos radicais livres. 


DIGESTÃO SENSÍVEL
 

A digestão dos filhotes é mais sensível, uma vez que as enzimas que participam do processo digestivo estão em baixa atividade nessa fase da vida. Com isso, a alimentação deve conter proteínas de altíssima digestibilidade e prebióticos, como MOS e FOS, a fim de assegurar a máxima absorção dos nutrientes e a saúde digestiva. 
 

As curvas de crescimento de gatos e cães são diferentes. Enquanto que em gatos há duas curvas características e distintas de crescimento, cães já apresentam curvas específicas para cada porte. 

OSSOS E MÚSCULOS

 

Em gatos até os 4 meses de vida o crescimento é intenso e rápido, requerendo um alimento mais energético. Dos 4 aos 12 meses de vida o gatinho ainda está crescendo, mas mais lenta e gradativamente, tornando-se necessária uma alimentação com um teor energético moderado. 

Em cães, a variação é ainda maior. Cães pequenos crescem até os 10 meses de vida, cães médios até os 12 meses, grandes até os 15-18 meses e gigantes  de 18-24 meses. Com isso, os requerimentos nutricionais devem atender, especificamente, cada curva de crescimento tão própria e distinta de cada porte. 

 

    CONCLUSÃO

 

A Royal Canin possui um portfólio completo com soluções nutricionais específicas e precisas para cada fase de crescimento do gato, para cada porte de cão e também para filhotes de raças das espécies felina e canina. 

 

 

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

  • CRESPILHO, A.M., et al. Abordagem terapêutica do paciente neonato canino e felino: 1. Particularidades farmacocinéticas. Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.1/2, p.3-10, jan./jun. 2006. 
     
  • PRATS, A. Farmacologia e terapêutica veterinária. In: Prats A. (Ed.). Neonatologia e pediatria canina e felina.Madri: Interbook,p.270-3001,2005. 
     
  • SORRIBAS, C.E. El cachorro. In: Reproduccion en los animales pequeños. Buenos Aires: Intermédica,p.126-135, 1995.