Mapeamento de cães e gatos do Brasil revela onde se concentram as populações

publicado em: 18/12/2015

Sudeste lidera em cães, enquanto felinos são maioria no Nordeste 

 

Animais de estimação já são considerados membros das famílias brasileiras, estando presentes na maioria dos lares, mas, ainda assim, muitos desconhecem o número total de pets que o Brasil possui em cada domicílio, sem mencionar os animais que vivem nas ruas das cidades.

 

 

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet, São Paulo/SP), o País abriga 52,2 milhões de cães e 22,41 milhões de gatos dentro das residências. Este dado deixa o Brasil em 2º lugar no ranking mundial de população de cães.

 

São Paulo é o Estado com o maior número de cães do Brasil, mais de 10.550 milhões (Imagem: C&G VF)

 

A região Nordeste do Brasil é a que possui o maior número de gatos, com mais de 7.380 milhões desses animais, seguida pelo Sudeste, com cerca de 7.200 milhões. Cada uma delas representa 33% da população de felinos, seguidas pelo Sul (19%), Norte (8%) e Centro-Oeste (7%). Os cães estão concentrados no Sudeste (40%). A segunda maior região é o Sul, com 23%, seguida pelo Nordeste (20%), Centro-Oeste (9%) e Norte (8%). São Paulo é o Estado com o maior número, mais de 10.550 milhões. Minas Gerais, com quase seis milhões e, em terceiro lugar, Rio Grande do Sul, com cerca de 5,2 milhões, dão sequência no ranking. 

 

Quando o tema em questão são as aves, o Sudeste lidera o ranking com 40% da população nacional. Depois estão Nordeste (26%), Sul (21%), Norte (9%) e Centro-Oeste (4%). O Sudeste também concentra mais da metade dos peixes ornamentais do Brasil (63%). Em seguida, estão Sul (20%), Nordeste (7%), Norte (6%) e Centro-Oeste (4%).

 

Outro fator importante destacado pela Abinpet é que entre todos os domicílios brasileiros localizados na área rural, 65% têm pelo menos um cachorro, enquanto que a proporção de lares com ao menos um cão na zona urbana é de 41%. Em média, há 1,8 cachorro por domicílio.

 

Apesar dos números de população de animais serem crescentes, o mercado pet ainda não caminha ao ritmo que deveria avançar. Segundo o presidente Executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França, o mercado pet registra alguns crescimentos, mas isso não reflete, necessariamente, um desenvolvimento real do setor. “Nos últimos anos, vimos a evolução da relação entre os seres humanos com seus pets e há um reconhecimento dos benefícios dessa interação para a saúde de ambos. Os animais de estimação são vistos hoje como parte da família e ninguém deixa um ser que ama sem itens fundamentais, como comida, banho, vacinas, etc”, afirma.

 

A associação julga que o mercado de produtos para outros pets, como peixes, por exemplo, se mostra forte no Brasil, com constantes inovações, mas também esbarra na questão tributária. “A busca pela evolução e ampliação é contínua e passa por uma cadeia desde investimentos em pesquisas, novas tecnologias para produção, até o fornecimento de conhecimento e orientação para tornar os produtos mais competitivos. No entanto, o custo, considerando os impostos, ainda é uma barreira a ser transposta”, recorda o presidente. 

 

Para a Abinpet, um dos maiores entraves ainda enfrentados pelo mercado pet é a carga tributária sobre o setor, que prejudica mais as classes C, D e E. A cada R$ 1 pago, R$ 0,50 são tributos como IPI, ICMS-ST, Pis/Cofins. “Isso faz dos impostos 67% do faturamento do setor”, afirma França. 

 

 

Escrito por Cláudia Guimarães, da redação claudia@ciasullieditores.com.br